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Novo mundo e ditadura nacional

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Por Enrique Dusell

A nova ditadura antidemocrática, em nome da “liberdade de imprensa” e da própria democracia, se organiza graças ao monopólio da mídia. É a mediocracia mundial globalizada.


Dominado pelo mundo, o novo imperialismo tem uma fisionomia insuspeitada que vamos descobrindo em seu exercício. Está estabelecido no Estado nacional, mas está ligado a uma rede internacional baseada em instituições informais (reuniões ou fóruns como os de Davos, o grupo de Bloomeberg?, Etc.). É uma elite dos grandes milionários ou proprietários capitalistas, especialmente na esfera financeira, mas também nas grandes transnacionais industriais e comerciais. Essas elites nacionais globalmente ligadas, cujos grandes bancos são paraísos fiscais para sonegar o pagamento de impostos aos estados que, no entanto, a protegem com seus exércitos e emprestam a população como mão de obra e absorvem o endividamento assumindo-a em nome do Estado (e que são pagos com os impostos dos cidadãos), possuem dois instrumentos essenciais para o exercício do seu poder económico de detentores de capital.

Por um lado, essa elite do capital mundial globalizado usa as burocracias dos estados centrais (como Estados Unidos, Europa, Japão e outros) e estados periféricos como instrumentos ou mediações de seu poder. O econômico exerce sua hegemonia sobre o poder político corrupto, que se vende aos interesses desse capital globalizado. O Estado, como indicamos, empresta a população como mão-de-obra às multinacionais, paga as dívidas e permite que extraiam seus grandes lucros que, como dissemos, freqüentemente saem do território dos Estados de origem desses milionários e são protegidos em os locais mais seguros (para evitar o pagamento de impostos). O jogo sujo a seu favor é então feito pela burocracia política dos governos estaduais.

Mas, como conseguir essa obediência submissa das burocracias corruptas dos estados centrais e periféricos? Não recorrem mais aos exércitos de ocupação como nas colônias, nem a golpes de estado militares, mas a um novo procedimento sutil e bem ampliado que penetra na estrutura da democracia representativa (tanto no centro como na periferia, cujo efeito vimos em Honduras, Paraguai e México). A Suprema Corte de Justiça dos Estados Unidos (em 2010) deu a possibilidade de uma contribuição ilimitada de capital privado em campanhas políticas para eleger representantes em um regime apenas representativo aparentemente democrático.


Mas a nova ditadura antidemocrática, em nome da "liberdade de imprensa" e da própria democracia, é organizada porque essas elites do capital, cujo um por cento passa a ter 40 por cento da riqueza das nações nas quais esse capital administra, graças a o monopólio da mídia: televisão, rádio, jornais, cinema, mídia eletrônica, universidades privadas de excelência e assim por diante. Essas elites podem comprar qualquer mídia que alcance uma grande porcentagem de ouvintes, leitores ou espectadores, e que seja orquestrada por jornalistas, intelectuais ou artistas por conta do capital (os "novos mandarins" de Noam Chomsky). Com esse exército de "tanques de pensamento", esses meios de comunicação criam uma tela avassaladora de mensagens que produz, quase infalivelmente, uma opinião pública a seu favor. Ou seja, “a favor” dos interesses dessas minorias riquíssimas, interesses que se opõem à possibilidade de uma vida humana para os cidadãos, especialmente os mais pobres. O capitalismo, que começou a usar a propaganda para derrotar outras capitais concorrentes e impor seus produtos, aprendeu toda uma técnica de usar essa propaganda para produzir uma resposta inevitável no destinatário de suas mensagens programadas. Essa vasta experiência de propaganda no mercado de mercadorias passou a ser aplicada à propaganda política no mercado de candidatos para formar representantes.

Mas, além de brutalizar as massas hipnotizadas pela mediocracia, leva-as à maior destituição de sua dignidade por meio do negócio da droga (que acaba em seus grandes bancos lavando dinheiro das máfias e é extremamente benéfico para o capital, então A estratégia de Felipe Calderón não pode deixar de fracassar), que destrói o povo, cria violência generalizada e de certa forma elimina o excedente de trabalho, estruturalmente desempregado.

Para piorar as coisas, para o negócio de armas, ele cria guerras e organiza hostilidades que produzem efeitos desastrosos, centenas de milhares de mortes, não só em guerras entre estados, mas também devido ao crime de rua diário (com o lema da sagrada "liberdade "para carregar armas).

A nova ditadura das elites do capital está organizada nos quatro níveis indicados no gráfico.


A única maneira de cortar o nó górdio é através do despertar das massas como um povo ator da história, que pode eleger representantes (articulados à democracia participativa), que através da regulamentação dos meios de comunicação destrói o poder destes (mediocracia) por meio de leis que realmente democratize essa mídia em proporções justas e plurais, criando uma televisão, um rádio, uma imprensa, um cinema, apoio a universidades públicas gratuitas, a serviço das grandes maiorias empobrecidas (e ainda alienadas pela propaganda egoísta).

Publicado por A jornada
http://www.jornada.unam.mx


Vídeo: EXPANSÃO MARÍTIMA. QUER QUE DESENHE. DESCOMPLICA (Junho 2022).


Comentários:

  1. Farees

    eu considero, que você cometeu um erro. Vamos discutir isso. Escreva para mim em PM, vamos nos comunicar.

  2. Gulkree

    O que, em tal caso, fazer?

  3. Dallon

    O dinheiro nunca é tão bom quanto é ruim sem ele. Dicas úteis domésticas: A lata de lixo deve ser retirada quando o cheiro dele será insuportável. Para impedir que o leite escape, amarre a vaca firmemente. Os sapatos durarão muito mais se você não comprar um novo. Uma chaleira fervente vai assobiar se você colocar alguém da sua família nela ... se eu não surtar, vou espalhar. Se você olhou no espelho, mas não encontrou ninguém lá, você é irresistível! Há quanto tempo eu vivo, não consigo entender duas coisas: de onde vem a poeira e para onde vai o dinheiro.

  4. Casey

    Acho o assunto muito interessante. Eu ofereço-lhe para discutir isso aqui ou em PM.



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