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LOBO (Canis Lupus) - Um antigo amigo do homem.

LOBO (Canis Lupus) - Um antigo amigo do homem.


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Por Dr. José Carlos Corbatta

Introdução

Quando eu aprendi sobre White Fang, fui particularmente atraído por lobos e cães nórdicos. Eu compartilhava do Apetite do Husky Siberiano, mas não esqueci as primeiras impressões sobre lobos coletadas desde a minha infância. O lobo era então: mau e feroz.

Os tempos mudam e hoje descubro que não é nem pior nem mais feroz que o ser humano, logo, devo ser justo diante da natureza e por isso prefiro os lobos.

Em meus 38 anos de vida não vi um lobo em liberdade, os que observei em zoológicos, têm olhares muito tristes e estão desnaturados em suas habilidades e potencial, quando os comparo com aqueles vistos em vídeos ou filmes. É uma pena, mas é a triste realidade. No entanto, estou feliz pelos grupos europeus que pretendem salvar o lobo de um destino cruel.

É verdade que o homem muitas vezes se apresenta como predador e irresponsável em seus apetites, por isso se parece com o lobo, é em parte um animal racional, mas o lobo nem nas histórias comia duas pessoas ao mesmo tempo, porque é inteligente tem instinto e existia antes do homem.

Desde tempos imemoriais, o lobo compartilhava pão (comida) com os homens. Este fato é uma aproximação da união comum. Hoje é preciso mais do que intenções para salvá-lo de um destino fatal.

É hora de ser consistente e aprender mais para melhor valorizar (supervalorizar) as outras manifestações de vida que habitam o planeta Terra. Por isso, parece prudente começar esta humilde coleção de material de lobo, com uma referência que liga o Lobo a São Francisco de Assis. Bem, é lógico que haja comunhão entre eles. O Santo era quem chamava os animais, simplesmente, de nossos irmãos mais novos.

Classificação científica:

Pertence à ordem dos Carnívoros e faz parte da família Canidae. Existem o lobo cinzento (Canis lupus) e o lobo vermelho (Canis rufus).

Conferência Internacional sobre o Lobo:

Conclusões da III Conferência Ecológica do Lobo Ibérico

Transcrevemos o material incorporado no site da CICONIA http://pagina.de/Ciconia e que trata, entre outros assuntos, do posicionamento do movimento ambientalista para a conservação do lobo ibérico.

A referida Conferência foi organizada pela CODA, em Moaña em 31 de outubro de 1997. Aqui estão as conclusões:

1.- Elaboração de curto prazo de censo estadual da população do LOBO, seguindo metodologia confiável e comprovada.

2.- Dada a atual falta de proteção em que se encontra o LOBO IBÉRICO em grande parte de sua distribuição, consideramos fundamental a inclusão desta espécie como? Vulnerável? dentro do Catálogo Nacional de Espécies Ameaçadas aprovado pelo Real Decreto 439/1990.

3.- Em aplicação dos artigos 31.1.be 33.1 da Lei 4/1989 sobre a Conservação dos Espaços Naturais e da Flora e Fauna Selvagens, a classificação do Lobo como? Vulnerável? implica a proibição estrita de autorizar a caça desta espécie em qualquer das suas formas.

4.- Nos termos do artigo 31.º 3 da citada Lei 4/1989, cada uma das diferentes Comunidades Autónomas que possuam populações de LOBO IBÉRICO deve aprovar o respectivo Plano de Conservação o mais cedo possível, após submetê-lo a período de exposição pública.

5.- Este Plano deve incluir, pelo menos:

5.1. A compensação econômica necessária pelos danos que a espécie possa causar. Para isso, é necessário estabelecer métodos compensatórios adequados à realidade de cada território.

5,2 A preparação anual do inventário da população de lobos em cada Comunidade Autónoma, estabelecendo as medidas conservadoras adequadas às particularidades de cada população.

5.3 A implementação de planos de recuperação para os núcleos vestigiais de lobo existentes a sul do Rio Douro, em conformidade com a Directiva Habitats. Por outro lado, tomar medidas para a conservação das populações frágeis assentadas em ambientes humanizados e com especial consideração na periferia da área de distribuição ibérica.

5,4 Monitoramento de áreas de wolfhound e aplicação de medidas que levem à erradicação de qualquer ação que possa comprometer sua conservação, como a realização de combates contra o LOBO, captura de filhotes em tocas, uso de métodos não seletivos como venenos, amarras e armadilhas, etc.

5.5. Um programa de gestão no qual as diretrizes são elaboradas para enquadrar as medidas de controle das populações de lobos. Este controle só deve ser realizado por técnicos e creche especializada.

5,6. Adoção de medidas preventivas a fim de evitar e / ou minimizar a existência de danos causados ​​ou atribuídos ao LOBO. Isso é especialmente importante em relação ao controle de cães errantes, ferozes ou ferozes, bem como a melhoria do habitat e dos sistemas de proteção e manejo do gado.

5.7. A implementação de medidas educativas e de sensibilização cultural, que permitam superar os atuais sentimentos negativos em relação ao LOBO, predominantes na grande maioria das populações humanas existentes na área de distribuição do LOBO IBÉRICO.

6.- Dado que o IBERIAN WOLF tem uma área de distribuição partilhada por múltiplas Comunidades Autónomas, para além de Portugal, instamos o Ministério do Ambiente a elaborar um Plano de Coordenação que coordene os diferentes Planos Autónomas a nível estadual (em aplicação dos Artigo 81º do Real Decreto 439/1990) e coordenando-os com os instituídos por Portugal.

7.- Um dos maiores perigos que o WOLF enfrenta atualmente é a fragmentação e isolamento de suas populações devido ao efeito de barreira de certas infraestruturas como rodovias, trilhos de trem, cercas de caça, etc. Para evitar tal fragmentação, propomos as seguintes medidas:

7.1 Evitar ao máximo, principalmente através da busca por rotas menos impactantes, a construção de novas vias de comunicação que cruzem as populações de lobos e que possam levar à sua fragmentação previsivelmente. Em sua construção, devem ser incluídas medidas corretivas como providências específicas para fauna e cercas de proteção, bem como sua manutenção.

7.2. Fazer cumprir os regulamentos em vigor a nível estadual (Lei 4/1989) e desenvolvê-los a nível regional em relação à instalação de novas cercas de caça.

7.3. Abertura de? Passos? nas cercas de caça existentes que permitem a passagem de lobos.

7.4.Estabelecer medidas preventivas de mortalidade de fauna em canais de desvio de infraestruturas hidráulicas.

8.- Devido à grande incidência que as diferentes causas de mortalidade não natural do WOLF têm na conservação da espécie, é necessário tomar as seguintes medidas:

*** Cumprimento da estrita proibição da utilização de todos os métodos de caça não seletivos constantes do Anexo III do Real Decreto 1095/1989 (armadilhas, laços, armadilhas, etc.). Para tal, é imprescindível a não concessão de autorizações excepcionais pelas Comunidades Autónomas.

*** Acompanhamento de todas as caçadas e caçadas realizadas na área de distribuição do WOLF, através do auxílio do viveiro e da Guarda Civil que alertam sobre a existência de lobos e a proibição estrita de sua caça, principalmente nas populações localizadas ao sul do Rio Douro.

9.- Incluir como Zonas Especiais de Conservação na rede Natura 2.000 as áreas de distribuição do LOBO ao sul do Rio Douro. É imprescindível realizar com urgência um plano de recuperação do WOLF nestas áreas, principalmente na Serra Morena e na Serra de San Pedro, considerando a possibilidade da sua reintrodução.

10.- Deve ser consolidada a investigação sobre o WOLF, com atenção prioritária para a definição da sua situação genética na Península Ibérica, o papel biológico que desempenha

em cada região, as melhorias de seu habitat e a dinâmica de ocupação de sua área, além de conhecer sua singularidade biológica.

11.- Dada a necessidade de contar com pessoal especializado em tudo o que se relaciona com a conservação do LOBO IBÉRICO, é necessário dar início a medidas visando a formação do viveiro atualmente existente em áreas de cães-lobo. A formação deste viveiro, bem como de outro pessoal específico, deve centrar-se em aspectos como monitorizar as populações WOLF, identificar danos causados ​​por esta espécie, etc.

12.- Para evitar os múltiplos danos causados ​​por cães errantes e ferozes, recomenda-se evitar a sua existência.

13.- Dada a situação atual da caça ilegal de LOBOS em todas as áreas de distribuição, recomenda-se aumentar o valor econômico das sanções contra a caça furtiva e a supressão imediata da caça com fins comerciais (leilões).

14.- Como nos demais casos, requerer o cumprimento da normativa de acesso à informação ambiental relativa à gestão do LOBO.

Bibliografia consultada:

"Parasitic Diseases of Wild Mammals" por J. W. Davis e R. C Anderson Ed. Acribia.

"Reprodução de animais" por Aristóteles Ed. Clásica Gredos.

"A Bíblia latino-americana" Ed. San Pablo.

"Encyclopedia of the dog" Salvat Editores, S. A.

"Você tem que uivar como lobos", de Virtus B. Dröscher Sudamericana Planeta.

"Poemas selecionados" de Rubén Darío Universal Classics Edicomunicación S. A.

"Parallel Lives" do Plutarco Classics Universal Planet.

"Ecologia segundo Leonardo" por José Carlos Corbatta Ed. Independente.

"Zoológico de Barcelona - Museu de Zoologia" Barcelona, ​​Espanha.

Conferência "Conclusões da III Conferência Ecológica do Lobo Ibérico" organizada pela CODA, em Moaña a 31 de outubro de 1997. Ver: CICONIA http://pagina.de/Ciconia

* Dr. José Carlos Corbatta
[email protected]
Advogado. Professor, ministra cursos e seminários.
Autor do livro "Ecologia segundo Leonardo". E.I.A.


Vídeo: Lobo, o melhor amigo do homem? (Junho 2022).


Comentários:

  1. Mac An T-Saoir

    Definitely the perfect answer

  2. Kitilar

    Em algum lugar eu já notei um tópico semelhante oh bem

  3. Efran

    Ótima pergunta

  4. Taugal

    Gostei de tudo, só que se dessem mais dinheiro para a palestra ou fizessem um concurso, seria ótimo.



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