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Desenvolvimento Humano Sustentável

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Por Galo Muñoz Arce

O desenvolvimento sustentável é um processo de mudança progressiva da qualidade de vida do ser humano, que o coloca como centro e sujeito primário do desenvolvimento, através do crescimento econômico com equidade social, da transformação dos métodos de produção e dos padrões de consumo que tem por base o equilíbrio ecológico e o suporte de vida da região.

Este processo implica o respeito pela diversidade étnica e cultural regional, nacional e local, bem como o fortalecimento e a plena participação do cidadão na convivência harmoniosa com a natureza, sem comprometer e garantir a qualidade de vida das gerações futuras.

O desenvolvimento local sustentável tem como foco a busca pela melhoria da qualidade de vida humana em nível local. É construído a partir do papel real das pessoas (famílias, crianças, produtores, organizações e instituições locais).

Para que o desenvolvimento local sustentável seja uma realidade, a comunidade deve traçar seus próprios objetivos e metas, confiar na força da própria comunidade, valorizar e afirmar a cultura junto com seus próprios saberes tradicionais e formas autônomas de convivência.

A cultura individualista de competição comercial, baixa autoestima, dependência política e econômica de instituições centrais e agentes externos, falta de confiança na capacidade de gestão da comunidade, estão entre outros obstáculos para alcançar o desenvolvimento local sustentável.

Autogestão e associatividade

A verdadeira liderança das pessoas e comunidades nos diferentes espaços e áreas é essencial para promover processos de desenvolvimento com efeitos ampliados na satisfação das necessidades. Nesse sentido, a autossuficiência é uma forma de interdependência eqüitativa que incentiva a participação nas decisões, a criatividade social, a autonomia política, a distribuição justa da riqueza e a tolerância com a diversidade de identidades.

A estratégia para o desenvolvimento local sustentável inclui a apropriação individual e comunitária dos problemas comuns, a criação de organizações de participação e consulta (acordo entre diferentes atores assumindo responsabilidades compartilhadas).

Também faz parte da estratégia a gestão conjunta dos recursos e sua utilização racional, bem como a promoção do exercício do poder local (caso seja em municípios, regimentos e distritos).

Os recursos para o desenvolvimento local são os de solo, vegetação, infraestrutura, indústrias, instituições, organizações locais, atividades econômicas do lugar e os profissionais que a comunidade possui ou a que tem acesso. Outros recursos importantes são experiências de gestão comunitária, bem como a capacidade de desenvolver uma cultura de poder local.

Os agentes que intervêm no processo são as instituições públicas existentes na comunidade, os autarcas, as comissões distritais, os professores, os líderes naturais da comunidade e os alunos. Além disso, sindicatos, sindicatos, organizações religiosas, ONGs existentes na área, cuja orientação está relacionada ao desenvolvimento comunitário sustentável.

Desenvolvimento e agroecologia

Não pode haver desenvolvimento em escala humana local em meio a sistemas agrícolas, sociais e econômicos depredados ou recursos naturais fundamentais em processo de extinção. A comunidade deve ser muito clara sobre o que é positivo e o que é negativo para o meio ambiente. Portanto, devem ser promovidas tecnologias que se ajustem às características de cada ecossistema, de forma a garantir a sustentabilidade dos recursos naturais para o futuro.

Uma comunidade que não defende seus recursos, nem zela pelo meio ambiente, não tem capacidade para liderar e melhorar sua economia e sua vida no curto, médio e longo prazo. Nesse sentido, as práticas agroecológicas são um elemento substancial na manutenção das condições ambientais de vida da comunidade, pois permitem a sustentabilidade dos mananciais, solos, flora e fauna; essencial para a sobrevivência das bacias e territórios comunitários.

Transformação das relações de gênero

A integração das mulheres na participação comunitária permite que elas conheçam e compartilhem com os homens as responsabilidades e experiências da comunidade na busca de alternativas para a solução de seus problemas, reafirmando sua autoestima.

O desenvolvimento comunitário incentiva a participação da mulher, porque hoje ela é a responsável pela reprodução familiar: a alimentação, o costume da cooperação, a solidariedade e a responsabilidade pelo lar. A gestão do desenvolvimento comunitário compartilhado permite que os homens reconheçam a igualdade e a capacidade das mulheres em um novo relacionamento não condicionado pelo sexo ou pela cultura de gênero. A emancipação da mulher, a mudança da identidade machista do homem e a paz e a cooperação no lar, permitem o desenvolvimento de valores comunitários e solidários.


Vídeo: Meio ambiente parte 1 - Sustentabilidade - Maratona de Atualidades (Julho 2022).


Comentários:

  1. Geraldo

    Sobre esse assunto, pode demorar muito tempo.

  2. Amen

    Tudo não tão simplesmente, como parece

  3. Fenrik

    Você não está certo. tenho certeza. Sugiro que discuta.

  4. Morold

    Não se engane a esse respeito.

  5. Alex

    Sim você tem talento :)

  6. Godric

    Desculpe por interferir ... estou familiarizado com esta situação. Você pode discutir. Escreva aqui ou em PM.



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