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Reciclagem de Plásticos

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Por Cristian Frers

Minimizar o volume e o peso dos resíduos é o primeiro passo para resolver o problema global dos mesmos. Toda gestão de Resíduos Sólidos Urbanos deve começar com a redução na origem.

Reciclado na fonte

Um dos problemas é que o acento deve ser colocado em como gerar cada vez menos resíduos, de qualquer natureza, como resíduos plásticos.

A redução na fonte refere-se diretamente ao design e à etapa de produção dos produtos, principalmente embalagens, antes de serem consumidos. É uma forma de conceber produtos com um novo critério ambiental; gerar menos resíduos. E isso se aplica a todas as matérias-primas: vidro, papel, papelão, alumínio e plásticos.


No caso desses últimos resíduos, a redução na fonte é de responsabilidade da indústria petroquímica (fabricante dos diferentes tipos de plásticos), da indústria de processamento (que leva esses plásticos para fabricar os diversos produtos finais), e de quem projeta os recipiente (empacotador).

Embora se possa dizer que o consumidor também tem boa parte da responsabilidade: nas gôndolas dos supermercados é ele quem tem o poder de escolher entre um produto que foi concebido com critério de redução na fonte e outro que desperdiça crua material e aumenta desnecessariamente o volume de resíduos.

Reduzir na fonte significa referir-se à pesquisa, desenvolvimento e produção de objetos utilizando menos recursos (matéria-prima). Daí seu nome porque se aplica à face produtiva. Ao usar menos matéria-prima, menos resíduos são produzidos e, além disso, os recursos naturais são melhor aproveitados.

Minimizar o volume e o peso dos resíduos é o primeiro passo para resolver o problema global dos mesmos. Todo gerenciamento de Resíduos Sólidos Urbanos deve começar com a redução na origem.

As principais vantagens da redução da fonte:

-Reduz a quantidade de resíduos; é melhor não produzir resíduos do que descobrir o que fazer com eles.
-Ajuda a não saturar os aterros sanitários rapidamente.
-Recursos naturais -energia e matérias-primas- e recursos financeiros são economizados
-A redução na fonte reduz a poluição e o efeito estufa. Requer menos energia para transportar materiais mais leves. Menos energia significa menos combustível queimado, o que, por sua vez, implica menos danos ao meio ambiente.

Estágios para reciclar plástico:


A) Recolha: Qualquer sistema de recolha diferenciado implementado assenta num princípio fundamental, que é a separação, em casa, dos resíduos em dois grupos básicos: resíduos orgânicos por um lado e resíduos inorgânicos por outro; No saco de lixo orgânico estariam os restos de comida e jardim, e no outro saco os metais, madeira, plásticos, vidro, alumínio. Essas duas sacolas serão colocadas na via pública e serão recolhidas de forma diferenciada, permitindo assim que sejam encaminhadas para suas respectivas formas de tratamento.

B) Centro de reciclagem: Aqui, os resíduos plásticos misturados compactados em fardos são recebidos e armazenados ao ar livre. Há limitações para armazenamento prolongado nessas condições, pois a radiação ultravioleta pode afetar a estrutura do material, por isso é aconselhável não deixar o material exposto por mais de três meses.

C) Classificação: Após o recebimento, os produtos são classificados por tipo de plástico e cor. Embora isso possa ser feito manualmente, tecnologias de classificação automática foram desenvolvidas e estão sendo usadas em países desenvolvidos. Este processo é facilitado se houver uma entrega diferenciada deste material, o que poderá ser feito com o apoio e promoção dos municípios.

Reciclagem Mecânica

A reciclagem mecânica é a mais difundida na opinião pública na Argentina, porém esse processo por si só é insuficiente para dar conta de todos os resíduos.
A reciclagem mecânica é um processo físico pelo qual o plástico (sucata) pós-consumo ou industrial é recuperado, permitindo seu posterior aproveitamento.

Os plásticos que são reciclados mecanicamente vêm de duas fontes principais:

-Os resíduos plásticos dos processos de fabricação, ou seja, os resíduos que ficam no pé da máquina, tanto na indústria petroquímica quanto no transformador. Esse tipo de resíduo é chamado de sucata. A sucata é mais fácil de reciclar porque é limpa e homogênea em sua composição, pois não se mistura com outros tipos de plásticos. Alguns processos de transformação (como termoformação) geram de 30 a 50% de sucata, que normalmente é reciclada.

-Os resíduos plásticos da massa de Resíduos Sólidos Urbanos (RSU).

Estes, por sua vez, são divididos em três classes:

A) Resíduos plásticos de tipo simples: aqueles de diferentes classes foram classificados e separados uns dos outros.
B) Resíduos mistos: os diferentes tipos de plásticos são misturados.
C) Resíduos plásticos misturados com outros resíduos: papel, papelão, metais.

Reciclagem Química

São diferentes processos pelos quais as moléculas do polímero são quebradas (quebradas) dando lugar novamente à matéria-prima básica que pode ser usada para fabricar novos plásticos.

A reciclagem química passou a ser desenvolvida pela indústria petroquímica com o objetivo de atingir as metas propostas de otimização de recursos e recuperação de resíduos. Alguns métodos de reciclagem química oferecem a vantagem de não ter que separar os tipos de resinas plásticas, ou seja, podem aproveitar a mistura de resíduos plásticos, reduzindo os custos de coleta e triagem. Dando origem a produtos finais de muito boa qualidade.

Principais processos existentes:

-Pirólise:
É a quebra de moléculas por aquecimento no vácuo. Esse processo gera hidrocarbonetos líquidos ou sólidos que podem ser processados ​​nas refinarias.


-Hidrogenação:
Neste caso, os plásticos são tratados com hidrogênio e calor. As cadeias poliméricas são quebradas e transformadas em um óleo sintético que pode ser usado em refinarias e fábricas de produtos químicos.

-Gaseificação:
Os plásticos são aquecidos com ar ou oxigênio. Assim, obtêm-se os seguintes gases de síntese: monóxido de carbono e hidrogênio, que podem ser utilizados para a produção de metanol ou amônia ou ainda como agentes para a produção de aço em fornos ventilados.

-Chemólise:
Este processo se aplica a poliésteres, poliuretanos, poliacetais e poliamidas. Requer altas quantidades separadas por tipo de resinas. Consiste na aplicação de processos solvolíticos como hidrólise, glicólise ou alcoólise para reciclar e transformá-los em seus monômeros básicos para repolimerização em novos plásticos.

-Metanólise:
É um processo de reciclagem avançado que consiste na aplicação de metanol ao PET. Este poliéster (PET), é decomposto em suas moléculas básicas, incluindo dimetiltereftalato e etilenoglicol, que podem então ser repolimerizadas para produzir resina virgem. Vários produtores de tereftalato de polietileno estão tentando desenvolver esse processo para uso em garrafas de bebidas gaseificadas. As experiências de empresas como Hoechst-Celanese, DuPont e Eastman mostraram que os monômeros resultantes da reciclagem química são puros o suficiente para serem reutilizados na fabricação de novas garrafas PET.

Esses processos têm custos e recursos diferentes. Alguns, como a quimólise e a metanólise, exigem resíduos de plástico separados por tipo de resina. Por outro lado, a pirólise permite a utilização de resíduos plásticos mistos.

Perspectivas de reciclagem química:

-A reciclagem química está hoje em estágio experimental avançado. Presumivelmente, nos próximos anos, pode se tornar uma ferramenta poderosa e moderna para o tratamento de resíduos plásticos. O sucesso dependerá do entendimento que puder ser estabelecido entre todos os atores da cadeia: petroquímicos, transformadores, grandes usuários, consumidores e municípios, para garantir a unidade de reciclagem e que a matéria-prima chegue a uma estação de tratamento.

-A sociedade deve estar preparada para tal mudança de tecnologia no tratamento de resíduos plásticos. Por sua vez, a indústria petroquímica está trabalhando na definição de especificações técnicas para garantir a qualidade dos produtos obtidos por meio da reciclagem química.

-Embora a reciclagem mecânica esteja em um estado mais avançado, só ela não é suficiente para resolver o problema dos resíduos. Não seria sensato desprezar qualquer outra forma de tratamento, por mais incipiente que seja. O que hoje parece distante pode se tornar uma realidade concreta nas próximas duas décadas. No caso dos plásticos, deve-se levar em conta que se trata de hidrocarbonetos, portanto, para um recurso não renovável como o petróleo, é especialmente importante desenvolver técnicas como a reciclagem química para gerar futuras fontes de recursos energéticos. Os plásticos pós-consumo de hoje podem ser vistos como os combustíveis ou matérias-primas de amanhã. Além disso, a reciclagem química contribuirá para a otimização e economia de recursos naturais ao reduzir o consumo de petróleo bruto para a indústria petroquímica.

-De todas as alternativas de recuperação, talvez nenhuma seja tão adaptada para plásticos como a reciclagem química. É muito provável que se torne a forma mais adequada de valorizar os resíduos plásticos, tanto domésticos como da sucata (pós-industrial), obtendo matéria-prima de qualidade idêntica à virgem. Isso contrasta com a reciclagem mecânica, em que nem sempre é possível garantir uma qualidade boa e consistente do produto final. A reciclagem química oferece possibilidades que resolvem as limitações da reciclagem mecânica, que exige grandes quantidades de resíduos plásticos limpos, separados e homogêneos para poder garantir a qualidade do produto final. Os resíduos plásticos domésticos são geralmente compostos de plásticos leves e pequenos, principalmente de embalagens, podem estar sujos e conter substâncias alimentícias. Tudo isso prejudica a qualidade final da reciclagem mecânica, já que se obtém um plástico mais pobre do que a resina virgem.

Portanto, os produtos feitos de plástico reciclado são direcionados para mercados finais de baixo preço. Ao contrário, a reciclagem química supera essas desvantagens, uma vez que não é necessário classificar os diferentes tipos de resinas plásticas dos resíduos. Nesse processo podem ser tratados de forma mista, reduzindo os custos de coleta e classificação. Além disso, leva a produtos finais de alta qualidade que garantem um mercado.

Qualquer estratégia abrangente de gestão de Resíduos Sólidos Urbanos deve prever e contemplar a possibilidade de reciclagem química. O tratamento de resíduos plásticos não pode ser resolvido unilateralmente por um ou outro processo, e as diferentes alternativas de reciclagem devem ser analisadas.

* Técnico Superior em Gestão Ambiental e Técnico Superior em Comunicação Social.
Tte. Gral. Juan D. Peron 2049 7º. "55"
(C1040AAE) Cidade Autônoma de Buenos Aires
República Argentina.


Vídeo: Reciclagem de plástico (Julho 2022).


Comentários:

  1. Mikarg

    Podemos dizer, esta exceção :)

  2. Daigore

    Baldezh, vamos lá

  3. Tobey

    Esta frase é simplesmente incomparável)

  4. Errando

    Jogo muito engraçado

  5. Westun

    Eu confirmo. Isso foi e comigo. Podemos nos comunicar sobre este tópico.

  6. Jarron

    É uma pena que eu não possa me expressar agora - é muito tomada. Voltarei - vou absolutamente expressar a opinião sobre esse assunto.

  7. Yoshakar

    Eu vou correr por minha conta e risco)))

  8. Wethrleah

    Uau, meus doces !!!!

  9. Kito

    Por quê?



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