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Diagnóstico da situação ambiental de El Salvador

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Por Miguel Ángel Alvarado

Apresentação Miguel Ángel Alvarado, da (ACAPb), membro da Associação das Comunidades Ambientais de El Salvador (ACAES). Segundo relatórios do Ministério do Meio Ambiente e Recursos Naturais (MARN), no país estamos desmatando em média 4.500 hectares de florestas por ano.

a) Fatores incidentes na crise ambiental que vivemos:

1) Alto grau de desmatamento florestal:

Segundo relatórios do Ministério do Meio Ambiente e Recursos Naturais (MARN), no país estamos desmatando em média 4.500 hectares de florestas por ano e reduzimos as Áreas Naturais a 1,87% em todo o território nacional.


Esse desmatamento incontrolável que surge como produto da derrubada indiscriminada de árvores e incêndios florestais, para a realização de lavouras agrícolas, mais outros causados ​​por indivíduos que aplicam métodos arcaicos de criação de gado e facilitação do corte da cana-de-açúcar (que são realizados em face a uma atitude negligente do Governo que não cumpre e que também viola as leis ambientais do país) situação que já nos conduz a uma erosão desproporcional, sedimentação dos solos e desertificação do país em 75%, e a perda de mais de 12.000 milhões de metros cúbicos de água por ano que o ciclo das chuvas nos proporciona.

Que os 360 rios de todo o país, nos últimos 30 anos, sofreram um impacto de diminuição de sua vazão variando de 30 a 70% e no norte de Cuscatlán, Chalatenango e Cabañas, de 70 a 100%, onde houve já são áreas desérticas. O único afluente que aumentou sua vazão de 25 para 35% é o rio Acelhuate.

O ciclo pluvial nos deixa ano após ano um abastecimento de água em cifras equivalentes a 38.283 milhões de metros cúbicos, dos quais se considera uma evapotranspiração de 67%, restando 33% que equivalem a 12.633 milhões de metros cúbicos potencialmente disponíveis por ano.

A água necessária para uma população de 6,5 milhões de habitantes, com abastecimento diário de 250 litros por dia por pessoa, é de 593 milhões de metros cúbicos por ano, o equivalente a 4,8%, sobrando 28,2% equivalente a 12.040 milhões de metros cúbicos que se traduz em perdas.

Essa água da chuva que se infiltra cada vez menos no solo para alimentar os aquíferos subterrâneos é o que, pelo alto grau de desmatamento e desertificação que já causamos, temos forçado a drenar cada vez mais no solo. em direção aos rios e ao mar, causando graves inundações, deslizamentos de terra, aluvião, desabamento de muros e pontes, saturação e desabamento de esgoto em cidades que já não fornecem o suficiente, causando destruição, mais pobreza, fome e morte em áreas de alto risco onde vivem as comunidades mais vulneráveis ​​do país.

De acordo com o Tribunal Centro-Americano de Águas, no país o manto de águas subterrâneas cai um metro por ano, e a partir de 2005 tínhamos 3,5% das águas superficiais e subterrâneas potencialmente disponíveis, o que nos coloca entre os 14 países do mundo com maior problema de grave escassez de água.

O executivo, de forma muito inteligente e com finalidade privatizante, diante desse quadro de crise hídrica que se torna praticamente insustentável, está promovendo um plano de descentralização do serviço potável para os municípios, o que pouco resolverá a crise ou de modo nenhum. Pelo contrário, tenta assim descentralizar a pressão social que exerce face à escassez do recurso, transferindo-o para os Governos Municipais.

Com esta medida de descentralização do serviço que está a promover, pretende atingir duas coisas:

  • Reduza os custos políticos que você já está pagando na frente da população que não recebe o serviço.
  • Ganhar tempo que lhe permita gerar as condições objetivas necessárias (quando os municípios estão em falência) para promover o plano de privatização do serviço purificado.

Além disso, com a destruição de matas e a erosão do solo que ocorre na parte alta das bacias hidrográficas, que é arrastado com seus entulhos pelo escoamento das águas das chuvas para as partes baixas, gerando sedimentação como vemos na Capital, outros efeitos são reproduzidos com danos altamente negativos para a população, tais como:

Inundações, sepultamentos e despesas milionárias de dólares para dragar e desmontar as partes inferiores, construir cabanas para evitar inundações, construir pontes destruídas, etc. que afetam a população pobre e aumentam seu nível de pobreza.

2) Crescimento desordenado da população:

A falta de uma Lei Nacional de Ordenamento do Território e de orientação da engenharia com técnicas construtivas adequadas por parte do Governo, tem conduzido a um crescimento populacional urbano desordenado.

Foram criadas cidades urbanas em funil que se comunicam com outras por meio da rede viária, e onde o transporte veicular depende das artérias principais, que quando congestionadas geram grandes engarrafamentos que se traduzem em perda de tempo para os trabalhadores, maior nível de poluição do smog para o meio ambiente e um maior índice de insalubridade para a população, que logo resulta em doenças respiratórias.

O anterior não justifica de forma alguma a obsessão do governo em construir mais estradas, pois com a aplicação desta estratégia equivocada (supostamente para solucionar o congestionamento e desenvolvimento do tráfego), só conseguirá um aumento em um maior volume de veículos em circulação. acabaria engarrafando mais como já aconteceu em outras Cidades do Mundo, sem que o problema de congestionamento e transporte público fosse resolvido de forma eficaz.

Desta forma, a situação de aproveitamento do espaço físico do terreno com o ambiente que o sustenta está cada vez mais levando a um maior nível de destruição e grave deterioração das condições ambientais de vida para a população em geral que já o sofre., Especialmente para a população urbana que já enfrenta graves problemas de superlotação e insalubridade ambiental, expressos em recorrentes epidemias virais e bacterianas incontroláveis.

Em nível nacional, já atingimos uma densidade populacional média de 315 pessoas por quilômetro quadrado e em algumas cidades como Soyapango já somos aproximadamente 16.835 pessoas por quilômetro quadrado.

Não é por acaso que nesta cidade e em outras como San Salvador e La Libertad com níveis iguais ou menores de superlotação, estamos enfrentando os maiores índices de ondas epidêmicas virais e bacterianas incontroláveis, o que está ocorrendo devido ao alto grau de destruição do meio ambiente que já causamos pela irresponsabilidade do Governo

3) Produção de resíduos sólidos:

A situação ambientalmente insalubre se torna muito mais complicada quando vivenciamos um aumento perceptível na produção de resíduos sólidos, que segundo o MARN, em 2005 atingiu uma média de 2.715 toneladas por dia em todo o território nacional, das quais a Área Metropolitana de San Salvador produz. uma média de 1.175 toneladas por dia.

Quando esses resíduos sólidos entram em estado de putrefação, produzem gases e resinas que, ao entrarem em contato e se misturarem com a água, a contaminam, sendo altamente nocivos à saúde humana de quem os ingere.

Gases e resinas que também contêm muitas fezes transportadas pelo escoamento e que contaminam a água das mantas superficiais e subterrâneas são a principal causa das epidemias gastrointestinais.

Além disso, quando são irrigados e deixados no solo pela população e não são arrecadados pelos serviços prestados pelas Prefeituras Municipais, são arrastados pelo aumento do escoamento das águas pluviais que acaba obstruindo os ralos dos sistemas de água. as cidades, causando as inundações, desastres e tragédias que já estamos presenciando nas comunidades mais vulneráveis ​​das cidades, como o que aconteceu nas áreas sul e centro de San Salvador no ano passado e até agora neste inverno.

4) Produção de esgoto:

A produção descartada de água fecal lançada bruta, sem nenhum tratamento, nos rios pela ANDA e pelas empresas industriais, é outro dos graves problemas que enfrentamos no país e que poluem as águas dos aquíferos de que nos abastecemos.


Essa água descartada já atinge uma produção média anual (segundo relatórios da ANDA) de 450 milhões de metros cúbicos, dos quais na AMSS são produzidos 130 milhões que são lançados no rio Acelhuate e que está aumentando os níveis de contaminação com milhões de bactérias , resíduos fecais e substâncias químicas radioativas, elevando os níveis de insalubridade ambiental, que, somados aos níveis de poluição exercidos pelo smog de oxigênio, são a principal causa de muitas mortes no país.

Segundo o Ministério da Saúde, esse aumento de poluentes múltiplos já contaminou mais de 90% dos rios de todo o território nacional, sendo em 2005 a causa de atenção de 220.000 pacientes em hospitais de todo o país e é a principal causa de a morte de mais de 12.000 crianças por ano, devido a doenças diretamente relacionadas com a poluição da água e do ar.

5) O aumento da frota de veículos:

Com o aumento da frota de veículos, que, segundo o Vice-Ministério dos Transportes, já chega a 600 mil circulando no Território Nacional, dos quais 380 mil circulam na AMSS e a existência de fábricas geotérmicas e industriais, produz-se uma quantidade de Smog fotoquímico em regiões urbanizadas que é altamente prejudicial à saúde humana.

Em uma situação normal da atmosfera, a temperatura cai com a altitude, o que faz com que o ar mais quente (menos denso) suba e arraste os poluentes para cima.

Em uma situação térmica, uma camada de ar mais quente é localizada sobre o ar de superfície mais frio e evita que este suba (mais denso), de modo que a poluição é bloqueada e aumenta.

As reações fotoquímicas que dão origem a esse tipo de fenômeno, ocorrem quando ocorre a mistura de óxidos de nitrogênio e hidrocarbonetos, emitidos por automóveis e oxigênio atmosférico, que reagem induzida pela luz solar em um complexo sistema de reação que acaba formando ozônio.

O ozônio é uma molécula muito reativa que continua a reagir com outros poluentes do ar e acaba formando um conjunto de várias dezenas de substâncias diferentes, como nitrato de peroxiacila, peróxido de hidrogênio, radicais hidroxila, formaldeído, etc.

Juntas, essas substâncias podem causar sérios danos às plantas, irradiações nos olhos, problemas respiratórios, etc.

No caso do nosso país, principalmente na AMSS, a produção de smog fotoquímico tem aumentado nos últimos 20 anos, especialmente em resultado do aumento da frota de veículos e da existência de fábricas e centrais geotérmicas como a Nejapa power, que lançar ao ar gratuitamente grandes quantidades dessas substâncias sem nenhum controle e reparação ambiental por parte do Governo que as impeça, o que já está afetando a qualidade de vida da população mais próxima do local.

b) Principais conclusões:

1) O anterior está a repercutir-se numa grave degradação das condições de vida e insegurança social em geral, com maior impacto para a população residente em regiões e zonas de alto risco e vulnerabilidade ambiental, onde o nível de insalubridade é muito mais grave .

2) Situação de insalubridade ambiental que repercute em outras crises como a crise econômica, a crise de insegurança social e a crise político-jurídica, etc., que estão enraizadas em um grave problema estrutural do sistema neoliberal que os governos por sua vez, o que não corresponde aos graves problemas vividos pela grande maioria da população.

3) A violação do mandato Constitucional da República expresso no art. 117 e 144 pelo Governo em todas as suas ordens primárias e secundárias, consoante prevaleçam os seus interesses mercantis, tornou-se uma prática quotidiana que já nos colocou numa situação de insuperável vulnerabilidade do Estado de Direito salvadorenho, atropelando os fundamentos dos direitos de pessoas.

4) Os referidos artigos expressam: art. 117 “É dever do Estado proteger os recursos naturais, bem como a biodiversidade e a integridade do meio ambiente, para garantir o desenvolvimento sustentável.

A proteção, conservação, uso racional, restauração ou substituição dos recursos naturais é declarada de interesse social, nos termos da LEI ”.

E arte. 144, obriga você a cumprir e fazer cumprir os acordos e tratados internacionais relativos ao meio ambiente salvadorenho.

Com esta ação destrutiva para o meio ambiente, o Governo também manipula a Lei Ambiental, Lei Florestal, Lei de Hidrocarbonetos, Lei de Prevenção e Mitigação de Desastres, Lei de Áreas Naturais Protegidas, AMSS e Lei de Desenvolvimento de Municípios e Gestão Territorial Entorno e Portarias Municipais relacionadas às Leis que estabelecem as áreas de máxima proteção ambiental.

Com esta ação destrutiva sobre o meio ambiente por parte do Governo, que atualmente se expressa em catástrofes de origem antrópica nas regiões mais vulneráveis ​​e de alto risco do país, especialmente na RMSS, o que constitui a violação do marco legal por parte do Executivo que sustenta sua responsabilidade de cometer um crime com violação das leis, ação que também está causando o crime de dano ambiental caracterizado no artigo 266 do Código Penal, contra o qual seus servidores públicos já deveriam estar respondendo à lei, em um imóvel de lei, conforme estabelecido nos artigos 235, 244 e 245 de nossa constituição.

c) Recomendações principais:

1) Desenhar e promover estratégias de reflorestamento que visem resgatar as bacias hidrográficas, da agonia a que as conduzimos. Estratégias que, para garantir maior sucesso em sua aplicação e resultados, devem vir acompanhadas da promoção de intensas campanhas de educação sobre a importância da proteção e cuidado por parte da população.

2) Promoção massiva de projetos de tratamento de esgoto, antes de serem lançados crus nos rios.

3) Promover projetos de reciclagem de resíduos sólidos, separando-os de casa, com a participação da população, a fim de levá-los ao estado de resíduo zero.

4) Regular a circulação de carros individuais, em dias e horas, aprimorando e priorizando o transporte coletivo.

5) A Lei de Hidrocarbonetos deve ser aplicada a automóveis, fábricas industriais e plantas geotérmicas, de forma a manter o controle efetivo sobre a emissão de smog fotoquímico.

6) Deve ser aplicada a Lei do Ambiente, Lei Florestal, etc. e elaborada a lei de ordenamento do território e ordenamento do território do país, que nos permita obter um controlo eficaz do ordenamento do território de forma técnica.

7) O abate indiscriminado de árvores no campo e na cidade deve ser definitivamente proibido.

Os responsáveis ​​pelo corte de árvores devem ser punidos, através da aplicação da Lei, como criminosos do sistema ecológico do país. Não importa se eram funcionários públicos do Governo.

8) Para que o governo possa gozar de solvência moral e jurídica na aplicação da Lei, deve assumir sua parcela de responsabilidade pelo nível de destruição causado ao país, indenizando as vítimas de desastres antrópicos.

Muito obrigado.
Miguel Ángel Alvarado.

Associação de Comunidades Afetadas pelo Anel Periférico, ACAPb. Membro da Associação de Comunidades Ambientais de El Salvador, ACAES.

San Salvador, 15 de agosto de 2006


Vídeo: DIAGNÓSTICO AMBIENTAL EIA EX POST DE CONSTRINSA (Junho 2022).


Comentários:

  1. Taylan

    Um amigo deu um link, muitas vezes não leio algo assim, mas não me arrependi aqui!

  2. Yozshusar

    Em vez disso, a informação útil

  3. Tepiltzin

    Você, trabalha, não tenha medo de nós, não vamos tocar em você. A melhor maneira de se livrar da tentação é sucumbir a ela... Não cave outro buraco você mesmo. A limitação das pessoas de mente estreita é copiada pelo número ilimitado delas! Apenas os ovos podem ser mais íngremes que as montanhas. Tudo deve estar em uma pessoa. (Patologista)

  4. Jubei

    Não posso participar agora da discussão - não há tempo livre. Serei livre - vou necessariamente escrever que acho.

  5. Yozshubei

    Ótimo, é uma coisa engraçada

  6. Dinar

    Sim, a qualidade provavelmente não é muito ... eu não vou olhar.



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