TÓPICOS

A crise alimentar acabou?

A crise alimentar acabou?


We are searching data for your request:

Forums and discussions:
Manuals and reference books:
Data from registers:
Wait the end of the search in all databases.
Upon completion, a link will appear to access the found materials.

Por Sergio Schlesinger

É verdade que, assim como aconteceu com o petróleo, os preços de boa parte dos alimentos comercializados mundialmente caíram justamente pela crise financeira, que obrigou a retirada de capitais especulativos das bolsas de mercadorias de exportação e ao mesmo tempo reduziu a demanda. por comida. Mas o que significa essa redução na demanda? Quem está consumindo menos comida? A recessão ou crescimento mais lento, o aumento do desemprego, a redução da renda e das remessas de trabalhadores migrantes para seus países de origem contribuíram para aumentar o número de seres humanos com fome crônica, pela primeira vez, para mais de um bilhão.


Na mídia, a crise financeira global substituiu o espaço antes ocupado pela crise alimentar. Mas enquanto as notícias mostram o que apresentam como a tragédia dos milionários, a crise alimentar continua e seus alicerces estão intactos.

É verdade que, assim como aconteceu com o petróleo, os preços de boa parte dos alimentos comercializados mundialmente caíram justamente pela crise financeira, que obrigou a retirada de capitais especulativos das bolsas de mercadorias de exportação e ao mesmo tempo reduziu a demanda. por comida. Mas o que significa essa redução na demanda? Quem está consumindo menos comida?

Muitas análises indicam que a crise financeira resolveu, ou pelo menos adiou, a crise alimentar. Em entrevista à revista Época, Luiz Otávio de Souza Leal, economista-chefe do Banco abc Brasil, afirma que o mundo passou por esse processo a partir de uma questão de demanda:

“Esperava-se um crescimento muito grande da economia e a incorporação de novos consumidores ao mercado. Isso pressionaria o preço dos alimentos. O alto preço do petróleo aceleraria cada vez mais a busca por combustíveis alternativos, levando a uma transferência de terras agrícolas para produtos energéticos. Mas após a queda do Lehman [1], esse debate foi adiado. " [2]

Segundo o jornalista espanhol Javier Blas, a realidade é muito diferente: “Um tsunami foi a imagem que descreveu o golpe da crise alimentar no ano passado. A situação atual lembra mais a lenta e implacável subida de uma maré que gradualmente atrai mais e mais pessoas para as fileiras dos desnutridos ”. […] “Ainda não saímos da crise alimentar”, confirma Josette Sheeran, chefe do Programa Mundial de Alimentos das Nações Unidas. [3]

A crise financeira não apenas afastou o problema da alimentação dos noticiários, mas também contribuiu para isso. A recessão ou crescimento mais lento, o aumento do desemprego, a redução da renda e das remessas de trabalhadores migrantes para seus países de origem contribuíram para aumentar o número de seres humanos com fome crônica, pela primeira vez, para mais de um bilhão.

Ao contrário do que aconteceu com o petróleo, os preços não caíram significativamente após esta última crise. Em abril de 2008, eram em média 60% maiores do que 18 meses antes. Após uma queda acentuada, no auge da crise financeira, os preços dos principais produtos agrícolas voltaram aos níveis de meados de 2007.

Um exemplo é o preço atual do arroz tailandês, referência mundial. Seu preço atual é de US $ 614 por tonelada, mas custa mais do que o dobro da média dos últimos dez anos (US $ 290 por tonelada). Os preços domésticos dos alimentos em muitos países em desenvolvimento, especialmente na África Subsaariana, não caíram nem um pouco e, em alguns casos, estão subindo novamente devido ao impacto de uma safra ruim e falta de crédito para importações. Sheeran observa: “Os preços locais estão subindo. O preço do milho no Malawi subiu 100% no ano passado, enquanto os preços do trigo no Afeganistão estão 67% mais altos do que há um ano ”.

Também por causa da crise financeira, os agricultores ao redor do mundo estão plantando menos. Ao reduzir a produção mundial, contribuem para o aumento geral dos preços, apesar da menor demanda. Nos Estados Unidos, maior exportador mundial de produtos agrícolas, é esperada uma redução na área plantada de cerca de três milhões de hectares (equivalente ao território da Bélgica), representando a maior queda dos últimos vinte anos.

Nos países menos desenvolvidos, um grande problema é a falta de recursos para financiar a produção. Neles, também é esperada queda na produtividade devido ao menor uso de fertilizantes e sementes de melhor qualidade.

Impactos das mudanças climáticas

Para Javier Blas, o principal pesadelo para as autoridades de agricultura e ajuda alimentar - e para o setor de alimentos - é que uma onda “inesperada” de mau tempo prejudique a próxima safra. Com os estoques de mercadorias agrícolas de exportação em declínio há muitos anos, isso poderia provocar uma alta de preços, gerando outra crise além da econômica.

Mas para quem tem acompanhado as safras agrícolas nos últimos anos, os problemas climáticos não correspondem exatamente a essa "onda inesperada de mau tempo". Secas em vários países, chuvas excessivas em outros e problemas climáticos de toda espécie que vêm ocorrendo são, sem dúvida, os responsáveis ​​pelos prejuízos à produção de alimentos. O que parece escapar à percepção - ou aos interesses - de muitos é o constante aumento da frequência dos problemas climáticos que o mundo enfrenta e que apresentam obstáculos particularmente graves à produção agrícola. Pouco se fala sobre as relações entre a expansão da monocultura e os modelos de pecuária (extensiva ou intensiva), desmatamento, aquecimento global e quebra de safra.

O aumento da temperatura causado pela alta concentração de gases de efeito estufa terá um impacto negativo na agricultura de quase todo o planeta. O aquecimento trará algumas vantagens apenas para as lavouras em regiões de alta latitude. Ao ficarem menos frias, essas áreas poderão hospedar plantas que hoje não resistem ao frio. Mas os danos esperados são muito mais significativos do que os benefícios. A FAO (Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura) afirma que a segurança alimentar pode ser prejudicada na disponibilidade, acesso e estabilidade do abastecimento.

O degelo das geleiras do Himalaia, por exemplo, prejudicará o abastecimento de água da China e da Índia, comprometendo sua agricultura e exacerbando a insegurança alimentar nos dois países mais populosos do mundo. O mesmo acontecerá em países africanos que dependem da agricultura irrigada pela chuva. Na África, a perda de produção agrícola pode chegar a 50% em 2020, segundo o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (picc).

Para esses cientistas, com o aquecimento os trópicos sofrerão uma redução nas chuvas e nas terras agricultáveis. Mesmo um aumento na temperatura de 1 ° C para 2 ° C pode reduzir a produtividade da cultura, aumentando o risco de fome.

O Relatório de Desenvolvimento Humano 2007/2008 do undp (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento) estimou que, até 2080, haverá mais 600 milhões de pessoas subnutridas. Já hoje há um maior número de colheitas perdidas e morte de gado, destaca o Relatório de Desenvolvimento Mundial de 2008 do Banco Mundial. Para a América Latina, o picc prevê a aridificação da chamada região semi-árida e a “sabanização” da Amazônia oriental. O picc vê perda de produtividade em várias safras, com consequências preocupantes para a segurança alimentar. Algumas dessas projeções foram confirmadas por estudo da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) em 2008: a maior parte das lavouras brasileiras sofrerá com o aumento da temperatura.

O caso do brasil


Grupos que têm uma forma de produzir arraigada, que o fazem há 50, 100 anos, serão obrigados a mudar. Isso não é fácil. Tem que mudar a forma de criar pastagens - importadas da Europa e dos Estados Unidos, com o modelo de arrasamento de áreas inteiras, sem árvores no pasto. (Eduardo D. Assad, Embrapa)

O aquecimento global pode colocar a segurança alimentar do Brasil em risco nos próximos anos. Segundo a Embrapa e a Unicamp, o aumento das temperaturas pode causar perdas de US $ 3,7 bilhões na safra de grãos até 2020 - prejuízo que pode saltar para US $ 7 bilhões em 2070 - e alterar profundamente a geografia da produção agrícola do Brasil.

“O país está vulnerável. Se as condições atuais continuarem, a produção de alimentos está ameaçada. Algo tem que ser feito, e logo, em termos políticos ”, alerta o engenheiro agrônomo Eduardo Assad, da Embrapa Informática Agropecuaria, que coordenou o estudo junto com Hilton Silveira Pinto, do Centro de Pesquisas Meteorológicas e Climáticas Aplicadas à Agricultura da Unicamp ( Cepagri).

Cenários futuros para nove safras (algodão, arroz, café, cana-de-açúcar, feijão, girassol, mandioca, milho e soja) foram avaliados em relação ao aumento de temperatura previsto pelo picc. As projeções indicam que, com exceção da cana-de-açúcar e da mandioca, todas as lavouras sofrerão redução nas áreas favoráveis ​​ao seu plantio. Se nada for feito para mitigar os efeitos das mudanças climáticas ou para adaptar as lavouras à nova situação, haverá uma migração de lavouras para novas regiões em busca de melhores condições climáticas. As áreas que hoje são os maiores produtores de grãos podem não ser mais adequadas para o cultivo muito antes do final do século. Uma das consequências mais graves, diz Pinto, é que a mandioca pode desaparecer do semi-árido. Embora a safra se beneficie com a mudança para outras partes do Brasil, ela desaparecerá de onde é mais necessária para a segurança alimentar hoje.

O estudo mostra que as áreas cultivadas com milho, arroz, feijão, algodão e girassol também sofrerão forte redução na região Nordeste, com perda significativa de produção. Toda a área que corresponde ao Nordeste do Agreste, que hoje responde pela maior parte da produção regional de milho, e a região dos Cerrados nordestinos - sul de Marañón, sul do Piauí e oeste da Bahia - serão os mais afetados. O café terá poucas condições de sobrevivência na região Sudeste.

Na região Sul, hoje mais limitada em termos de lavouras adaptadas ao clima tropical devido ao alto risco de geadas, haverá reduções nessas eventualidades extremas. A região se tornará propícia ao plantio de mandioca, café e cana-de-açúcar, mas não mais soja. Essa cultura será a mais afetada pelas mudanças climáticas. O estudo prevê uma redução de até 41% na área de baixo risco para o plantio desse grão em todo o país em 2070, no pior cenário, gerando perdas de 3,8 bilhões de reais. Isso será equivalente a metade das perdas calculadas para a agricultura brasileira daqui a sessenta anos como resultado do aquecimento global.

A cana-de-açúcar será a maior beneficiária das mudanças climáticas no Brasil. A cultura se adapta bem ao calor e será capaz de se espalhar por uma área pelo menos duas vezes maior do que é hoje. A previsão é que a cana-de-açúcar, que hoje ocupa cerca de 7,8 milhões de hectares, possa chegar a 17 milhões de hectares em 2020.

Aquecimento global: o outro lado da moeda. As atividades econômicas diretamente relacionadas ao agronegócio estão entre as principais responsáveis ​​pela emissão de gases de efeito estufa no Brasil, principalmente o desmatamento, a pecuária e a agricultura.

O desmatamento, no qual a Amazônia se destaca, é o principal responsável pelas emissões brasileiras, com 55% do total. É seguido pela pecuária e agricultura com 25% (cerca de metade cada). Assim, 80% das emissões atuais no Brasil vêm desses três “setores”.

Estudos indicam que, se não forem adotadas medidas, a participação do setor agrícola nas emissões de gases de efeito estufa (GEE) aumentará de 25 para 29% entre 2005 e 2030. Hoje a participação da pecuária é um pouco maior, mas a atividade agrícola tende a crescer e superá-lo. Na pecuária, as emissões de gás metano são o maior problema.

Existem outras estimativas da participação do gado nas emissões de GEE no Brasil. Segundo Paulo Barreto, do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), não há um estudo científico exato sobre o volume do gei resultante do desmatamento devido à formação de pastagens. “Porém, é possível estimar uma magnitude aproximada. Se 75 a 80% do desmatamento na Amazônia é devido à criação de pastagens, então apenas esse processo na Amazônia é responsável por 41 a 48% das emissões brasileiras de GEE. ”

“Somando-se a esse número as emissões da própria atividade pecuária - segundo estudos recentes, em torno de 9% das emissões totais do país - podemos concluir que, direta ou indiretamente, a carne bovina produz 60% dos GEE do Brasil: mais do que o triplo da média global, que fao estima em 18% 4. "

Segundo Matheus de Almeida, da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (esalq-usp), o setor produtivo nacional teme boicotes e barreiras tarifárias já que, segundo a fao, as emissões médias do gado brasileiro (45 kg de CO2 equivalente) é muito superior ao do gado europeu (entre 15 e 25 quilos de carbono) por 1 quilo de carne.

Um estudo recente publicado pelo Cepea-esalq (Zen, 2009) indica que, além da destruição dos ecossistemas, da degradação do solo e da contaminação dos recursos hídricos, a pecuária contribui significativamente para o aquecimento global. “Devido à grande quantidade de animais no mundo, cálculos mostram que o gado emite cerca de 9% do total desses gases gerados pela ação humana. Essa participação é maior do que a de setores considerados poluentes, como o de transportes. ”

O texto da esalq também aponta a qualidade da alimentação do gado como responsável pela quantidade de gás metano emitida. “O primeiro passo para tentar reduzir a participação da pecuária no aquecimento global é aumentar a produtividade por meio de alimentos de melhor qualidade. Apesar do aumento das emissões diárias, essa ação reduziria o tempo de vida dos animais e, segundo os pesquisadores, poderia reduzir em 10% a emissão de metano por quilo de carne produzida ”.

A ESALQ recomenda a adoção de sistemas de produção mais intensivos: beneficiamento das pastagens e implantação do sistema rotativo; semi-confinamento e confinamento, sistemas alternativos como integração lavoura-pecuária e sistemas silvipastoris (Zen, 2009).

A integração lavoura-pecuária, por sua vez, também é defendida pela Abiove (Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais). Aumentar a renda dos produtores rurais requer “o desenvolvimento de mecanismos que levem à diversificação e agregação de valor à produção de grãos. Isso pode ser alcançado transformando o produtor de grãos (soja e milho), principalmente no Cerrado, em produtor de carne (aves e suínos) para exportação. A possibilidade de agregar valor à produção de grãos por meio da produção de carnes para exportação levaria à geração de recursos necessários à preservação do meio ambiente, realizando a conservação por meio do uso sustentável ”(Abiove, 2007).

O que podemos esperar? O Ministério da Agricultura também defende essa proposta. Afirma que nos próximos anos, cerca de 30 milhões de hectares de pastagens de baixa produtividade deverão ser liberados para a agricultura por meio do sistema de integração lavoura-pecuária. Na realidade, o que se propõe é o mesmo modelo de produção integrada já vigente para a produção de frango, porco, fumo, soja e outros produtos agrícolas, por meio do qual o referido valor agregado é apropriado por grandes empresas do setor agroindustrial, em detrimento da agricultura familiar. (Schlesinger, 2008)

Embora a produção de agrocombustíveis (como a crise alimentar), não frequente as manchetes nos últimos tempos, promete continuar crescendo e disputando o território brasileiro, seja com a produção de alimentos, seja com sua vegetação original. A cana-de-açúcar é a cultura que deve continuar crescendo mais rapidamente. Embora isso aconteça principalmente em áreas degradadas, conforme anunciado pelo governo, outras lavouras são deslocadas ou reduzidas. Em São Paulo, que já produz quase 60% da cana-de-açúcar do país, essa safra vem ocupando o lugar da pecuária. Pode-se esperar que, mantidas as condições atuais, a Amazônia seja a região preferida para a expansão da pecuária no Brasil.

O governo brasileiro tem projetos ambiciosos para o dendê. De acordo com a Folha de S. Paulo, a primeira etapa do programa de cultivo em larga escala, que agora está recebendo os retoques finais do governo, deve ocupar uma área quase sete vezes maior que a cidade de São Paulo com plantações na Amazônia. [5]

Segundo Reinhold Stephanes, ministro da Agricultura, a área total prevista para a expansão do dendê na floresta amazônica é dez vezes maior: o equivalente ao estado de Perna-mbuco. Segundo ele, 10 milhões de hectares podem ser ocupados pelo "primo-irmão das palmeiras ama-zônicas". Dizer "primo-irmão" faz parte da estratégia para conseguir a mudança no Código Florestal Brasileiro que permitiria a recomposição de áreas desmatadas da Amazônia com espécies exóticas da selva, como é o caso do dendê, nativo da África.

Estima-se que a área plantada hoje seja de 70 mil hectares, 7% da meta inicial do governo. “Com um milhão de hectares, podemos deixar de importar e garantir a produção de biodiesel até a fase B-5 (mistura de 5% diesel). Isso é ótimo econômica, social e ambientalmente ”, afirma o ministro. É evidente que o desmatamento esperado seria responsável por uma emissão de gases de efeito estufa muito maior do que a redução obtida com a substituição do diesel.

Em relação às monoculturas para produção de energia, espera-se um aumento considerável na área de plantio de eucalipto, e não apenas a expansão da produção de papel e celulose. Os planos da indústria siderúrgica incluem um forte aumento das plantações para abastecer seus fornos com carvão obtido exclusivamente de eucalipto.

O secretário executivo do Ministério da Agricultura, Silas Brasileiro, pondera: “nós temos o clima, o solo e as condições para abastecer todo o mercado, principalmente a siderurgia. Se nos preocupamos em usar áreas degradadas, principalmente pastagens, para o cultivo de florestas, teremos renda para o produtor e abastecimento para o mercado sem abrir novas áreas ”. Todos esses projetos prometem ser desenvolvidos em áreas de pastagens anteriormente degradadas. Nas negociações comerciais internacionais, o governo tem privilegiado a eliminação de barreiras externas aos produtos agrícolas, principalmente carnes e biocombustíveis, para aumentar ainda mais suas exportações. Se tudo acontecer como deseja o governo brasileiro, a pecuária e as monoculturas continuarão crescendo e, com elas, a extensão de áreas degradadas. E assim (é preciso reconhecer) muito em breve não faltarão áreas degradadas.

Sergio Schlesinger - Versão espanhola de Alejandro Reyes / Alberto Villarreal

Fonte: Biodiversidade, meios de subsistência e culturas - grãos

Notas:

1- Lehman Brothers, um banco americano que fechou as portas em setembro de 2008.

2- Período de negócios. “Retrospectiva 2008 - Diretriz de arrecadação financeira ou dia-a-dia sem mundo”. 13/04/09.

3- Javier Blas. “Maré impiedosa de fome global chega a 1 bilhão”. Financial Times, 7 de junho de 09.

4- Igor Zolnerkevic, "Efeitos globais do bife brasileiro". Scientific American Brasil, n. 82, março de 2009. Disponível em
http://www2.uol.com.br/sciam/reportagens/efeitos_globais_do_bife_brasileiro.html

5- Marta Salomon. “Governo vai ampliar o dendê na Amazônia”. Folha de São Paulo, 5 de abril de 2009.


Vídeo: Tratamento natural para HEMORRÓIDA (Julho 2022).


Comentários:

  1. Dain

    Legal, o que mais posso dizer.

  2. Chalmers

    Eles são semelhantes ao especialista)))

  3. Eoin Baiste

    Coisa interessante

  4. Aonghas

    Eu costumava pensar de maneira diferente, obrigado pela explicação.



Escreve uma mensagem