TÓPICOS

Quem se beneficia com as safras transgênicas?

Quem se beneficia com as safras transgênicas?


We are searching data for your request:

Forums and discussions:
Manuals and reference books:
Data from registers:
Wait the end of the search in all databases.
Upon completion, a link will appear to access the found materials.

Por Amigos da Terra

A engenharia genética é uma tecnologia usada por cientistas para manipular o DNA de organismos vivos, ela começou a ser desenvolvida em laboratórios na década de 1980 com grande promessa de alimentar o mundo e acabar com a desnutrição. Neste relatório, fazemos uma análise crítica para distinguir a realidade dos mitos que cercam os cultivos GM.

1. introdução

A engenharia genética é uma tecnologia completamente nova usada por cientistas para manipular o DNA de organismos vivos. A engenharia genética, ou modificação genética de plantas, começou a se desenvolver em laboratórios na década de 1980 com grande promessa de alimentar o mundo e acabar com a desnutrição. Neste relatório, fazemos uma análise crítica para distinguir a realidade dos mitos que cercam as lavouras transgênicas, focalizando a experiência de uma década desde sua introdução no sistema alimentar humano e na nutrição animal, de 1996 até hoje.

1.1 Uma década de comercialização: poucos países, poucas safras


O primeiro cultivo significativo de OGM ocorreu em 1996 nos Estados Unidos. Hoje, apenas quatro safras - soja, milho, algodão e colza - respondem por quase 100% da área semeada com transgênicos em todo o mundo. Durante os primeiros sete anos de cultivo, entre 1996 e 2002, mais de 90% da área total de lavouras transgênicas estava concentrada nos Estados Unidos, Argentina e Canadá. Em 2004, mais de 84% das safras GM ainda estavam concentradas nesses mesmos três países, embora as áreas de cultivo no Brasil, China e Índia tenham crescido nos últimos três anos. Hoje, mais de 80 milhões de hectares de safras transgênicas são cultivadas em todo o mundo; o que significa que ocupam apenas uma pequena parcela do total de terras agricultáveis ​​do planeta, cerca de 1,5%.

1.2 Os benefícios das culturas transgênicas: quanto é real e quanta fantasia

Desde o início dos anos 1990, a indústria de biotecnologia e suas organizações, como o Serviço Internacional para a Aquisição de Aplicações de Biotecnologia na Agricultura (ISAAA), têm promovido a rápida adoção de culturas GM em todo o mundo, alegando que elas beneficiam o meio ambiente, agricultores, consumidores (oferecendo alimentos mais baratos e saudáveis), e que contribuirão para o combate à fome e à pobreza. Desde 1996, o ISAAA publica um relatório anual que avalia a "Situação Global das Culturas GM / GM Comercializadas". Este relatório obteve ampla aceitação mundial como referência oficial para a expansão global de culturas transgênicas, influenciando vários governos, acadêmicos, instituições de prestígio e agências das Nações Unidas, como as Nações Unidas para Agricultura e Alimentos (FAO).

Em seu relatório de 2006, o ISAA afirmou que “a adoção contínua e rápida de culturas transgênicas reflete as melhorias substanciais e constantes na produtividade, no meio ambiente, na economia, na saúde e nos benefícios sociais, que foram alcançados por grandes e pequenos agricultores pelos mesmos, consumidores , e a sociedade em ambos os países industrializados e em desenvolvimento ”. O relatório fornece uma película rosa dos benefícios dos cultivos GM, sem citar ou mencionar os obstáculos substanciais para sua introdução em todo o mundo. No entanto, um olhar exigente sobre a sucessão de eventos em vários países revela que as lavouras transgênicas têm enfrentado forte oposição e sérios problemas, e estão associadas a promessas não cumpridas.
Desde 2005, os grupos Friends of the Earth, juntamente com nossos parceiros em todo o mundo, estão envolvidos em uma avaliação global completa do desempenho e dos impactos do lançamento de safras GM em diferentes partes do mundo.

Nosso objetivo é fornecer uma imagem mais precisa da realidade global dessas plantações e separar a fantasia da realidade. Este relatório tenta ajudar a responder a duas perguntas-chave: Quais os benefícios que as safras GM trouxeram ao mundo E para quem os Estados Unidos trouxeram: poucas características, poucas safras comercializadas

2.1 Número limitado de safras transgênicas

Um espectro muito limitado de culturas GM foi plantado nos Estados Unidos, embora o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) tenha aprovado 71 eventos biotecnológicos diferentes para uso comercial em dezembro de 2006. Essas 71 variedades são combinações de 14 culturas diferentes e 10 traços ou combinações de traços. Apesar desta aparente diversidade, apenas quatro culturas - milho, algodão, soja e colza - foram cultivadas significativamente com apenas duas características - tolerância a herbicidas e resistência a insetos.

Culturas tolerantes a herbicidas foram projetadas para resistir à aplicação de um poderoso herbicida que mataria uma safra não transgênica, tornando mais fácil para os agricultores usarem milho ou muitos herbicidas para controlar ervas daninhas. Culturas resistentes a insetos foram geneticamente modificadas com uma proteína inseticida de uma bactéria do solo, Bacillus thuringiensis (Bt), que mata certas pragas de insetos quando comem as folhas ou grãos da planta.

Em 2005, as versões tolerantes a herbicidas das quatro safras representaram 71% da área total de safras GM do mundo; enquanto o milho e o algodão resistentes a insetos (também conhecido como Bt) representaram 18%. Os 11% restantes consistiam em uma 'pilha' de variedades de milho e algodão que eram tolerantes a herbicidas e resistentes a insetos. A soja, o milho, o algodão e a colza RR da Monsanto, projetados para uso com o herbicida Roundup (glifosato) da mesma empresa, representam o milho ou parte das safras tolerantes a herbicidas GM.

Algumas das safras "desregulamentadas" acabaram sendo um fracasso total. Por exemplo, desde que o mamão GM foi introduzido pela primeira vez no Havaí em 1998 para protegê-lo do vírus da mancha anelar, a indústria havaiana de mamão despencou. A produção, os preços do mamão, o número de produtores de mamão e a área cultivada em produção despencaram, principalmente devido à rejeição do cultivo no Japão e em outros grandes mercados de exportação. O Havaí é o único lugar no mundo onde o mamão GM é cultivado (em apenas algumas centenas de hectares), enquanto outros grandes produtores, como o México e o Brasil, prosperaram rejeitando o mamão GM e aumentando a produção de mamão convencional e orgânico.

O número de autorizações concedidas para testes de campo com culturas GM nos Estados Unidos cresceu continuamente de 1987 a 2002, mas desde então se estabilizou.

2.2 Monsanto no comando de uma indústria de sementes concentradas

A indústria de sementes dos EUA está se tornando cada vez mais concentrada. Em 1997, três empresas - Monsanto, Pioneer e Novartis1 - concentravam cerca de 70% das vendas de sementes de milho naquele país. Em 2005, a Monsanto se tornou a maior empresa mundial de sementes de milho com a compra da gigante de sementes de horticultura Seminis. Atualmente, a Monsanto está tentando obter o controle do setor de milho ou sementes em algumas culturas estratégicas, como o algodão. Nos Estados Unidos, mais de 80% das sementes de algodão são vendidas por apenas três empresas: Delta e Pine Land, seguidas por Bayer CropSciences e Stoneville. A Monsanto comprou a Stoneville em 2005 e atualmente está no processo de aquisição da Delta and Pine Land.

Se essa fusão ocorrer, a Monsanto controlará mais de 60% do mercado de caroço de algodão nos Estados Unidos. A Monsanto, com sede em St. Louis, Missouri, também liderou o desenvolvimento de novas tecnologias que levaram à comercialização generalizada de quatro safras GM na América do Norte. Aproximadamente 90% de todas as variedades transgênicas comercializadas no mundo têm características de propriedade da Monsanto.

O poder crescente de algumas empresas de biotecnologia e agronegócios está afetando camponeses e agricultores que estão sendo perseguidos e processados ​​por empresas como a Monsanto, por fazerem o que fazem há séculos: guardar sementes. As opções para os agricultores são cada vez mais limitadas e os agricultores dos EUA relataram que se tornou difícil, senão impossível, obter variedades convencionais de milho, soja e algodão de alta qualidade. O American Antitrust Institute acredita que “a fusão entre a Delta & Pine e a Monsanto também poderia reduzir as opções disponíveis aos produtores de algodão, ao acelerar o desaparecimento das sementes convencionais (não transgênicas) de algodão”.

2.3 Culturas transgênicas: nem maiores rendimentos, nem menos uso de pesticidas

Avaliar os benefícios das safras transgênicas para os agricultores é uma questão complexa, influenciada por muitos fatores, incluindo safra, preços, tamanho da fazenda, gravidade da infestação de insetos e clima. fatores não econômicos também devem ser considerados. A indústria da biotecnologia afirma que as safras GM nos Estados Unidos geraram "aumentos significativos na produtividade, economias significativas para os produtores e uma redução significativa no uso de pesticidas". Mas essas declarações refletem fielmente a realidade nas propriedades

Um número convincente de estudos realizados por cientistas independentes mostra que os rendimentos das safras GM são mais baixos ou, na melhor das hipóteses, equivalentes aos das variedades não GM. Uma diminuição na produtividade foi encontrada principalmente na soja RR. O fato de que os rendimentos das safras transgênicas não são maiores do que os das safras convencionais é até reconhecido em um relatório do USDA de abril de 2006 que afirma que "as safras transgênicas atualmente disponíveis não aumentam o rendimento potencial de uma variedade. Híbrido. […] Na verdade, a produtividade pode até diminuir se as variedades usadas para inserir os genes tolerantes a herbicidas ou resistentes a insetos não forem as cultivares de milho produtoras de produtividade. "

O estudo independente mais abrangente das estatísticas do governo dos EUA mostra que as três principais safras GM levaram a um aumento no uso de pesticidas desde 1996, equivalente a 122 milhões de libras, com enormes aumentos em herbicidas aplicados a soja, algodão e milho tolerantes a herbicidas, minimamente compensados por uma pequena redução nos inseticidas aplicados ao milho e algodão resistentes a insetos. Antes da adoção em grande escala das culturas RR, havia apenas dois casos confirmados de ervas daninhas resistentes ao glifosato. Mas em 2005, muitas ervas daninhas diferentes se tornaram resistentes nos Estados Unidos.

2.4 Quais são os benefícios das safras GM nos Estados Unidos, e para quem?

Embora os promotores da indústria de biotecnologia afirmem que o cultivo de OGM rende lucros enormes, fontes não-industriais, como o USDA, concluíram que a agricultura convencional é tão lucrativa quanto, ou até mais lucrativa do que o cultivo de variedades transgênicas. Como vimos, estudos independentes também mostraram que o cultivo de transgênicos anda de mãos dadas com o milho ou com o uso de agrotóxicos, e com rendimentos equivalentes ou até menores se comparados aos convencionais, contrariando o que afirma a indústria de biotecnologia. Para o consumidor, não há benefício derivado do uso de milho ou agrotóxico e rendimentos equivalentes ou menores, além do fato de que a modificação genética não melhorou a qualidade do alimento.

A adoção de safras transgênicas de milho, algodão, soja e colza avançou em um ritmo muito rápido nos Estados Unidos, principalmente devido à 'conveniência' de operações com variedades tolerantes a herbicidas. A maioria dos relatórios concorda que os sistemas de cultivo transgênicos levam a uma redução no trabalho na fazenda e no milho ou flexibilidade nos tempos de aplicação de herbicidas. Esses dois benefícios, entretanto, facilitam a atual concentração de terras agrícolas nas mãos de um número cada vez menor de agricultores empreendedores.

Além disso, a flexibilidade e a redução do custo da mão de obra que beneficiam os grandes produtores nem sempre se traduzem em um milho economicamente rentável. O USDA reconheceu anteriormente que “a adoção de variedades de soja tolerantes a herbicidas não teve um impacto significativo nos lucros líquidos agrícolas, nem em 1997, nem em 1998”, e que mesmo, “a adoção do milho Bt teve um impacto negativo no lucro líquido em estabelecimentos agropecuários especializados na produção de milho ”.

Com o problema crescente de ervas daninhas resistentes ao Roundup, o efeito de 'conveniência' do sistema RR está começando a se dissipar e os custos estão aumentando à medida que mais aplicações de herbicidas são necessárias.

Parece que os principais beneficiários das safras transgênicas cultivadas na última década foram as empresas transnacionais que as comercializam, em particular
Monsanto. O crescente controle que esta empresa exerce sobre o fornecimento de sementes, a agressiva investigação e ação penal de agricultores por alegadas violações de direitos de patentes e sua surpreendente influência nas políticas e regulamentações governamentais, caracterizam o contexto em que vem sendo realizada. a revolução dos OGM na agricultura americana.

Milhões de hectares em 2004, foi acompanhado por impactos negativos significativos, ambientais e sociais. A expansão da soja na Argentina vem acompanhada de desmatamento, erosão do solo, uso de milho ou glifosato, concentração de terras e redução progressiva do número de fazendas familiares.

Os agricultores argentinos, ao contrário de seus colegas norte-americanos, puderam plantar soja transgênica sem quaisquer restrições aos direitos de propriedade intelectual ou royalties. Embora a Monsanto em 1995 tenha pedido a aprovação de uma patente para sua soja RR na Argentina, ela nunca foi concedida.

O conflito se agravou desde junho de 2005, quando a Monsanto entrou com ações judiciais contra os embarques de bolo de soja da Argentina com destino à Europa, argumentando uma possível violação de seus direitos de patente do gene RR na Europa. Em 2006, a Monsanto conseguiu parar uma média de um navio por semana durante um período de vários meses e, posteriormente, deu início a vários processos judiciais: três na Espanha, um na Holanda e um na Dinamarca. Em agosto de 2006, o governo argentino relatou que especialistas jurídicos da Comissão Europeia observaram que a legislação da UE não se aplica a derivados de produtos patenteados. No entanto, na medida em que a opinião de especialistas não é vinculativa nos tribunais nacionais, a Monsanto rejeitou sua importância. No momento, nenhum acordo foi alcançado, e a Monsanto continua reivindicando direitos de propriedade intelectual não apenas sobre a soja "viva", mas também sobre produtos derivados, como bolo de soja, que entram na Europa.

3.3 Brasil: estagnação da produção de soja 3.3.1 Tempos difíceis para os produtores brasileiros de soja

O setor de soja no Brasil está em crise e os produtores de soja têm dificuldade em manter seu sustento. A causa da crise é uma combinação de preços internacionais baixos da soja, aumento dos custos de insumos e transporte e um real forte, que barateia as exportações. Em 2005, a área cultivada com soja no país foi reduzida pela primeira vez em oito anos, e a produtividade diminuiu significativamente desde 2002/2003.

Em resposta a esses problemas, em 2006 o governo federal aprovou um pacote de empréstimo de emergência de US $ 8 bilhões para ajudar os agricultores a lidar com a crise. Custará aos contribuintes brasileiros cerca de US $ 705 milhões.

América do Sul: soja

3.1 O negócio de soja para exportação

A soja é a principal cultura agrícola de algumas das economias mais desenvolvidas da América do Sul, incluindo Brasil e Argentina, que ocupam o segundo e o terceiro lugar, respectivamente, como produtores de soja em todo o mundo, atrás dos Estados Unidos. A soja cultivada na América do Sul é destinada principalmente ao mercado de exportação.

No Paraguai, 65% da produção total de soja é exportada, e esse percentual ainda é milho no caso do Brasil, onde 72,4% da produção de soja é exportada; e da Argentina, onde o total exportado chega a impressionantes 92%.

A soja é a principal cultura transgênica das introduzidas na América Latina. Estima-se que o percentual de soja geneticamente modificada seja superior a 30% no caso do Brasil, em torno de 80% no Paraguai e próximo de 100% na Argentina.

3.3.2 Proibir o cultivo de transgênicos em territórios indígenas

Até o momento, duas variedades de OGM foram autorizadas no Brasil. Além da soja, em março de 2005, uma variedade de algodão transgênico da Monsanto foi legalizada; No entanto, a liberação comercial desta safra está pendente na medida em que a Comissão Técnica Nacional de Biossegurança forçou a Monsanto a preparar um estudo de impacto sobre seus efeitos. A importação de milho transgênico também foi autorizada, mas apenas para ração animal, e não para cultivo. Em outubro de 2006, o governo introduziu novas restrições que proíbem o cultivo de OGM em territórios indígenas.

3.3.3 Monsanto reduz suas expectativas de arrecadação de royalties no Brasil

Em 2006, cerca de 20% do total de royalties arrecadado pela Monsanto por suas safras GM foram obtidos com a venda de novas sementes, e os 80% restantes foram coletados no momento da entrega da colheita aos elevadores de grãos. Devido aos rendimentos mais baixos nas safras mais recentes, a Monsanto não realizou a receita de royalties esperada na entrega aos elevadores de grãos, e teve que reduzir suas expectativas no Brasil no curto prazo.

A Monsanto acredita que a melhor forma de lidar com essa baixa renda é "aumentar a penetração". Uma estratégia fundamental da empresa para o milho ou penetração no mercado brasileiro de soja, consiste na criação de um novo sistema de incentivos que induz os agricultores a comprarem novas sementes certificadas, uma vez que os lucros obtidos com os royalties associados à venda de novas sementes são mais seguros do que coletar royalties na entrega para elevadores de grãos.

3.3.4 Moratória sobre a comercialização de soja da Amazônia

Diversos relatórios em 2006 confirmaram que a expansão da fronteira agrícola, principalmente com a soja, tem sido um dos principais motores do desmatamento na Amazônia nos últimos anos.

Em julho de 2006, os principais comerciantes de soja - entre eles ADM, Cargill e Bunge - aceitaram uma moratória de dois anos para a soja produzida em áreas desmatadas na Amazônia. Isso significa que os agricultores que possuem terras desmatadas após 24 de julho de 2006, na floresta amazônica, não poderão vender sua produção de soja para essas empresas. Embora isso possa desacelerar a expansão do cultivo da soja na Amazônia, a medida tem sido criticada por alguns setores no Brasil por considerá-la fraca e por não constituir uma solução para a produção insustentável de soja em todo o país.

3.3.5 Menores rendimentos e mais pesticidas

A produtividade da soja vem diminuindo no Brasil desde 2002, período que corresponde à introdução da soja RR. Um dos fatores que pode ter contribuído para esse fenômeno é que a soja RR não é tão resistente ao calor e à seca quanto a soja convencional. Por exemplo, produtores no estado do Rio Grande do Sul relataram que a soja RR sofreu uma perda de produtividade do milho do que a soja convencional durante a seca de 2004/05, a safra com os menores rendimentos registrados desde 2000. / 01 (ver tabela 3) .

Um estudo realizado pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis ​​(Ibama), órgão ambiental brasileiro, mostra que a introdução da soja transgênica tem levado ao aumento do uso de agrotóxicos no país. De acordo com o estudo, o consumo de glifosato no Brasil cresceu 95% entre 2000 e 2004. No mesmo período, a aplicação de todos os outros herbicidas como um todo aumentou 29,8%.

Enquanto isso, com o aumento da aplicação, os preços da soja caíram ao longo de 2006 e os produtores começaram a usar métodos mais baratos e naturais com menos insumos externos, incluindo cal e fosfato de farinha de osso, em vez de agroquímicos.

3.4 Paraguai: soja roundup ready não é salvação Em 2006, aproximadamente 80% dos dois milhões de hectares de soja cultivados no Paraguai eram de variedades transgênicas. Ironicamente, o ano da legalização da soja RR marcou o início de três anos consecutivos de baixa produção agrícola devido à seca. Alguns municípios foram forçados a declarar um "estado de emergência" em 2006.

A previsão de safra de 2005-06 para 2 milhões de hectares de soja foi de 4,04 milhões de toneladas, valor inferior aos 5,5 milhões de toneladas esperados. Maiores rendimentos de soja eram esperados para 2006, um aumento de 2.700 kg por hectare em oposição ao aumento de 2.000 kg por hectare obtido em 2004-05. Mas, mais uma vez, a produtividade foi muito baixa em 2006, com um rendimento de apenas 800 kg por hectare em algumas áreas. O Ministério do Meio Ambiente do Paraguai detectou perdas mais importantes na produtividade da soja RR do que nas variedades convencionais, confirmando que as variedades transgênicas eram muito mais sensíveis à seca, em algumas áreas as perdas de produtividade foram entre 60 e 90%.

Como resultado, ecoando a situação no Brasil, a Monsanto Paraguai foi forçada a anunciar publicamente a redução dos royalties que cobra dos produtores de soja a partir de fevereiro de 2006. A destruição de ecossistemas causada pelo cultivo de soja em grande escala foi muito severa no Paraguai . Em 2006, o Ministério do Meio Ambiente do Paraguai iniciou uma série de ações judiciais e ações contra produtores de soja por violação das leis florestais. A agitação social culminou em vários confrontos violentos entre agricultores locais e grandes produtores de soja, e alguns municípios até promulgaram decretos para conter a expansão da monocultura intensiva de soja.

3.5 Quais são os benefícios da soja GM na América do Sul e para quem

Apesar de haver aqueles que argumentam repetidamente que a soja GM é benéfica, está claro que a indústria do milho dos agricultores e pequenos agricultores, os consumidores e o meio ambiente na América do Sul não se beneficiaram com a introdução desta cultura.

No Brasil e no Paraguai, o setor da soja está em crise desde 2004, deixando muitos agricultores pesadamente endividados e incapazes de lucrar com a produção de soja. A introdução da soja RR não fez nada para resolver os problemas existentes, como preços internacionais baixos, seca, aumento dos custos de insumos e transporte. Em contraste, a soja de alta tecnologia da Monsanto teve um desempenho pior do que as variedades convencionais sob condições de seca, tanto no sul do Brasil quanto no Paraguai, conforme previsto por pesquisadores dos Estados Unidos já em 1999. Conforme relatado pela New Scientist: “... climas quentes não lidam bem com A soja resistente a herbicidas da Monsanto, causando rachadura do caule e perdas de até 40%. Isso pode ser um sério golpe para a empresa com sede em St. Louis, que vê o Brasil e outros países latino-americanos como mercados importantes para sua soja. "

Embora o sustento de muitos agricultores esteja em risco, em parte graças aos rendimentos mais baixos da soja da Monsanto, propensa à seca, a empresa está pressionando fortemente para a penetração do milho ou da soja RR na América do Sul. A estratégia da empresa passa por abandonar a cobrança de royalties no momento da entrega aos silos, para cobrar um prémio com a nova semente 'legal' certificada, na expectativa de que isso acabe com a prática milenar de guardar e cultivar as sementes novamente.

Apesar de suas ambições, a situação dos produtores de soja no Brasil e no Paraguai era tão crítica em 2006 que a Monsanto e seus aliados do agronegócio não conseguiram extrair mais deles para arrecadar mais royalties, obrigando a empresa a reduzir suas projeções de ganhos de curto prazo em Brasil e Paraguai.

A isso se acrescenta que a soja é produzida principalmente para o mercado de exportação como ração animal, e não como alimento para os sul-americanos. Essa consolidação e concentração do agronegócio e da terra nas áreas rurais da América do Sul também está contribuindo para o agravamento ou a erosão da soberania alimentar das comunidades camponesas locais.

Se os pequenos agricultores, os consumidores e o meio ambiente não estão se beneficiando das safras GM, quem se beneficia? No caso da Argentina, onde os impostos são altos para a produção de soja, as finanças do governo têm se beneficiado com as exportações de grãos. Os grandes agricultores também se beneficiaram do efeito de conveniência, embora não esteja claro se eles se beneficiaram economicamente da soja RR em comparação com as variedades convencionais. No caso do Brasil e do Paraguai, empresas de biotecnologia e grandes agroindústrias estão promovendo o milho ou a adoção da soja RR para obter lucros com os royalties cobrados pelas sementes transgênicas, a expansão da área de soja destinada à exportação e para as vendas futuras esperadas aumentou com o fim da prática de guardar, vender e cultivar sementes novamente.

A soja RR trouxe poucos benefícios para as pessoas no Brasil e no Paraguai devido aos fatores acima. Além disso, se a Monsanto e outras grandes empresas de sementes conseguirem acabar com a prática de guardar sementes, os pequenos agricultores enfrentarão uma dependência crescente dos vendedores de sementes e incorrerão em enormes despesas para a compra de sementes transgênicas caras. E ao mesmo tempo eles continuarão a perder o controle sobre seus sistemas agrícolas. É difícil ver qualquer tipo de benefício para os pequenos produtores em um futuro potencial como esse.

4.2 Índia: Marketing agressivo de algodão GM em meio à pobreza e à dívida

O algodão é uma cultura comercial muito importante para a Índia, com mais de 9 milhões de hectares de terra atualmente em cultivo. No entanto, o país está passando por uma crise agrária que é particularmente aguda nas regiões produtoras de algodão de Andhra Pradesh, Karnataka e Maharashtra, onde causou "uma avalanche de suicídios entre agricultores". Nos últimos anos, os agricultores de pequena escala na Índia enfrentaram tempos difíceis devido ao aumento dos preços dos insumos combinados com a constante deterioração dos preços dos produtos, exacerbada por colheitas fracas frequentes devido às condições climáticas desfavoráveis. O Ministério da Agricultura da Índia reconhece que o resultado é uma situação em que o milho ou os pequenos agricultores "parecem estar gravemente presos entre a pobreza e o endividamento".

O algodão Bt foi introduzido em meio a polêmica e episódio de contaminação no final de 2001, e sua aprovação foi finalizada alguns meses depois, em 2002. Os anos seguintes viram uma campanha agressiva de marketing para o algodão Bt realizada em paralelo com preços mais altos, falhas agronômicas, inadequada retorno financeiro para os agricultores e protestos constantes. Em maio de 2005, o Comitê de Aprovação de Engenharia Genética da Índia rejeitou a renovação do algodão em todo o mundo.

El algodón es producido en mas de 60 países en todo el mundo, pero el 75% de la producción, el 71% del área cultivada y el 70% del consumo se concentran en tan solo cinco países: China, India, Paquistan, Estados Unidos y Uzbekistan. Nueve países han autorizado el cultivo de algodón transgénico: Argentina, Australia, China, Colombia, India, Indonesia, México, Sudáfrica y Estados Unidos.

4.1 China: las plagas atacan al algodón transgénico

China es el principal productor de algodón del mundo, con más de 5 millones de hectáreas cultivadas en 2005/06. Este país tiene también el maízor número de productores de algodón del mundo, aproximadamente 14 millones. A partir de 1997, el algodón Bt fue adoptado en forma acelerada, y varios estudios revelaron inicialmente beneficios en términos de ganancias netas para los productores, reducción de plaguicidas y mejores rendimientos.


Sin embargo, según un estudio reciente de la Universidad de Cornell, las tendencias que anunciaban una situación en la que todos ganan para los agricultores chinos, parecen estar revirtiéndose. El estudio centrado en cientos de agricultores en cinco provincias de China, muestra que en 2004 los ingresos netos de los productores de algodón Btfueron significativamente mas bajos que los de los productores de algodón convencional.

Según se informa, las razones están vinculadas a la emergencia de plagas secundarias tales como los miridos, y la necesidad que tienen los productores de algodón Btde fumigar entre 15 a 20 veces mas plaguicidas que los que eran anteriormente necesarios para matar estas plagas. Un estudio anterior basado en datos recogidos en el 2002, también encontró altos niveles de uso de plaguicidas a pesar de la adopción del algodón Bt.

La aparición de plagas secundarias no debería ser una sorpresa, ya que el uso de la tecnología Btindirectamente crea un ambiente mas propicio para el crecimiento de plagas diferentes al gusano de la cápsula del algodón. Los entomólogos han sugerido que toma entre 5 a 10 anos para que ese tipo de poblaciones de plagas secundarias crezcan hasta alcanzar un nivel que presente una amenaza económica significativa.

Los autores del estudio de Cornell sugieren que si las plagas secundarias no son tenidas en una investigación de la Comisión de Valores de Estados Unidos (US Securities and Exchange Commission) revelo que Monsanto pago mas de 700 mil dólares en sobornos a al menos 140 funcionarios o ex funcionarios del gobierno de Indonesia y a miembros de sus familias entre 1997 y 2002, financiados mediante la contabilidad falseada de las ventas de los plaguicidas de la empresa en Indonesia.

4.4 Australia: el sector algodonero esta en dificultades

La producción de algodón en Australia es altamente industrializada y esta orientada a la exportación, con mas del 90% del algodón producido en el país destinado a mercados en el exterior. Australia alberga a unos 1.500 productores de algodón que cultivan un área total de aproximadamente 500.000 hectáreas.

El sector algodonero en Australia ha atravesado un duro periodo, con caídas significativas en la producción durante los últimos cuatro anos. La sequía y los precios bajos afectaron severamente al cultivo de algodón. En junio de 2006 se registraron las condiciones meteorológicas mas frías y secas de décadas, afectando severamente la disponibilidad de agua para riego en los tajamares. A fines de noviembre, cuando el cultivo de la zafra 2006/07 estaba prácticamente listo, se calculaba que la superficie cultivada era de tan solo 147.000 hectáreas, lo que significaría los niveles de producción mas bajos de los últimos 15 a 20 anos. de las licencias de Monsanto para vender las tres primeras variedades de semillas de algodón transgénicos anteriormente autorizadas para la comercialización en Andhra Pradesh.

Un estudio del gobierno de la India, publicado en una prominente publicación periódica sobre biotecnología en 2005, encontró danos sustanciales en el algodón Bt cultivado en India provocados por plagas tardías a causa del descenso de los niveles de insecticidas producidos por ese algodón; el resultado fue una baja productividad.

En anos recientes, Monsanto y sus subsidiarias locales han estado promoviendo activamente la comercialización de algodón Bt, el cual fue presentado por la empresa a los productores de algodón de la India como una solución milagrosa. Esta iniciativa ha sido apoyada por departamentos del gobierno de EE.UU., incluyendo la USDA, la USAID y el Departamento de Estado, todos los cuales han intervenido muy activamente fomentando entre los funcionarios gubernamentales de la India la comercialización de los productos de la biotecnología. En breve, la adopción de algodón Bt en India tiene mas que ver con un cabildeo y una campana de prensa agresivos, en la que se ofrecían falsas promesas, que con un desempeño adecuado genuino de una tecnología al beneficio de los agricultores, capaz de dar respuesta a los principales desafíos que afectan su sustento.

En junio de 2006, los ministros y funcionarios de agricultura de siete regiones productoras de algodón (Andhra Pradesh, Gujarat, Karnataka, Maharashtra, Madhya Pradesh, Tamil Nadu y Bengala Occidental) aprobaron una resolución unánime de emprender conjuntamente una batalla legal contra Monsanto a raíz del cobro excesivo de regalías por el algodón Bt. A diciembre de 2006, el caso aun esta pendiente en la Corte Suprema de la India.

4.3 Indonesia: Monsanto abandona la comercialización del algodón Bt

El algodón Btfue también un catastrófico fracaso en Indonesia a pesar de las promesas y propaganda de Monsanto. Muchos de los agricultores indonesios que rápidamente experimentaron el mal desempeño del algodón Bt, fueron severamente críticos de la empresa por sus falsas promesas, especialmente teniendo en cuenta el precio exorbitante de la semilla. En 2003, Monsanto abandono la comercialización del algodón Bt en el país, y en 2004 Indonesia desapareció del mapa de países del ISAAA sin explicación alguna en concordancia con la negativa de la organización de abordar en forma objetiva los fracasos de la tecnología trasngénica.

Un análisis de la producción de algodón revela la siguiente información respecto al algodón Bt:
•El número de pequeños productores de algodón ha disminuido desde principios del 2000. Por ejemplo, en la zona de Makhatini Flats en Kwazulu Natal, donde se encuentra el ejemplo mas ampliamente publicitado de una experiencia exitosa de un pequeño agricultor productor de algodón Bt, el numero de pequeños agricultores ha disminuido de mas de 3.000 en 2001/02, a 353 en 2002/03 y a 598 en 2004/05. El ISAAA ha inflado el número de los pequeños agricultores productores de algodón en Sudáfrica, y ha exagerado el impacto positivo que ha tenido el algodón Bten su sustento. Por ejemplo, mientras que el informe del ISAAA 2003 presenta a los pequeños agricultores de la zona de Makhatini Flats como un claro ejemplo de “agricultores de bajos recursos” que se benefician con los cultivos transgénicos, Cotton South África ha declarado que el numero de agricultores que plantaron algodón en esa zona ese mismo ano alcanzo un mínimo record de tan solo 353.

•La siembra de algodón transgénico en Sudáfrica esta disminuyendo. La producción de algodón transgénico cayo pasando de dar cuenta de un 86% de todo el algodón comercial en 2004/05, a un 77% del total del algodón producido en 2005/06. Según la USDA, “la exitosa introducción de variedades modificadas genéticamente ha beneficiado la productividad y producción del algodón en Australia”. Sin embargo, el algodón Bt no ha aportado mejoras ni en términos de rendimiento ni de calidad. Consultores especializados en algodón en Australia han demostrado que, en contraste con las variedades convencionales, los rendimientos del algodón Btse mantuvieron relativamente constantes desde su introducción en 1996.

Durante los primeros anos los agricultores no obtuvieron ganancias con el algodón Bt; la situación era tan mala que las empresas que comercializan el producto tuvieron que reducir el impuesto tecnológico que cobran por la semilla de algodón Bt, para que los cultivadores pudieran obtener algún beneficio económico. No existe ningún estudio exhaustivo de acceso público sobre las ganancias económicas de los agricultores australianos en los últimos anos.

Una lección clave de la experiencia australiana es que una tecnología como el algodón Btpuede hacer muy poco o nada para paliar la situación, cuando los factores que mas desafíos plantean a los productores de algodón son la sequía y los precios bajos. Teniendo en cuenta la severa caída en la producción durante los últimos anos, y con un pronostico de cosecha 2006/07que será el mas bajo de la década, es difícil creer que el algodón Bt haya mejorado las condiciones de vida de los agricultores australianos. .

4.6 América Latina

El algodón transgénico ha sido autorizado para la comercialización en Argentina, Colombia y México. Existe además presión para que se apruebe en otros países, mas específicamente en Brasil y Paraguay..

4.6.1 Argentina: el algodón transgénico no conduce a un crecimiento de la producción

Alrededor del 60% del área cultivada con algodón en Argentina es transgénica. La última década del algodón en Argentina se ha caracterizado por una disminución significativa del área productiva, pasando de 1 millón de hectáreas sembradas durante la zafra de 1995/96, a tan solo 158.209 hectáreas en la zafra de 2002/03. Los precios internacionales bajos y la falta de financiación devastaron al sector algodonero local, y los productores argentinos eligieron plantar soja en lugar de algodón. La caída en la superficie algodonera después de 1998, que coincidió con la adopción del algodón transgénico, indica que el algodón transgénico no es el que comanda la producción de los productores argentinos. Una vez más, los precios se encuentran al centro de la decisión. La mejora de los precios en anos recientes esta ayudando a incrementar el área de producción, y se estima que la superficie de algodón crecerá debido a que existen expectativas de una reducción de los subsidios para el algodón en los EE.UU.

Sin embargo, el crecimiento del área productiva será liderado por productores de algodón a gran escala, capaces de realizar inversiones sustantivas de capital. La situación financiera de los agricultores a pequeña y mediana escala es mucho más precaria.

•Contrario a lo que sostiene Monsanto, los rendimientos del algodón transgénico no son más altos que los de las variedades convencionales.

•La maízoría de los pequeños agricultores productores de algodón en Sudáfrica han acumulado enormes deudas y perdido dinero con la producción de algodón Bt. A pesar de estas realidades, la fundación Bill Gates contrato recientemente a Bob Horsch, ex Vice Presidente de Monsanto, quien es citado en el sitio web de Monsanto diciento que su pasión por el mundo en desarrollo aumento cuando “el estaba visitando a los productores de algodón en Sudáfrica, y pudo ver y oír de primera mano cuan existoso había sido para ellos el algodón resistente al gusano del capullo del algodón.”Horsh fue recientemente ascendido a un cargo ejecutivo en la fundación Gates, que tiene la misión de “mejorar el rendimiento de los cultivos mediante la mejor y más apropiada ciencia y tecnología, incluyendo la biotecnología, para problemas en regiones como África Subsahariana.

4.5.2 Subsidios: la maldición de los productores de algodón de África occidental

Las economías de varios países de África Occidental son altamente dependientes de la producción de algodón. Los precios mundiales del algodón han caído un 54% desde mediados de los ’90, y estos precios bajos amenazan a las comunidades locales que dependen de la producción de algodón. Numerosos factores desencadenaron la caída de los precios, pero el mas relevante fue el aumento de los subsidios pagados a los productores de algodón en Estados Unidos, haciendo que sea extremadamente difícil para los agricultores africanos vender su producción al mercado estadounidense altamente protegido. Junto a otros grandes productores de algodón de África Occidental, Burkina Faso esta actualmente

La situación plagada de desafíos que enfrentaron los agricultores durante los primeros ocho anos de introducción del algodón transgénico, indica que este cultivo ha jugado un papel menor, o ningún papel, en el mejoramiento de las condiciones de vida. Esta previsto que la producción de algodón Bt descienda a las 50.000 toneladas métricas en 2006/07, una caída sustancial de las 70.000 toneladas métricas en 2005/06.

4.6.3 Colombia: algodón bt fracasa

La situación económica del sector algodonero en Colombia tampoco es muy promisoria. Los agricultores colombianos cultivaron un total de 57.424 hectáreas de algodón en 2006, una superficie 21,7% menor que en 2005. El gobierno estima que 25.424 hectáreas de algodón, o el 43,7% de la superficie total de algodón, han sido cultivadas con el algodón transgénico Bollgard.

La reducción del área sembrada puede ser explicada por los precios internacionales bajos para el algodón, la revaluación de la moneda nacional, el incremento de los costos de producción y un acceso limitado al crédito. Los agricultores están preocupados por el costo elevado de las semillas transgénicas, las inadecuadas medidas de bioseguridad para la tecnología transgénica, y la alta suceptibilidad de las semillas a las condiciones del tiempo. A pesar de haber cultivado algodón Bt, los agricultores a pequeña escala están teniendo problemas de ataques de plagas, con los consecuentes danos en sus cultivos y el incremento de los costos de producción.

4.7 El crecimiento del algodón orgánico

Durante los últimos cinco anos el cultivo de algodón orgánico ha crecido en forma exponencial en muchas partes del mundo. A pesar de que se cultiva una área relativamente pequeña con variedades orgánicas, la superficie sembrada con algodón orgánico durante los últimos anos ha experimentado un incremento mas significativo – 292% entre 2000 y 2005 – que la del algodón convencional o el algodón Bt, y las perspectivas de crecimiento futuro son muy buenas.

4.6.2 México: una década de crisis para el sector algodonero

En 1996, el mismo ano en que el algodón transgénico fue aprobado en México, la producción total de algodón en el país comenzó a caer y los agricultores se vieron enfrentados a la peor crisis del sector algodonero en el país. En la última década, los problemas más serios que han enfrentado los productores de algodón mexicanos han sido los precios bajos y los bajos niveles de apoyo gubernamental, esto combinado con un incremento en los costos de producción.

El ISAAA sostiene que mas de 7 millones de agricultores de pequeña escala en China, India y Sudáfrica se están beneficiando con el algodón Bt. Ninguno de los informes recientes de ISAAA mencionan ningún tipo de problema con el algodón Bt en ninguna parte del mundo. En otras palabras, el ISAAA ignora por completo la amplia evidencia de los fracasos del algodón Bt, aseverando simplemente que cada uno de los agricultores que lo ha cultivado se ha visto beneficiado.

Sin embargo, el reciente estudio de la Universidad de Cornell que documenta las perdidas económicas sufridas por los agricultores productores de algodón Bten China, principalmente a causa de las plagas secundarias; la prohibición de las primeras variedades en lugar de presionar a los países como Burkina Faso para que adopten el algodón Bt, tal como lo hiciera la USDA en una ministerial de alto nivel en 2004, el gobierno de EE.UU. debería reducir o eliminar los subsidios otorgados a sus 25.000 productores de algodón, los cuales provocan la caída de los precios.

El algodón transgénico presenta además crecientes problemas ambientales preocupantes que han emergido más claramente en Estados Unidos, pero que seguramente se repetirán en todo el mundo en los próximos anos. Las malezas resistentes a herbicidas se están convirtiendo rápidamente en un serio y costoso dolor de cabeza para los productores de algodón y soja RR. Para poder controlar estas malezas problemáticas, los agricultores de EE.UU. se ven forzados a comprar y aplicar cantidades cada vez maízores de Roundup, pasar a herbicidas mucho mas tóxicos en algunos casos, y también a abandonar practicas de labranza conservacionistas tendientes a reducir la erosión – esto resulta irónico, ya que la tecnología RR ha sido vendida por largo tiempo como promotora de la labranza cero.

La experiencia de EE.UU., así como el fracaso del algodón Bten China, India, Indonesia y otros países, constituye una razón de peso para llamar a una pausa y reflexión en la precipitada carrera de la industria por introducir y expandir el cultivo de algodón transgénico en todo el mundo. Cuestiones como la resistencia creciente a las malezas del algodón RR, y la aparición de plagas secundarias asociadas al algodón Bt, requieren una investigación en profundidad a cargo de investigadores independientes. Los costos sustancialmente maízores de las variedades transgénicas en oposición a la semilla de algodón convencional es también motivo de gran preocupación para los agricultores, especialmente en el mundo en desarrollo, y particularmente cuando el algodón transgénico no hace honor a sus promesas.

Todo esto se relaciona con la posible adquisición por parte de Monsanto de la maízor empresa de semillas de algodón del mundo – Delta and Pine Land – que tiene ventas muy importantes no solo en EE.UU. sino también en India, Australia, y crecientemente en África. Esta fusión seguramente conduciría a una disminución en la disponibilidad y al incremento de los precios de las semillas de algodón convencionales. Quizás lo mas alarmante sea la posibilidad de que Monsanto introduzca en las semillas de algodón del mundo la tecnología ‘Terminator’ de semillas estériles patentada por Delta and Pine Land. Esto eliminaría la opción de guardar semillas, lo que es motivo de gran preocupación especialmente para los agricultores de los países en desarrollo.

Finalmente, es necesario prestarle maízor atención a las alternativas sustentables no transgénicas, tales como el algodón orgánico, cuya demanda ha crecido de manera espectacular en anos recientes. comercializadas en Andhra Pradesh y los continuos desafíos que comprometen los medios de sustento de los agricultores de la India; y el rechazo del algodón Bt por los agricultores de Indonesia, son todos indicios de que existen serios problemas asociados a la liberación del algodón Bt. La crisis del algodón sudafricano muestra que el algodón Bt ha sido incapaz de mejorar las condiciones de vida de los pequeños agricultores en la zona de Makahatini Flats en Sudáfrica.

En Argentina, México y Colombia, la producción de algodón en general ha caído bruscamente durante la última década, siendo los bajos precios internacionales el principal desafió para los agricultores. La tecnología transgénica no ha sido de ninguna utilidad en esos contextos. En México, se prevé que el área cultivada con algodón Bt disminuya en 2006/07, y en Colombia, los agricultores protestan por los altos costos del algodón transgénico.

En algunas zonas se ha informado que el uso del algodón Bt no evita el surgimiento de ataques severos de plagas. En India, los agricultores productores de algodón enfrentan elevados niveles de pobreza y endeudamiento, y el algodón Bt ha sido inefectivo a la hora de dar respuesta a la sequía, la caída de los precios del algodón, los crecientes costos de los insumos, y las deudas en aumento.

El algodón Bt no ha mejorado ni los rendimientos ni la calidad de la fibra del algodón. En Australia por ejemplo, los rendimientos se han mantenido constantes desde la introducción del algodón Bt, el cual no ha contribuido en nada a mejorar los problemas asociados a la sequía y los precios bajos que allí se enfrentan.

La experiencia en terreno demuestra que la pretendida reducción en el uso de plaguicidas asociada a los cultivos transgénicos es simplemente falsa. Por el contrario, análisis exhaustivos de la información del gobierno de EE.UU. muestran que la introducción de soja, maíz y algodón transgénico condujo a un incremento significativo en el uso total de agrotoxicos (herbicidas y plaguicidas) en estos cultivos. Estudios recientes en China muestran que en anos recientes se ha incrementado el uso de insecticidas con el algodón Bt, debido a la rápida emergencia de plagas secundarias que no son controladas con la toxina Bt. La evidencia anecdótica en Sudáfrica e India sugiere que el algodón transgénico tampoco ha conducido allí a una reducción del uso de plaguicidas.

El algodón transgénico no ha contribuido en nada, y no puede hacerlo, a dar respuesta a una de las cuestiones más apremiantes que enfrentan los productores de algodón de todo el mundo: los precios bajos. Por ejemplo, los líderes de África Occidental han identificado los precios bajos como el principal obstáculo para sacar a sus 2 millones de agricultores de la pobreza. En esta situación, el fomento de una tecnología como el algodón Bt por el gobierno de EE.UU., solo puede ser percibida como una peligrosa distracción.

En Europa, el publico esta firmemente en contra de consumir alimentos transgénicos, y existe un movimiento político extraordinariamente amplio que se opone a su cultivo. Si bien ha habido incrementos marginales en las superficies sembradas con cultivos transgénicos en Europa, las perspectivas de largo plazo para las semillas transgénicas de Monsanto no son nada prometedoras. La falta de mercados, las prohibiciones nacionales y la evidencia de daño ambiental garantizan que uno de los maízores mercados del mundo continuara siendo una zona de desastre para la industria biotecnológica.

Una encuesta de opinión pública en toda la UE en 2006 reconfirmo la oposición del público a los alimentos transgénicos. La maízoría de los europeos piensa que los alimentos transgénicos “no deberían ser promovidos”, y la encuesta concluye: “los alimentos transgénicos son percibidos por ellos como inútiles, moralmente inaceptables, y como un riesgo para la sociedad”. En noviembre de 2005, la población de Suiza voto en un referéndum para prohibir los cultivos transgénicos durante los próximos cinco anos. Mas del 55,7% del publico voto a favor de una moratoria en las 26 regiones del país.

después de nueve anos de comercialización, solo España cultiva un monto significativo de maíz transgénico, pero los informes sugieren que la superficie cultivada podría disminuir por segundo ano consecutivo de 57.000 hectáreas en 2005 a aproximadamente 53.000 hectáreas en 2006. A pesar de la clara oposición a los alimentos y cultivos transgénicos en Europa, Monsanto continúa en su intento de persuadir a los inversionistas de sus eventuales éxitos allí. En su día del Inversionista de 2006, Monsanto presento una vez más sus ambiciosos planes de expandir su control sobre la agricultura europea en los próximos anos.

Monsanto esta incrementando también su participación en el mercado de semillas de maíz convencional, controlando actualmente el 15% del mercado francés, 21% del mercado italiano, 32% del mercado húngaro, y 21% del mercado turco. El creciente control del mercado de semillas convencionales es una sena preocupante, especialmente en manos de una empresa decidida a restringir las opciones disponibles, introduciendo predominantemente variedades transgénicas.

Europa: una puerta cerrada para los cultivos transgénicos

Seis nuevos cultivos y el paradigma de la contaminación encontrado en África ha recibido desde entonces una aprobación ex post facto de la USDA, una decisión controvertida que ha generado muchas criticas. A pesar del anuncio de la USDA, la Federación Arrocera de EE.UU. ha anunciado en noviembre de 2006, que pondrá en marcha un plan de acción para eliminar la variedad ilegal de las reservas de arroz.

6.2 Biocombustibles: el maíz transgénico de syngenta es innecesario

En el actual contexto global del debate energético, el tema de los biocombustibles ha recibido gran atención en los medios. En los EE.UU., el principal ‘cultivo energético’ es sin dudas el maíz, que es procesado para la obtención de etanol que después se mezcla con la gasolina, como combustible para los vehículos a motor. En la actualidad no existe ninguna variedad de maíz transgénico, ni ningún otro cultivo transgénico, que haya sido manipulado genéticamente para la producción de biocombustibles. Aunque para la producción de biocombustibles los cultivos convencionales funcionan igualmente bien que los cultivos modificados genéticamente para la tolerancia a herbicidas y la resistencia a los insectos, algunas empresas están desarrollando nuevos cultivos transgénicos específicamente para este mercado.
No queriendo perder la oportunidad de publicidad y Relaciones Publicas, la industria biotecnológica ha jugado un papel destacado a la hora de presionar por la expansión de los biocombustibles, y actualmente sostiene que los biocombustibles ayudaran a resolver la urgente problemática del cambio climático. En la medida en que la industria semillera ve este fenómeno como una nueva oportunidad para expandir sus mercados, por ejemplo del maíz para la producción de etanol, la industria biotecnológica esta modificando ahora un maíz mediante la ingeniería genética específicamente para la producción de biocombustible. Syngenta es la empresa que ha avanzado mas al respecto, con una reciente solicitud a la USDA por su línea de maíz 3272 que ha sido manipulada genéticamente para contener una enzima utilizada en el proceso de producción de etanol. Sin embargo, existe la preocupación de que esta enzima industrial – que seria un ingrediente completamente nuevo en la cadena alimentaria y de alimento animal – podría provocar reacciones alérgicas en quienes la consuman o la inhalen. además, ya existe una enzima prácticamente idéntica que puede ser añadida al maíz en la refinería de etanol. A la luz de estos riesgos, y de las alternativas disponibles, no parece haber necesidad de introducir maíz transgénico específicamente modificado mediante ingeniería genética como materia prima para la industria de biocombustibles.

A pesar del hecho de que son muy pocos los cultivos que han tenido éxito comercialmente, la industria biotecnológica y algunas instituciones han estado experimentando con otros cultivos incluyendo trigo, arroz, papas, mandioca y sorgo.
Un fenómeno recurrente vinculado a la liberación de transgénicos en el medio ambiente, ya sea con fines experimentales o comerciales, es la incapacidad o falta de voluntad de los organismos reguladores gubernamentales y otros, de controlarlos una vez que han sido liberados. Un cultivo transgénico destinado solamente al alimento animal logro contaminar el sistema alimentario. Otros que estaban destinados solo a fines experimentales, aparecieron en el medio ambiente y en el sistema alimentario anos después. El tipo y el alcance de la contaminación identificada desde 1996, claramente sugiere que la precipitada carrera de la industria biotecnológica de comercializar sus cultivos transgénicos ha sido llevada a cabo haciendo caso omiso de los frecuentes impactos serios en los mercados y en los agricultores que no quieren tener nada que ver con los cultivos transgénicos.

6.1 Arroz experimental contamina el sistema alimentario en las Américas, Asia, Europa y África

La liberación de arroz transgénico experimental ocupa el centro de la escena en el caso mas reciente de contaminación de nuestro sistema alimentario. En agosto de 2006, la USDA revelo que el suministro de arroz de EE.UU. había sido contaminado con una variedad de arroz transgénico experimental de Bayer no aprobado para el consumo humano, conocido como LL601. Más de 15 países en Europa han identificado el arroz transgénico experimental en sus reservas de arroz, y Europa esta analizando todas las importaciones para prevenir una contaminación maízor.

En Ghana y Sierra Leona, los grupos nacionales de Amigos de la Tierra África llevaron a cabo una ronda de actividades de monitoreo. Las muestras enviadas a un laboratorio independiente en Estados Unidos confirmaron la presencia del arroz transgénico ilegal en nueve de las muestras. En Sierra Leona, se encontraron dos bolsas de ayuda alimentaria de EE.UU. y un producto comercial de arroz contaminados. Seis tipos diferentes de arroz comercial de EE.UU. también dieron resultados positivos. El arroz experimental LL601 nuevos cultivos y el paradigma de la contaminación

6.3 Gramilla transgénica para campos de golf

Monsanto y la Scotts Company están desarrollando una variedad transgénica de agrostis que resistirá la aplicación del herbicida Roundup. Si bien este agrostis no ha sido aprobado para uso comercial por la USDA, tiene la finalidad de ser utilizado en los campos de golf. En 2006, científicos de la Agencia de Protección Ambiental de EE.UU. (EPA, por su sigla en ingles), informaron que el agrostis RR se había diseminado mas allá del área de ensayo, encontrándose a distancias maízores a los 3,8 km de una antigua parcela de ensayo. El incidente ha sido catalogado como el primer ‘escape’ confirmado de un cultivo transgénico a la naturaleza en los EE.UU.. En caso de aprobarse para el uso en los campos de golf, el agrostis RR diseminaría ampliamente sus semillas y podría cruzarse mediante la polinización con gramillas de la misma familia, algunas de las cuales son malezas. Estas nuevas ‘super malezas’ ya no serian controlables con el herbicida glifosato, generando serios problemas a los cultivadores de césped y administradores de las áreas naturales. La decisión de la USDA respecto al agrostis RR aun esta pendiente.

6.4 Fracasan ensayos de mandioca en Nigeria

Los cultivos tradicionales del Tercer Mundo también se encuentran en la lista de proyectos para la experimentación transgénica, incluyendo la mandioca con resistencia al virus del mosaico. La mandioca o yuca transgénica ha sido manipulada en el Centro Donald Danforth en St. Louis, EE.UU., y enviada a Nigeria para su experimentación en el Centro Internacional de Agricultura Tropical (CIAT). Sin embargo, una carta del Ministerio de Medio Ambiente de Nigeria dirigida a ERA/Amigos de la Tierra Nigeria en 2006, confirmo que la solicitud de ensayo para la mandioca transgénica fue retirada por el CIAT debido a que no lograron que adquiriese la resistencia al virus del mosaico de la yuca o mandioca.

6.5 El proyecto de sorgo transgénico de la fundación gates es rechazado en Sudáfrica

La África Harvest Biotech Foundation International consiguió US$ 18,6 millones durante cinco anos de la fundación Gates para desarrollar nuevas variedades de sorgo con altos niveles de hierro, zinc y vitaminas. Las organizaciones hicieron una solicitud para ensayos en invernáculos en Sudáfrica, pero las autoridades rechazaron esta solicitud en julio de 2006 porque existe la preocupación de que el sorgo transgénico podría contaminar las variedades silvestres.

Nota
Análisis hecho por la organización Amigos de la Tierra, que es una reacción al informe hecho por la ONG de la industria ISAAA sobre el avance de la industria biotecnológica en el mundo. Enviado por RED POR UNA AMERICA LATINA LIBRE DE TRANGÉNICOS –
El informe completo puede ser encontrado en: www.foe.org


Video: Qué son los transgénicos? Infórmate y actúa. (Julho 2022).


Comentários:

  1. Vudonos

    Um tema, eu gosto :)

  2. Cymbeline

    Você é previsto.

  3. Kieran

    Certamente. Concordo com tudo dito acima.

  4. Satordi

    São todas as histórias!

  5. Odon

    Nishtyag, tudo está escrito corretamente. Bom trabalho!

  6. Kong

    ))))))))))))))))))) é incomparável



Escreve uma mensagem