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Gestão da água e sustentabilidade na região metropolitana de Córdoba-Orizaba

Gestão da água e sustentabilidade na região metropolitana de Córdoba-Orizaba


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Por Mtro. Jose Cruz Agüero Rodriguez

A competição entre o consumo industrial, agrícola e o consumo humano insere relações de poder e privilégios que tornam possível a escassez de água para uns e a abundância para outros. Este modelo urbano-industrial de uso intensivo de água, resíduos e poluição, tem mostrado seus limites à medida que os aqüíferos vão se esgotando e a competição dos diversos usos da água cresce.


A construção social do discurso ambiental e a gestão da água

Por mais de três décadas o discurso ambiental consolidou-se em nível global como questão prioritária em diferentes níveis da sociedade (Biswas, 2003: 31), fatores científicos forneceram novos elementos para perceber o meio ambiente como um sistema frágil baseado em princípios físicos. de entropia e conservação de matéria e energia. Sob essa visão, água e terra poderiam ser concebidos como recursos finitos e degradáveis, em contraste com a visão estática de recursos infinitos e infinitos (Leff, 2001; Morin, 1977). O relatório Bruntland do Clube de Roma desencadeou uma forte crítica e reflexão sobre os efeitos do desenvolvimento e os limites do crescimento que colocam em risco a base natural das economias (Brand, 2005)

No plano social, uma série de eventos, ligados a fenômenos catastróficos, irromperam na cena pública, entre os quais estão: os testes nucleares mundiais; o desastre atômico de Chernobyl; os efeitos e riscos da energia nuclear ao se expandir para países em desenvolvimento como o México (Ávila, 2003: 18; Arias, 1988). Europa, Estados Unidos e Canadá, desde os anos cinquenta já contam com grupos conservacionistas de defesa de florestas e espécies animais; nas décadas de setenta e oitenta grupos ambientalistas, especialmente em países desenvolvidos, se organizam e protestam contra a poluição (Gallardo, 1999), a destruição de selvas e florestas e o desaparecimento de espécies animais (Brand, 2005)

Esses e outros eventos possibilitaram que agências internacionais e governos voltassem sua atenção para as questões ambientais, dando origem a uma série de declarações e apelos internacionais para reconhecer os problemas ecológicos e buscar soluções comuns. Beck chama esse processo de modernização ecológica de reflexibilidade (Beck, 2006).

De particular importância foram a Conferência Mundial de População em 1974 e a Conferência das Nações Unidas no Rio de Janeiro em 1992. A primeira alertou sobre a explosão demográfica, o crescimento das cidades, a extração intensiva de energia, especialmente água e petróleo., A fome e pobreza mundial (Moreno, 2006; 291-296). Sua principal contribuição foi alertar sobre a finitude dos recursos naturais. A Cúpula do Rio, por sua vez, enfatizou as mudanças climáticas, a participação democrática na gestão ambiental e, acima de tudo, fortaleceu o conceito de desenvolvimento sustentável.

Paralelamente, a agenda internacional relacionada ao problema da água seguiu seu próprio curso. De 1987 a 2006, as organizações multinacionais convocaram pelo menos 12 reuniões internacionais para discutir, analisar, pactuar e implementar ações de gestão, regulamentos, políticas públicas, cooperação científica e tecnológica, resolução de conflitos e governança dos recursos hídricos. Seguindo a agenda desses fóruns e conferências, podemos ver como estão mudando as percepções sobre os problemas da água, desde uma concepção sanitária que reduz o problema à contaminação (Argentina, 1987); a adoção do conceito de desenvolvimento sustentável e gestão integral dos recursos (Dublin, 1992); sustentabilidade urbana, conservação do ecossistema e igualdade de gênero (Marrakech, 1997); governança, gestão integrada, financiamento e cooperação (Joanesburgo, 2002); à cooperação internacional, participação social e gestão de riscos e desastres (México, 2006) discutidos no IV Fórum da Água, realizado no México. Os problemas da água tornam-se complexos e incorporam questões multidimensionais: direitos, participação, riscos, poluição, gestão integral, ecossistemas, gênero, conflitos, etc., tornam-se também uma questão multissetorial onde os setores público, social e privado estão envolvidos nesta polêmica, o que torna as soluções imediatas dificultam, mas, ao mesmo tempo, enriquecem o conteúdo das demandas ambientais e geram debates públicos onde os meios de comunicação desempenham um papel importante. Por outro lado, levanta-se uma agenda paralela aos marcos institucionais promovidos pela sociedade civil e organizações não governamentais por meio de Fóruns Sociais e cúpulas regionais e mundiais em defesa da água, que põe em causa as empresas normativas e privatizadoras de organismos financeiros internacionais e corporações transnacionais.

A internalização da questão ambiental em acordos internacionais e legislações nacionais

O discurso ambiental construído a partir da modernidade ecológica, derivada das sociedades industriais, questionando os crescentes riscos sociais e ecológicos (Beck, 2002), deve por sua vez assumir seus próprios custos, internalizando seus efeitos e se apropriando ao mesmo tempo do discurso ambiental. Assim, o ambientalismo torna-se um discurso ambíguo, contraditório e um campo em permanente disputa. A internacionalização das relações econômicas com a globalização e os acordos comerciais regionais (GATT, União Econômica Europeia, NAFTA) tiveram que incorporar o tratamento dos problemas ambientais em seus respectivos acordos de intercâmbio comercial e de serviços, não apenas como fator de segurança e segurança econômica, mas como um medida de proteção para cada país interveniente, contra processos de poluição e possíveis danos à saúde e deterioração ambiental (Gallardo, 1999). Desde a década de 1990, desde a Cúpula do Rio, muitas nações modificaram suas leis incorporando o discurso ecológico e da sustentabilidade como linhas de ação em políticas públicas, planejamento, gestão social e proteção ambiental (Biswas, 2003: 31). Paralelamente, as organizações da sociedade civil se multiplicam em gestão, assessoria, advocacy, práticas sustentáveis, educação ambiental e protesto público em defesa do meio ambiente ecológico, etc. sob princípios ambientais e no quadro da concepção pretendida de sustentabilidade.

Discursos paralelos e opostos são confrontados sob os valores ambientais e da sustentabilidade. O ambientalismo instrumental, impulsionado pela ideologia neoliberal, promove seus próprios propósitos de reprodução material e acumulação de capital, internaliza seus valores da crítica ambiental, mas propõe soluções tecnológicas, medidas de liberação comercial e limitação do estado de bem-estar reduzido à vigilância normativa e intervenção regulatória ( Brand, 2005: 22).

Por outro lado, o preservacionismo ambiental concebe o meio ambiente com valor em si, por sua vez, propõe novas práticas de apropriação da natureza que consideram o meio ambiente suscetível de danos e uso racional e a reivindicação de novas identidades com respeito aos valores ambientais. Podemos, assim, visualizar diferentes formas de compreender, aproveitar e gerir o meio ambiente como objeto de demanda e rivalidade, cooperação e ruptura, que inclui intervenção pública, privada e social. (Borja, 1977; Cirelli, 2004: 23)

Nesse sentido, a estruturação do discurso ambiental não tem sido linear, como podemos observar nos diversos manifestos públicos de conferências internacionais. Em seu interior, diferentes posições também encontram sentido, que vão do conservacionismo natural, ambientalismo radical ao ambientalismo atual que preconiza a compreensão holística do homem com a natureza (Gallardo, 1999: 72) Desse contraste de significados do meio ambiente, vemos emergir algumas oposições que marcam os principais dilemas para o uso da água e seu valor ambiental.

Detalhes metodológicos da região metropolitana e da bacia do rio Blanco

Para os fins deste ensaio, definimos a região com base nos critérios da Comissão Nacional de População (Conapo) para a delimitação e conceituação de áreas metropolitanas (ZM) (1) e, considerando a regionalização hidrológica proposta por Conagua (CNA, 2007 ), buscando dar uma certa unidade analítica ao território como espaço social construído em torno do sistema hidrológico da bacia do rio Blanco, na região central do Estado de Veracruz. Optamos por dar centralidade a esta zona metropolitana e hidrológica por ser a dinâmica das cidades centrais, neste caso Orizaba e Córdoba, que concentram os serviços industriais, comerciais e principais regionais, reunindo uma série de cidades médias e suas sertão rural que fornece matérias-primas e serviços ambientais. São também as cidades que demandam as maiores quantidades de água de qualidade e potável para consumo humano, industrial, de serviços, comercial e agrícola, muitas vezes à custa das comunidades rurais que as cercam.

Essa região é formada por duas áreas metropolitanas: a Z.M. Córdoba, que inclui 4 municípios: Amatlan de los Reyes, Córdoba, Fortín e Yanga; e o Z.M. Orizaba, com 11 municípios que são: Atzacan, Camerino C. Mendoza, Huiloapan de Cuauhtémoc, Ixhuatlancillo, Ixtaczoquitlan, Mariano Escobedo, Nogales, Orizaba, Rafael Delgado, Río Blanco e Tlilapan. Ambas as áreas metropolitanas constituem uma conurbação ligada por comunicações, vias de transporte, produção e circulação de bens e serviços regionais, integrando e ao mesmo tempo subordinando as cidades periféricas e comunidades rurais circundantes, constituindo uma população atual de 643 574 habitantes em 15 municípios. The Z.M. Córdoba tem 276.553 habitantes e Orizaba 367021. Ambas ZMs. Ocupam uma área de 970 km2, e uma Densidade Média Urbana (DMU) de 72,6 habitantes / ha.


As antigas entidades municipais possuem cidades centrais em Córdoba e Orizaba e as demais são pequenas cidades ou vilas, de alguma forma subordinadas, todas integrando uma faixa de conurbação ao longo da bacia do Rio Branco como principal fonte de abastecimento hidrológico regional. Esta bacia pertence à região hidrológica # 10 Golfo-centro, sendo a bacia do Rio Blanco uma das mais importantes pelos volumes de seu fluxo, com um escoamento virgem de 2.642,0 Hm3 / ano e um dos principais afluentes da bacia inferior . del Papaloapan (CNA, 2003: 33) A qualidade e abundância da água, cuja origem é, em grande medida, o derretimento do Citlalteptl ou Pico de Orizaba, tornou-se uma fonte vital para a geração de eletricidade, uso industrial e o consumo humano promovendo várias fases do desenvolvimento regional intimamente ligadas à exploração e aproveitamento dos recursos hídricos. (Governo do estado de Veracruz, 1979: 35; Conapo, 1985: 107)

Esta região de estudo responde ao fato de ser, junto com Veracruz Puerto, um dos primeiros enclaves de industrialização desde meados do século XIX e, atualmente, uma das quatro principais regiões de concentração urbano-industrial do estado de Veracruz, juntas. com os centros petrolíferos Poza Rica-Tuxpan; Coatzacoalcos- Minatitlán e Veracruz- Boca del Río, tornando-se também as principais fontes de contaminação de corpos d'água, demanda crescente pelo líquido e deterioração dos ecossistemas aquáticos.


Importância da água no desenvolvimento regional

Orizaba e Córdoba tornaram-se os eixos urbanos da economia e do desenvolvimento regional da área conhecida como: “as grandes montanhas”, no estado de Veracruz, centro-oeste: por um lado, integrando; de outro, subordinando as localidades rurais e centros urbanos que se desenvolvem em sua periferia. A abundância de bens naturais, sobretudo água, florestas e terras férteis no vale onde se encontram, tem sido um fator chave a inserir com certas vantagens nas várias fases do desenvolvimento nacional e regional, como veremos a seguir.

1) Água e consolidação metropolitana

No final do século XIX, Orizaba, Rio Blanco, Santa Rosa e Nogales, cidades vizinhas, já se consolidavam como cidades industrializadas emergentes, com as indústrias têxtil e cervejeira que desencadearam o desenvolvimento industrial regional. Da mesma forma, Córdoba surgiu como uma cidade central em torno do cultivo e industrialização da cana-de-açúcar e do café, este último introduzido na segunda metade do século XIX. Ambas as safras deram a Córdoba sua principal fonte econômica ao se tornar uma cidade agroindustrial, comercial e de serviços.

A situação da Segunda Guerra Mundial deu origem a uma segunda onda de industrialização na região, com a introdução da indústria de papel, agroquímicos, cimento e farmacêutica, fortalecendo a industrialização de Córdoba e o surgimento do parque industrial de Ixtaczoquitlan, tornando-se uma zona de conurbação e consolidação da indústria na encosta do Rio Blanco que inclui as cidades de Camerino C. Mendoza, Nogales, Huiloapan, Río Blanco, Orizaba, Ixtaczoquitlan e Córdoba, principalmente.

Em 1979, os 8 municípios principais estavam praticamente orientados para atividades secundárias e terciárias: Orizaba, Río Blanco, Cd. Mendoza, Nogales e Córdoba tinham menos de 9% de sua população dedicada às atividades primárias. Huiloapan e Fortín menos de 20% e apenas Ixtaczoquitlan tinha um percentual de 42,6% de sua população ocupada em atividades primárias. Rio Blanco, Nogales, Cd. Mendoza e Huiloapan ocupavam cerca de ou mais de 50% de seu EAP na indústria; Orizaba e Córdoba na faixa de 30-40%. Ixtaczoquitlan foi o município mais dinâmico a partir dos anos oitenta, enquanto Nogales, cidade de Mendoza, Orizaba e Río Blanco se estabilizam ou estagnam quando a indústria têxtil entra em crise, outrora o principal gerador de empregos e dinâmicas regionais (Governo do Estado, Veracruz, 1979: 92 )

No caso de Córdoba, a partir dos anos 60 conseguiu entrar em uma fase de consolidação de outras atividades econômicas, deixando de depender exclusivamente do cultivo do café, o que permitiu orientar a cidade para o serviço e o comércio, facilitando sua industrialização e a comercialização de produtos agrícolas da região (idem: 11)

Esse intenso desenvolvimento industrial e urbano, entretanto, impõe alguns limites, tanto sociais quanto ecológicos. No final dos anos setenta, já existiam graves deficiências na oferta de infra-estruturas básicas; Córdoba e Orizaba já apresentavam déficit médio de água potável de 20%, enquanto 33% não tinham drenagem. Em termos de fornecimento de energia elétrica, a região apresentava um bom nível de eletrificação dada a proximidade de usinas hidrelétricas na região.

Em relação aos efeitos ecológicos do processo de industrialização urbano, desde o plano estadual de desenvolvimento regional da conurbação em 1979, alguns problemas críticos foram vislumbrados, principalmente com os recursos hídricos, conforme indicado a seguir:

“O rio branco é um dos mais poluídos e como o sistema hidrológico da região não recebe proteção e melhoria de suas condições, espera-se que a área do eixo industrial seja uma daquelas que apresenta grave deterioração do rio. ambiente representando um custo dos mais altos para o estado. Em circunstâncias semelhantes estão as áreas florestadas e florestas, que devido ao desmatamento, abandono e pragas tendem a se extinguir, principalmente aquelas localizadas nas encostas do Citlalteptl; Portanto, é possível esperar uma redução na recarga de aquíferos, erosão e escoamento do rio; como conseqüência, uma grave deterioração das condições ecológicas da região e um impacto negativo nas condições favoráveis ​​ao crescimento urbano industrial ”(Governo do Estado, Veracruz, 1979: 19)

A poluição ambiental, devido aos efeitos das águas residuais urbanas e industriais, é acompanhada por outro processo paralelo: a destruição acelerada de áreas florestais para a exploração da indústria de madeira e papel. (Idem: 32; Conapo, 1985: 54)

No entanto, esse alerta ambiental foi motivo de pouca preocupação entre os governos subsequentes, piorando as condições e os custos econômicos e ecológicos da degradação ambiental nos anos subsequentes.

Em suma, a concentração urbana e a consolidação do desenvolvimento industrial em contraste com a contaminação generalizada da sub-bacia do Río Blanco e a destruição dos ecossistemas da bacia, são os equilíbrios desta fase de industrialização intensiva. Essa discrepância entre o desenvolvimento econômico e seus graves custos ecológicos dificilmente era vista como um problema ambiental com alguma preocupação incipiente.

2) Os custos da industrialização: deterioração ambiental e poluição

Na década de oitenta do século passado, a região metropolitana de Córdoba-Orizaba, como o país em geral, entrou em profunda recessão econômica. A principal indústria geradora de empregos, que é a têxtil, e que gerou mais de 4.000 empregos, está em sério declínio; por não melhorar seus métodos produtivos, torna-se obsoleto. Por outro lado, as cervejarias de ponta são automatizadas e modernizadas, aumentando o desemprego regional ao reduzir sua planta de produção de 5.000 para 1.200 trabalhadores entre 1988 e 2005 (http://danielsierra.galeon.com/aficiones1101305.html.). Da mesma forma, Orizaba registra baixo crescimento urbano aliado à saturação de seus limites territoriais, apresentando maior dinamismo demográfico em municípios periféricos como Río Blanco, Ixhuatlancillo, Mariano Escobedo, que se tornam territórios propensos ao crescimento da área urbana de Orizabeña (Governo de o Estado de Veracruz, 1979: 107)

Durante a década de oitenta do século passado, a ZMCO ocupou lugar de destaque na economia estadual e regional, contribuindo com 12% do PIB estadual e 11% do total de pessoal ocupado nas atividades industriais. Contribuiu com 30% dos impostos estaduais e com cerca de 50% da produção industrial exportada no estado. Além disso, 9 usinas de açúcar foram localizadas; 6 empresas de arroz; usinas e processadores de café, indústrias de petróleo, produção de máquinas e equipamentos para a indústria da cana-de-açúcar e café. A agroindústria se consolida, principalmente na produção de aves e suínos, abrangendo o processo de produção e transformação da carne, instalando fazendas em diversas comunidades e duas fábricas para a produção de ração animal.

The Z.M. de Orizaba, pierde peso relativo al declinar la industria textil, no obstante, conserva cierta hegemonía con corporaciones de alta concentración de capital como la industria cervecera que se fusiona en Cuauhtémoc-Moctezuma, la Kimberly Clark que producía más del 10% de la producción nacional em papel; Proquina que produz substâncias químico-farmacêuticas derivadas de barbasco (Idem: 108) Enquanto as cidades vizinhas a Orizaba perdem importância industrial e empregos produtivos, voltando-se para atividades terciárias.

Principal parque industrial que se fortalece desde a década de 70. do século passado é Ixtaczoquitlan, cuja expansão foi baseada na diversificação industrial e na introdução de tecnologias automatizadas e reorganização de seus processos de fabricação, por exemplo Kimberly Clark, Produtos Químicos Naturais (PROQUINA), Cementos Veracruz (APASCO), Sabritas, entre outros.

A urbanização e a industrialização possibilitaram sua consolidação como áreas metropolitanas, porém esse modelo de uso intensivo da água, sem prevenção ambiental, começou a dar sinais graves de esgotamento. Embora a água ainda seja abundante em relação a outras áreas do país, as fontes de água potável começam a ser escassas: a demanda por água está aumentando nas principais cidades; há uma contaminação generalizada da sub-bacia e destruição do meio ambiente ecológico; É uma indústria altamente exigente de água e, ao mesmo tempo, poluente na qual se destacam a produção de açúcar, papel, bebidas (alcoólicas e refrigerantes), café, cimento, produção de ração animal e carne, entre as principais. .

As políticas ambientais para conter a poluição da água e seu uso racional têm sido escassas e isoladas, apenas algumas empresas desenvolveram tecnologias e mecanismos de tratamento e rejeição de água (cervejarias, fábricas de papel). Priva a deterioração do ecossistema da bacia e a contaminação dos mananciais. Da mesma forma, faltam políticas de distribuição do líquido e medidas de controle da poluição e tratamento de efluentes.

Água e políticas hídricas na ZM Córdoba-Orizaba

“Atenção: O atual Ministério do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais (SEMARNAT) está administrando para as indústrias estabelecidas dentro dos limites geográficos estabelecidos no decreto abaixo descrito, um esquema de ilegalidade em razão dos termos nele estabelecidos. Algumas indústrias dentro desses limites foram estabelecidas em 1836, cem anos antes da edição deste decreto. Se você tem um projeto industrial nessa área, pense duas vezes antes de investir ”(Gobierno del Estado, 1996)

Para esta seção, usaremos informações relacionadas à região hidrológica No.10 Golfo-Centro localizada entre os estados de Oaxaca, Veracruz, Puebla e uma pequena parte de Hidalgo. Esta região é formada por doze bacias hidrológicas e 21 aqüíferos, todos desaguando no Golfo do México, sendo o estado de Veracruz o que ocupa o maior território. No entanto, concentraremos nossa atenção na bacia do rio Blanco e nos rios Jamapa e Atoyac, por se encontrarem no entorno das áreas metropolitanas Córdoba-Orizaba. Da mesma forma, pretendemos mostrar como a abundância de água que caracteriza esta região não elimina o potencial de conflitos pela água, nem as políticas de proteção ambiental promovidas pelos governos estaduais e municipais correspondem aos problemas ambientais manifestados na região.

Disponibilidade de recursos hídricos

A região hidrológica apresenta uma elevada disponibilidade natural de águas superficiais e subterrâneas da ordem de 102.779 Hm3 / ano e uma disponibilidade média per capita de 10.764 m3 / ano para 2006, superando a média nacional que mal chega a 4.416 m3 / ano. Sua pluviosidade é uma das mais altas do país, atingindo 1889,9 ml / ano, enquanto a média nacional chega a apenas 771,8 ml / ano. Possui 21 aquíferos, dos quais 2 são considerados sobreexplorados e com determinados níveis de contaminação, estando os restantes subexplorados (CNA, 2007: 157)

A bacia do rio Blanco, por sua vez, é uma das melhores dotações de recursos hídricos a nível nacional, pois possui uma elevada disponibilidade de água cujo volume é de 1.411 Hm3 / ano, cobre uma área de 2.072 km2. Compreende 26 municípios, dos quais 15 constituem a ZMCO. Enquanto a região hidrológica apresenta baixa pressão hidrológica equivalente a 4,80%, a bacia do Rio Blanco apresenta um menor percentual de uso de água, chegando a apenas 2,1% em relação à disponibilidade natural. Os maiores volumes de água para uso humano vêm de fontes superficiais, onde 95% é extraído, e as águas subterrâneas contribuem com 5%. O aquífero Córdoba-Orizaba tem vazão anual comprometida de 68,46000 Mm3 e volume concessionado de 25,28146 Mm3 sem problemas de déficit hídrico (http://www.csva.gob.mx/sih/proyecto_2)

Comparativamente aos indicadores nacionais, a região hidrológica e a ZMCO podem ser consideradas como uma região com água abundante, sem stress ou pressão hídrica para os diversos usos. Diversas fontes oficiais projetam certas margens de abundância até 2025, razão pela qual consideram que o conflito social será mínimo (Conapo, 1985: 110; CNA, 2003: 51). No entanto, esses dados podem ser enganosos, se uma série de fatores como contaminação generalizada das correntes de água, concentração industrial no consumo do líquido, distribuição desigual dos recursos hídricos e falta de políticas de conservação dos ecossistemas hidrológicos. A ideia também persiste na CNA e nos diagnósticos oficiais de que se não houver déficit hídrico não haverá conflitos sociais, esquecendo-se das políticas distributivas e do uso racional da água. A relativa escassez de água sob essa perspectiva tem um componente fundamentalmente social.

Uso da água e crescente demanda social

Na região Centro-Golfo, os diversos usos da água concedidos em 2007 totalizam 4.929,5 hm3. 57% é destinado à agricultura; 15% para abastecimento público e 28% para usos industriais.


No ZMCO, no entanto, os termos de uso da água mudam significativamente. Nesse sentido, o uso agrícola praticamente concorre com a água de uso público na proporção de 24 a 23% .Os volumes de água de irrigação ainda não são expressivos na região devido ao ciclo favorável das chuvas que possibilita o cultivo de duas safras anuais ; no entanto, os períodos de chuva diminuíram drasticamente e a necessidade de água para irrigação está crescendo. A água industrial é a atividade que mais consome água, chegando a 52% na região metropolitana.

É justamente a tensão social e os interesses econômicos pelos diversos usos da água, entre o uso consuntivo e o consumo humano, um dos fatores que condicionam a disponibilidade de água e o acesso a ela. A competição entre o consumo industrial, agrícola e humano se insere em relações de poder e privilégios que tornam possível a escassez para uns e a abundância para outros em um contexto de riqueza hídrica.


Uso público e doméstico. Distribuição desigual e setorial de água

A infraestrutura básica dos municípios metropolitanos apresenta uma série de desigualdades na distribuição dos serviços básicos. Em primeiro lugar, vemos que as cidades centrais concentram a maior parte dos serviços públicos: água potável, drenagem e eletrificação. Em 1990, as cidades de Córdoba, Orizaba e Mendoza já cobriam mais de 80% de seus serviços básicos de drenagem e água potável, chegando a 90% até o ano 2000. Córdoba mostra um ligeiro atraso em relação a Orizaba, principalmente na drenagem com 18% dos domicílios sem esse serviço e 10% dos domicílios que ainda não tinham água potável. Ciudad Mendoza mostra a maior defasagem para o ano 2000 em água potável, com 14% de sua população sem o líquido.

Os maiores atrasos localizam-se nas áreas rurais e, nas cidades, incidem sobre os setores marginais da população que necessitam, no caso da água potável, de satisfazer as suas necessidades com métodos coletivos de abastecimento do líquido: abastecimento público, abastecimento direto por alagem , distribuição em canos, tandeo, generalizando o desconforto devido à falta de líquido. Outros municípios que apresentam níveis aceitáveis ​​são Ixtaczoquitlan e Fortín, o primeiro mostra a maior defasagem de água potável com mais de 20% das residências sem serviço, esse percentual obviamente está concentrado nas comunidades rurais, Fortín tem mais defasagem nos serviços de drenagem.

Os demais municípios estão em uma faixa de 38 a 65% em seus serviços, o que mostra a prioridade na prestação de serviços básicos e nas relações de desigualdade social que se geram entre o meio rural e urbano, bem como interurbano. Os casos mais graves de falta de infraestrutura básica são Amatlan de los Reyes e Ixhuatlancillo, que mal cobrem 65% em água e esgoto.

A distribuição desigual da água é motivo frequente de disputas sociais pela sua apropriação, um exemplo típico é a desigualdade entre o campo e a cidade. Como as maiores reservas hídricas estão localizadas na zona rural, as cidades tiveram que ampliar sua cobertura para atrair água de lugares cada vez mais distantes, como Orizaba, Córdoba ou Fortín, que já foram importantes áreas produtoras de água. A concentração urbana e os serviços se realizam às custas de um intenso consumo de recursos extraídos do campo e do sertão ecológico que circunda as cidades.


Como a demanda por fontes primárias foi exaurida, contaminada e aumentada, as cidades tiveram que buscar abastecimento em locais mais distantes, transformando-se em problemas intercomunitários, intermunicipais ou interestaduais ou gerando novas disputas pelo acesso à água potável. Assim, temos um panorama da escassez de água potável em um contexto de abundância hídrica.

É nas áreas rurais que os serviços de água potável, drenagem e eletricidade são mais importantes. O mesmo acontece no interior das cidades onde o centro das cidades, áreas residenciais, comércio e serviços de água são uma prioridade para os governos locais tanto no fornecimento de infraestrutura básica quanto no abastecimento de água. La escasez de agua, o más bien la inequidad en la distribución del agua, en la zona metropolitana se localiza principalmente en las colonias sub-urbanas y los barrios marginales quienes padecen las peores condiciones de infraestructura básica y, en tiempos de estiaje o falta de agua, los primeros en carecer del vital líquido. Son estos sectores sociales quienes pagan los costos más altos por el acceso al agua y reciben el líquido en las peores condiciones de potabilidad por las circunstancias del acarreo como son pipas, mangueras, latas, cubetas o recipientes de rehúso, sin guardar las condiciones mínimas de higiene.

Son también estas colonias instaladas en las cercanías de los drenajes, en los desemboques a los cuerpos de agua, y contiguas a los ríos o arroyos, quienes sufren de manera directa las externalidades o contaminantes vertidos por la urbe y la industria.

Entre estos sectores sociales se localiza la mayor protesta pública relacionada con el acceso al agua, daños a la salud y sanidad pública. Muchos de estos conflictos cotidianos difícilmente se registran en las estadísticas, y la denuncia se pierde en el laberinto burocrático donde deben intervenir diversas dependencias en la solución del problema, desmovilizando la organización de estas colonias o suburbios. Son estos asentamientos, muchas veces en calidad de irregulares, quienes además adolecen de infraestructura básica de agua, drenaje y electricidad indicadores básicos de la ONU para medir la calidad de vida y condiciones sanitarias.

El agua industrial, factor del desarrollo y deterioro ambiental

El desarrollo industrial, como hemos podido observar, está íntimamente ligado a la oferta regional del agua. En la década de los ochenta, la industria consumía el 50% del agua regional siendo la industria textil una de las más demandantes. Con la debacle de esta actividad, han surgido nuevas industrias y áreas de concentración industrial principalmente en la ZM-Córdoba donde se desplaza el crecimiento poblacional y el desarrollo industrial moderno, específicamente en el parque industrial de Ixtaczoquitlan.

A nivel de las ZMCO, el agua industrial conserva su porcentaje del 52% en relación con otros usos, lo que indica el peso de esta actividad económica. Las principales ramas industriales por su peso económico y volúmenes utilizados de agua, son: la industria textil, los ingenios azucareros, la industria papelera, beneficios de café, bebidas alcohólicas, alimentos, y agropecuaria. Estas empresas destacan por su alta concentración de capital regional, la generación de empleos y la dinámica económica que suscitan.


No obstante, se identifican también como industrias altamente contaminantes y uso intensivo de agua potable, entrando en una alta competición por el acceso y control del agua con otros sectores de consumidores.

En torno a la contaminación industrial gira un número importante de protesta pública. Esta tensión social respecto a la industria contaminante es una problemática añeja, cuyo descontento estaba más orientado a los riesgos potenciales y manifiestos contra la salud pública. En los conflictos actuales es frecuente que la protesta social también incluya demandas por la protección ambiental y los conflictos recobren un carácter tipo socio-ambiental. El caso más típico a nivel regional lo constituye la explosión de la fábrica de agroquímicos ANAVERSA, a fines de los años ochenta que puso un alerta a la población sobre los riesgos a la salud y la seguridad industrial.

Efectos perversos de la industrialización y protesta social

Los grandes volúmenes de agua que requiere el proceso industrial, además de competir con los usos urbanos y agrícolas, redundan en su mayor parte sobre la calidad del agua. Así, en la región hidrológica, de acuerdo con datos de la CNA, la utilización de agua en la industria genera alrededor de 1 550 hm3/año de aguas residuales, de la cual casi un 75% es de origen industrial. Se producen 246 mil toneladas de contaminantes medidos como carga orgánica (DBO5), de esta carga contaminante el 97% es originado por los sectores industrial y municipal. Existen 182 plantas de tratamiento en el sector industrial para tratar un volumen de 690 hm3, sin embargo, sólo operan 178 plantas que tratan un volumen de 353 HM3, las industrias que más aportan residuos contaminantes son: la industria azucarera, 56%; Papelera, 26%; beneficios de café 5%; petrolera 3%. (CNA, 2003: 39).

La mayoría de estas empresas son trasnacionales y protagonizan confrontaciones sociales ya sea por el control de cuerpos de agua, el vertimiento de aguas residuales sin tratamiento y las externalidades provocadas a la salud y al medio ambiente.

Por ejemplo, la Kimberly Clark, es una fábrica productora de papel, requiere de fuertes volúmenes de agua para su procesamiento, es a la vez una de las plantas que aporta grandes cantidades de contaminantes al rio Blanco y sus afluentes. La empresa, produce lodos industriales lixiviados que debe depositar en lagunas de oxidación para su tratamiento, habiendo escaso control sanitario sobre dichos depósitos. Estos depósitos, han debido enfrentar diversos grupos opositores que han sido afectados al contaminarse el agua y la tierra y ser percibidos como riesgos a la salud. Los casos más significativos los encontramos en comunidades y municipios cercanos como el caso de Nogales, Córdoba y Acultzingo (Profepa, 30-006-001, 2003).

Fermex, S.A., productora de fermentos para la industria alcoholera, vierte cantidades preocupantes de residuos químicos al río Blanco y despide olores y residuos contaminantes a la atmosfera, esta empresa también ha recibido múltiples denuncias públicas, de vecinos de Orizaba e Ixtaczoquitlan, además ha sido cerrada temporalmente por la Profepa, bajo la presión social y la falta de garantías sanitarias para su funcionamiento. La región tiene en la agroindustria cañera una de sus principales actividades económicas, no obstante es una de las actividades que más contaminantes aporta al medio natural, desde el cultivo donde se aplican grandes cantidades de pesticidas y abonos químicos, hasta la producción de azúcar y alcohol, aportando vinaza y otras substancias altamente contaminantes a los ríos. Una de las protestas públicas más importantes por contaminación de fuentes de agua se da alrededor de la producción agroindustrial cañera. Son principalmente las congregaciones y unidades de riego aguas abajo sobre el río Blanco o en la subcuenca de Jamapa-Atoyac, quienes protagonizan una protesta continua, sobre todo en tiempos de zafra, contra la contaminación sobre sus fuentes de agua. Son las destiladoras de caña de azúcar las que más efectos dañinos generan a los cuerpos de agua quienes frecuentemente reciben la protesta pública y la intervención de la Profepa, para el control de las aguas residuales.

El Grupo Pecuario San Antonio (ALPESUR) es un fuerte productor de alimentos balanceados para la industria avícola y la ganadería, pero su principal rama productiva en la producción de carne de pollo que le permite abastecer gran parte del mercado en el sureste de México, además de tener granjas propias se asocia con productores locales para la crianza del pollo. Esto le permite obtener varias concesiones de agua en diversos puntos de la región, no obstante sus dos plantas principales se localizan en Córdoba y Fortín de las Flores. La falta de tratamiento de aguas residuales que tradicionalmente han sido vertidas a los ríos y la incineración de sus residuos orgánicos han dado pie a la contaminación del rio y afluentes de la barranca Metlac y han generado un malestar generalizado a la ciudad de Fortín y Orizaba por la emisión de olores fétidos a la atmosfera. La empresa ha debido enfrentar desde fines del siglo pasado una serie de protestas públicas, y el cierre temporal y la intervención constante de la Profepa y autoridades sanitarias para obligar a la empresa a introducir y mejorar sus sistemas de tratamiento y filtros contra los malos olores y contaminación de agua.

La cervecería Cuauhtémoc-Moctezuma, ha sido una empresa tradicionalmente contaminante durante más de un siglo de su existencia. Sin embargo, la modernización tecnológica y las normas ambientales le han impuesto ciertos márgenes de control ecológico sobre su producción que han llevado a un saneamiento relativo de la empresa al introducir métodos de tratamiento de aguas residuales. No obstante, las necesidades en calidad y cantidad de agua la convierten en un fuerte demandante de agua regional Las necesidades crecientes de agua la han llevado a extraer el líquido de las faldas del pico de Orizaba y la búsqueda de nuevos manantiales que reúnan los márgenes de calidad del agua requeridos entrando en confrontación y competencia con algunas comunidades rurales.

La industria químico-farmacéutica, Proquina, es una empresa que también ha tenido y tiene problemas con sus depósitos de aguas residuales. Sosa caustica, amoniaco y residuos de barbasco, se vierten a los ríos con poco tratamiento y genera olores fétidos a la atmosfera. Su cercanía a la ciudad de Orizaba y Escamela también ha sido motivo de rechazo ciudadano sobre todo de las colonias periféricas cercanas a las alcantarillas de canalización.

Cementos Apasco contribuye con un aporte considerable de aguas residuales que se vierten a la cuenca del río Blanco, además ha sido fuente de rechazo y conflicto social debido a contaminación atmosférica por hollín y señalada por ecologistas como generadora de dioxinas a la atmosfera de tipo cancerígeno (Marcha, 2008: 1). La cementera además ha recibido demandas y rechazo de las colonias adyacentes a las áreas de explotación pétrea, por la explosión de dinamita y temblores en el subsuelo, ocasionando daños a los mantos acuíferos, depredando los cerros y la floresta, además del daño a las viviendas por los movimientos telúricos provocados.

Agua agrícola, demanda creciente

Los volúmenes más significativos del agua agrícola lo ocupa la siembra de flores y hortalizas y se caracteriza precisamente por el uso intensivo de agua y aplicación de fertilizantes y pesticidas químicos cuyos residuos terminan en los mantos acuíferos, al carecer estas aguas de tratamiento. En Rafael Delgado se utilizan las aguas residuales de la Kimberly Clark para el cultivo de flores, maíz y hortalizas. Los ingenios azucareros canalizan, parte de sus aguas residuales a áreas agrícolas, pero la mayor parte de residuos se depositan a los ríos o lagunas de oxidación, sin que esto deje de ser un riesgo a la salud y los ecosistemas. El agua agrícola jugara en el futuro un papel más demandante debido a la prolongación de las épocas de sequia y la pérdida de calidad de las aguas residuales para el riego y la ganadería. En la subcuenca de Jamapa-Cotaxtla, el sistema de riego Alfredo B. Bonfil, está localizado en la vertiente de estos afluentes, los agricultores de por lo menos 5 municipios aguas abajo se han movilizado en varias ocasiones para protestar por la contaminación de sus afluentes y las pérdidas en la producción agrícola y ganadera.

Aguas residuales y escasez de agua potable

Los niveles de tratamiento de aguas residuales son preocupantes en toda la región hidrológica Golfo- centro. La CNA reporta para el año 2003 un volumen de descarga de 394 hm3/anuales, de las cuales se tratan únicamente 25 hm3, mediante la operación de 59 plantas. Aunque hay infraestructura para tratar 122 hm3, mediante 75 plantas existentes, pero se encuentran subutilizadas (CNA, 2003: 58) Así, la cobertura de saneamiento es de apenas 6% de las descargas totales. Algunas industrias han introducido plantas y procesos de tratamiento de aguas residuales, pero aún así apenas se trata una mínima parte. En la ZMCO, el agua industrial y el agua urbana ocupan el mayor porcentaje de consumo de agua, y son las que más aportan a los procesos de contaminación.

Es apenas en los últimos años que se han introducido métodos de tratamiento de aguas residuales a nivel de algunas empresas como la Cervecera Cuauhtémoc-Moctezuma, la Kimberly Clark, ingenios azucareros y, textiles entre otras. Aún así, siguen siendo fuente de contaminación preocupante.


La Conagua sólo reporta 18 empresas que cuentan con plantas de tratamiento de aguas residuales, procesando un volumen de 1.989,38 LPS, son los ingenios azucareros quienes procesan los mayores caudales destacando los ingenios instalados en Cuichapa, Cuitlahuac y Córdoba, sin embargo, los volúmenes tratados contrastan con los elevados caudales que ocupan en sus procesos de industrialización como vimos con anterioridad, tratándose una mínima parte.

Una buena parte de esta agua es canalizada a las áreas de riego con mínimo tratamiento e implicando riesgos a la salud y calidad en la producción. Los sistemas de tratamiento de aguas residuales, asimismo no garantizan un procesamiento adecuado ya que de acuerdo a los sistemas declarados a la Conagua, las aguas de desecho son canalizadas a trampas de grasas y aceites, fosa sépticas y vertidas a las áreas de riego y arroyos con escaso tratamiento.

La contaminación de la industria azucarera y de los parques industriales de la ZMCO son una fuente constante de conflictividad y protesta pública en la parte baja de la cuenca donde se reciben los caudales contaminados en perjuicio del agua potable para uso domestico, la pesca, el agua agrícola, el agua para servicios ambientales como el turismo y los mismos caudales ecológicos para la flora y fauna ribereña.


El tratamiento de aguas residuales municipales también es ínfimo en relación al agua ocupada, como podemos ver en el cuadro anexo, lo que indica que las aguas urbanas se vierten de manera directa a los cuerpos de agua, prácticamente sólo es Ixtaczoquitlan y Fortín y Orizaba quienes cuenta con una planta tratadora, pero insuficiente dado que es en esos municipio donde se concentra el mayor desarrollo industrial regional.

FIRIOB. Solución contaminante

A pesar de los grandes volúmenes de agua destinadas al desarrollo industrial y urbano las acciones para impulsar una política de saneamiento y reciclaje para este ámbito han sido lentas y poco efectivas.

Uno de los proyectos más ambiciosos para enfrentar la preocupante contaminación urbano-industrial en la ZMCO es la construcción de una planta de tratamiento regional de aguas residuales, integrada por un fideicomiso entre el gobierno federal, estatal y las empresas del corredor industrial Córdoba- Orizaba para tratar aguas industriales y de uso público municipal, conocida como FIRIOB. Esta planta de tratamiento fue inaugurada desde 1994 y ha requerido de una inversión considerable cercana a los 200 millones de pesos. Están conectadas 13 industrias y 8 municipios como Rio Blanco, Orizaba y Cd. Mendoza. Su capacidad de tratamiento es de 1250 Lps. en 5 lagunas de reactores anaeróbicos y 2000 Lps. en otras 3 celdas. Entre 2003 y 2004 el FIRIOB entro a la fase de anaeróbica y aeróbica incrementando su capacidad. Desde 2005 esta planta de tratamiento cumple con la norma NOM-001-SEMARNAT-1996 y es administrada por una agencia privada TYCO’s Earth Tech Division. (http://www.prodigyweb.net.mx/bservin/environmental_issues.html#) (CNA, 2003: 86)

A pesar de las fuertes inversiones, el manejo político que se le ha dado al fideicomiso (2), y los reconocimientos de industria limpia: la planta trabaja casi al 60% de su capacidad, los costos de tratamiento son elevados, y el cobro por su servicio es una fuerte carga a los municipios que se encuentran en deuda con la planta. Por si fuera poco, la tecnología de saneamiento, a su vez, es considerada altamente contaminante por la emisión de dioxinas a la atmosfera de tipo cancerígeno y los malos olores que despide a la ambiente. Esta infraestructura, se ha convertido en un proyecto costoso, ineficiente y contaminante del aire. Por ello mismo, su entrada en operación ha sido fuente permanente de resistencia social al ser percibida como una fuente de riesgo y daños a la salud pública. (Marcha. 30 de Marzo del 2008.1) (http://www.orizabaenvivo.com/site/index.php?option=com_content&task=view&id=5271&Itemid=1) (http://prensauv.blogspot.com/2008/03/buscan-controlar-la-contaminacin.html) (http://www.alcalorpolitico.com/notas/notas.php?nota=080311plantasol.htm) (http://www.senado.gob.mx/gace.php?sesion=2007/07/17/1&documento=45)

Deterioro ecológico: de la abundancia a la escasez de agua

Desde el punto de vista ambiental, la ZMCO está ubicada dentro del perímetro que comprende el área de conservación conocida como “Parque Nacional Cañón del Río Blanco” con una superficie de 55 690 Ha. cuyo decreto fue expedido en 1938 por el gobierno del Gral. Lázaro Cárdenas. Aún cuando en esa época no priva un paradigma ambiental, las necesidades del desarrollo económico y la preservación de las condiciones ecosistémicos en la producción de agua para la industria y las urbes en auge, son imperativos suficientes para decretar esta área natural de conservación. Como dictan los motivos del decreto:

“Considerando, que es un hecho ampliamente demostrado por la observación que la vegetación forestal es además de importante factor que regula el régimen hidráulico de las corrientes superficiales y subterráneas, elemento que evita la fuerte acción erosiva de los agentes naturales en los terrenos en declive, como acuático en el Cañón del Río Blanco por la deforestación, perdiéndose a la vez la belleza notable de sus paisajes:

Considerando, que mediante el debido aprovechamiento de las aguas del Río Blanco y de sus innumerables afluentes, se han venido ampliando las industrias fabriles de la región de Orizaba, Ver., que constituyen uno de los factores más importantes en la economía de esa importante zona y que sólo con la conservación y restauración forestal puede garantizarse, he tenido a bien dictar el siguiente… (Decreto)”

Aunque en el decreto, priva una concepción paisajística del ambiente, y en segundo lugar un visón instrumental respecto a la conservación de los recursos naturales para su aprovechamiento económico, esta iniciativa se constituyo en precursora para la conservación ambiental en el estado. Aún así, el decreto ha sido en la práctica letra muerta ya que, desde entonces, no existe ningún plan de manejo ambiental, se carece de un ordenamiento urbano regulatorio y con criterios ambientales, y la concentración industrial ha impulsado un uso intensivo y degradante de los recursos hídricos. Desde este punto de vista el proceso de industrialización debe fundamentarse en estudios serios de impacto ambiental y manejo sustentable del agua. Por eso la advertencia de la SEMARNAT de que la industria se maneja en un “marco de ilegalidad” dado que las actividades industriales y la urbanización deberían de ser reguladas con criterios ambientales fundamentados en el decreto y las normas actuales que rigen para el manejo de Áreas Naturales Protegidas (ANP) expedidas por esta agencia ambiental, hecho que se ignora hasta ahora (Gobierno del estado de Veracruz, 1979: 32-33).

A pesar que desde 1980 los diagnósticos regionales ponían énfasis en la contaminación ambiental y sus costos económicos y ecológicos (Conapo, 1985), el sistema hidrológico regional ha sufrido un grave descuido por la intensa deforestación, incendios forestales y agricultura de montaña en toda la región, de manera particular en la zona localizada en las faldas del Citlaltepetl. Precisamente la deforestación y degradación de los suelos de montaña se ha convertido actualmente en uno de los mayores riesgos socio-ambientales, redundando en una reducción de las recargas de los acuíferos, erosión y arrastres fluviales. Desde 1990 las inundaciones y deslaves de montaña llamadas “barrancadas” se han convertido en una amenaza constante en la época de lluvias, causando desastres y pérdidas humanas y económicas considerables. Gracias a estos deslaves, Nogales y Cd. Mendoza han sufrido los desastres más lamentables en los últimos 20 años con tres inundaciones desde 1940.

A pesar de todo y los reclamos de la ciudadanía, las políticas de prevención han sido ínfimas. Los programas de reforestación son incapaces de revertir la tala, no existen suficientes programas de manejo y explotación de bosques y se carece de programas establecidos de protección y conservación de ecosistemas y mantos acuíferos. Los principales síntomas de esta degradación ambiental se reflejan en la reducción de mantos acuíferos en el valle y la escasez de agua potable en tiempos de estiaje, épocas donde crece el déficit de agua y la presión social por obtener el líquido tanto en el campo como en la ciudad. De aquí que los conflictos más fuerte en la región en los últimos años se den alrededor de la entrega de agua y el control de mantos acuíferos a otras comunidades y ciudades. Como sucedió con la construcción del acueducto Nogales Córdoba-Orizaba entre 1996 y 2003; el conflicto de la sierra del Gallego en Córdoba que enfrento a 25 comunidades de la sierra alta y la parte baja en 2006-7; la resistencia a entregar agua de la subcuenca del río Jamapa a comunidades del estado de Puebla, o el enfrentamiento entre Tetla Mpio. De Chocaman y Fortín de las Flores, entre las más importantes confrontaciones regionales.

Políticas de prevención y conservación del agua. Remedios a grandes males

Abundancia hídrica, desigualdad social en el acceso, contaminación y deterioro ambiental, se constituyen en factores esenciales de la problemática social regional. El sistema hidrológico regional presenta condiciones de abundancia de recursos hídricos, no obstante haber disminuido su potencial productivo de agua aunado a la deforestación y urbanización regional. La riqueza hidrológica, así mismo no ha sido motivo de conservación, al contrario la abundancia de agua ha sido un factor de desperdicio y falta de políticas conservacionistas y racionalidad en el uso del agua. Hasta la década de los 90 las empresas establecidas no tenían programas de tratamiento de aguas residuales al igual que las aguas para uso urbano y agrícola.

Algunas empresas empezaron a introducir sistemas de tratamiento más como una medida ante la presión social (Grupo Pecuario San Antonio, S.A. de C.V., Kimberly Clark) y en algunos casos como parte de los mecanismos de calidad establecidos para la competitividad y el cumplimiento de las normas ecológicas en la industria (Cervecería Moctezuma-Cuauhtémoc) que como parte de una estrategia de gobierno en cualquiera de sus niveles. Esta falta de prevención y de políticas conservacionistas, hicieron posible que el río Blanco fuera declarado río inerte por el gobierno desde la década de los noventa. Igual suerte corrieron los demás ríos localizados en la cuenca, que poco a poco se fueron contaminando hasta llegar a niveles preocupantes hoy en día.

En la medida que las localidades se fueron urbanizando y crecieron las actividades agrícolas, comerciales e industriales los demás ríos como el Jamapa y el Atoyac, también fueron sufriendo el impacto del desarrollo urbano- industrial de la región. En efecto, aunque los caudales disminuyen considerablemente por las causas ya mencionadas, y el agua sigue siendo abundante, la mayor parte de las aguas superficiales no son susceptibles de aprovechamiento por encontrarse altamente contaminadas. En la década de los noventa esta situación ya se tornaba crítica empezando a presentarse síntomas de escasez de agua potable sobre todo en tiempos de estiaje.

Las ciudades centrales de Córdoba y Orizaba, ya contaban con fuertes déficit de agua para alimentar sus necesidades urbanas. Muchas fuentes de agua cercana empezaron a escasear y ser sobre-explotadas, la búsqueda de agua de lugares más lejanos se convirtió en un imperativo. Ciudades como Fortín de las Flores, con gran riqueza de manantiales, ríos y afluentes, tuvo que extender sus áreas de alimentación hídrica hasta el manantial de Tetla municipio de Chocaman, enfrentando la resistencia de estas comunidades por negarse a compartir el agua con esta ciudad. Orizaba y Córdoba también debieron de extender sus fuentes de abastecimiento con la resistencia de municipios como Ixhuatlancillo. En Córdoba las comunidades de la Sierra del Gallego debieron de movilizarse para condicionar la entrega de su agua y sus manantiales a través de la negociación de obras e infraestructura incluso de agua. En este escenario, Nogales se constituyo en la principal fuente de agua accesible y abundante para aliviar las necesidades crecientes de agua potable en la zona conurbada, desatando uno de los mayores conflictos por la apropiación del agua en la región conurbada Córdoba-Orizaba. La oposición de las comunidades por entregar sus recursos hídricos a las ciudades se vuelve una constante, donde se conjuga el interés comunitario por conservar un recurso que empieza a ser escaso; las necesidades ancestrales por falta de infraestructura básica comunitaria como agua, luz, carretera; la urgente necesidad de las ciudades en crecimiento por dotar y resolver las necesidades de su creciente población; así, como el sostenimiento de las actividades económicas, principalmente la industria.

El otro factor, es el uso apropiado y racional del agua, la abundancia relativa ha posibilitado una concepción predadora de las fuentes de agua sobre todo del líquido para usos industriales, bajo el supuesto de que es un recurso infinito e inagotable. Prácticamente se ha carecido de medidas de racionalidad en el uso del agua y tratamiento en su disposición final. Hasta los años ochenta del siglo pasado se carecía de plantas de tratamiento de aguas residuales provenientes del consumo urbano e industrial. Las fuentes cercanas se han ido agotando o absorbidas por el crecimiento de la mancha urbana o han sido canalizadas a drenajes urbanos e industriales confundiéndose con aguas residuales. Empresas como la Papelera Kimberly Clark, la cervecería Cuauhtémoc –Moctezuma, la casi extinta industria textil, en la ZM de Orizaba, así como la agroindustria del azúcar, el café y la producción pecuaria en la ZM de Córdoba, se caracterizan o caracterizaron por los grandes volúmenes utilizados de agua potable y por el depósito de sus aguas residuales vertidos directamente a los ríos y a las fuentes subterráneas. La huella ecológica, histórica y actual de sus efectos aún no ha sido evaluada, pero han acabado con la biodiversidad del río Blanco y depositado sus daños en la cuenca baja del Papaloapan y las playas del Golfo de México.

El agua además ha sido un recurso de bajo costo económico y privilegio para las empresas instaladas en estas zonas metropolitanas, quienes ostentan concesiones de manantiales, aguas superficiales y subterráneas de forma casi gratuita. Sólo basta decir que algunas ciudades como Nogales, Cd. Mendoza, río Blanco y Orizaba no cuentan con medidores para el cobro de agua, pagándose por cuota y no por consumo, situación que aprovechan los grandes consumidores para pagar cantidades ínfimas por el uso del agua en prejuicio sectores medios y pobres del campo y de la ciudad.

Contaminación, riesgos y gestión ambiental

En los últimos años, con la modernización ecológica a través de las reformas ambientales y las políticas nacionales, ha recobrado fuerza el discurso sobre la sustentabilidad, y los gobiernos locales y estatales también han adecuado las leyes a las normas nacionales. Priva en los planes locales de la CNA Golfo- Centro un discurso a favor del manejo integral de cuencas, el uso sustentable y racional de los recursos naturales y la participación ciudadana con la integración de los consejos de cuenca. El gobierno estatal impulso las reformas a la ley de aguas estatales destacándose los valores ambientales y el manejo integral de las cuencas, la protección de los acuíferos e igualmente dejo abiertos los mecanismos para la privatización futura del agua y los servicios (Ley de aguas del Estado de Veracruz).

De alguna manera, los valores ambientales están incorporados al discurso de las políticas hidrológicas, al reconocer al agua en su dimensión económica y las necesidades de preservación ambiental. No obstante, en la práctica, la distancia que media el discurso y las acciones son distantes. Las acciones prioritarias están orientadas a la satisfacción de necesidades consuntivas o económicas, dado que el agua para consumo humano y conservación ecológica sigue siendo secundaria. (CNA, 2003). Esta falta de visión para la sustentabilidad y el uso racional de los recursos hídricos se refleja en las acciones locales, donde ha habido grandes inversiones y escasos resultados. Las autoridades están preocupadas por el embellecimiento y la imagen urbana, antes que por la preservación y la recuperación de las áreas ecológicas, como en el caso de Orizaba y Córdoba que destinaron recursos considerables al embellecimiento de los ríos Orizaba y San Antonio, sin invertir en un verdadero saneamiento o fuentes de tratamiento de aguas residuales.

En síntesis, la abundancia de agua regional y la riqueza generada por la actividad industrial y de servicios, contrasta seriamente con las condiciones de pobreza y desigualdad social que priva en lo económico y en el acceso al agua por diversos grupos sociales, donde las colonias marginales y las comunidades rurales sufren las peores consecuencias. La riqueza hídrica asimismo, ha sido un factor de desperdicio y depredación del recurso, este modelo industrial-urbano de uso intensivo del agua, desperdicio y contaminación, ha mostrado sus límites al agotarse paulatinamente los mantos acuíferos y crecer la competencia de los diversos usos del agua. La industria, principal consumidora de agua y generadora de residuos, que merman la calidad del agua, ha sido incapaz de asumir los principios de la modernidad ecológica mejorando sus métodos de uso racional, tratamiento y reciclaje de agua. Las políticas públicas, asimismo, han dado poco interés al tratamiento de residuos urbanos y el reciclaje de aguas tratadas, priva el burocratismo, la ineficacia administrativa y los criterios “políticos” antes que las razones ambientales.

El deterioro de los ecosistemas producto de la deforestación, el crecimiento urbano, la polución urbano- industrial y las actividades agrícolas, se han traducido en una menor capacidad de generación de agua, degradación de los suelos, menor recarga de mantos acuíferos. Además han incrementado los riesgos por inundación y deslaves de montañas provocando constantes contingencias ambientales en los valles y asentamientos humanos situados en las inmediaciones de los ríos, el caso más característico es Nogales y Cd. Mendoza que han sufrido desde 1996 constantes inundaciones y contingencias ambientales.

En general, las políticas públicas, a pesar de los principios normativos, organizativos y ambientales, que rigen el uso y conservación del agua, han sido incapaces de propiciar una política integral y sistémica del uso racional y la conservación de las condiciones ambientales para las generaciones futuras.

Por último, Aunque la región conurbada se considera con recursos abundantes no se han cubierto las necesidades primarias de consumo humano de agua, por lo tanto hemos encontrado una alta conflictividad relacionada principalmente con al acceso al agua, por falta de suministro, infraestructura básica y contaminación industrial.

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Marcha. 30 de Marzo del 2008
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http://www.senado.gob.mx/gace.php?sesion=2007/07/17/1&documento=45
UNESCO www.unesco.org/water/wwap/milestones/index.shtml
Consejo Mundial del Agua www.worldwatercouncil.org/index.php?id=708


Video: El proyecto para CONSTRUIR UN SUBTE en CORDOBA (Junho 2022).


Comentários:

  1. Menris

    Ele certamente tem direitos

  2. Tajar

    Na minha opinião você não está certo.

  3. Hartwood

    Eu parabenizo, a ideia brilhante e oportuno



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