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Despejo das Populações RIBMA para o Posicionamento de seus Recursos Naturais

Despejo das Populações RIBMA para o Posicionamento de seus Recursos Naturais


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Por * Coletivo CIARS

Crônica dos argumentos históricos e preparativos para um despejo mais que anunciado das populações assentadas na RIBMA para o posicionamento geoestratégico e geopolítico de seus recursos naturais no nível da bacia

JANEIRO DE 1998.- O Governo dos Estados Unidos lança um programa de aquisição de bancos genéticos em países megadiversos, mas também com o objetivo de consolidar a sua presença em outras áreas e áreas. Trata-se do programa ICBG (Grupos de Cooperação Internacional para a Biodiversidade) que estabelece que todos os seus projetos executivos (invariavelmente dirigidos e administrados pelos Institutos de Saúde e do Serviço de Relações Exteriores da Agricultura e patrocinados pela agência USAID), todas dependências dos Estados Unidos governo) "Eles buscarão propostas para a construção de relações institucionais relacionadas com os países em desenvolvimento que continuem a crescer além da vigência deste Programa e sirvam como modelos eficazes para desenvolver outras relações semelhantes."
Não é deste programa, certamente, que nasceu a ideia de “expandir e ocupar outros setores” ou será gerada a sua aplicação. O Programa ICBG é apenas um instrumento entre muitos outros -OMC, NAFTA, ALCA, PPP, CBM, Luta contra o terrorismo-tráfico de drogas, liberação-desregulamentação, etc.- que Washington possui e mantém em uma questão mais ampla do que a da biodiversidade e cujas ramificações decorrem de um plano / projeto de base centenário de interesse geoestratégico e geopolítico para a sua segurança / estabilidade nos próximos anos e num contexto de consolidação / disputa de blocos comerciais (Estados Unidos, União Europeia e Bacia do Pacífico) pela hegemonia da recursos biosféricos.

MAIO.- O chefe da missão norte-americana de aviões a turbina enviada pelo governador George Bush Jr. para apagar incêndios nas reservas de Ocote e Chimalapas (cuja fumaça estava colocando em risco a saúde dos texanos), o mexicano-americano Lorenzo García, chefe da o Serviço Florestal do governo dos Estados Unidos no Parque San Bernardino na Califórnia, comunica a Miguel Ángel García (Madereas del Pueblo e na época em Chimalapas) que os incêndios que viu (todos com a mesma intensidade e na mesma amplitude de latitude ) só poderia ter se originado pelo que ele chamou de uma velha arma usada pelo Exército dos Estados Unidos no Vietnã: bombas incendiárias de pin-pon, pequenas bombas que, quando lançadas de um helicóptero, incendiaram o local, mas quicaram quatro ou cinco vezes mais se reproduzindo o mesmo efeito, os mesmos que são usados ​​hoje pelo Serviço Florestal dos Estados Unidos para a criação de firewalls

1999

JULHO.- Conforme anunciou a Profepa em maio, de 15 a 30 de julho, oito mil soldados do Exército mexicano entram nos Montes Azules, supostamente para reflorestar a área, com cerca de oito milhões de árvores e plantas (sic). Porém, o então subsecretário de recursos naturais da Semarnap Víctor Villalobos (e que hoje é de Sagarpa na área de promoção e defesa de organismos transgênicos) declarou um mês depois que:
“... a presença do Exército deveu-se provavelmente à execução de outros programas como vigilância e combate a invasões de áreas protegidas”.

2000

MAIO.- Conservation International México e WWF, entre outros, denunciam em página inteira no jornal La Jornada que ocorreram 170 incêndios na Selva Lacandon e dez mil hectares queimados em sua Reserva (Montes Azules), culpando isso os indígenas se instalaram na área exigindo do Presidente e do Governador Albores todos os meios necessários para o despejo imediato e realocação dessas populações. O governo federal decidiu então que enviaria o PFP para a área, e assim fez, mas um mês depois o partido oficial perdeu a eleição presidencial, a maioria do Congresso e, um mês depois, o governo do Estado de Chiapas, então havia que retirar aquelas forças que já haviam tomado posições.
A propósito, os incêndios relatados eram inexistentes

JUNHO.- Pulsar / USAID / Conservation International México (sic) / e Ecosur concorrem para esvaziar através da edição de um C.D. que se chamará: Tesouro da Selva Lacandona, dados e considerações que mostram a necessidade de realização das ações que demandam (despejo-realocação-reconcentração), passando a constatar que Montes Azules é a mata-mãe e sustentáculo dos cinco Selvas maias (Campeche - Quintana Roo - Belize - Guatemala) e também as mais ricas como bacia e banco de biodiversidade genética (especialmente, diz ele, a riquíssima área de Las Lagunas, a noroeste da RIBMA), concluindo com uma recomendação ao uso do Exército para desalojar os assentamentos que o atacam (exceto os caribes, todos os demais, diz o disco).

2001

ABRIL.- A edição em C.D. está finalmente pronta. (e chega em caixinhas à Ecosur para distribuição) embora só no final de setembro seja tornado público

ABRIL.- A Conservation International de México convoca várias ONGs ambientais relacionadas, entre outras: Arturo Warman de "Espacios Naturales", "Merolek" de Pablo Muench e Felipe Villagrán, assessor da subcomunidade (sic) Nueva Palestina denunciada como paramilitar, " Conserva "por Marta Orantes (ex-esposa de René Gómez-Oficial ARIC), Porfirio Camacho, assessor da subcomunidade Corozal (sic), o Comissariado do Caribe por sua vez, Jaime Magdaleno (atual subunidade de Desenvolvimento Florestal do Estado e candidato ativo para o despejo da RIBMA), o representante da USAID, e pessoas do mesmo laya, no Hotel Arecas Gran Turismo (Tuxtla) para dar continuidade ao processo de construção do plano denominado “Plano Estratégico da Selva Lacandona” financiado e definido nas suas bases pela USAID, cujo objetivo formal é a conservação (sem índios) da Floresta, e claro, sem mencionar as finalidades / objetivos geoestratégicos reais, diretos e colaterais.
Além disso, nesse encontro eles mostraram o sistema de informação geográfica que a Conservation International de México tem (doado pela USAID) baseado em imagens de satélite fornecidas pela NASA com um zoom de até 10 x 10 metros (deram um exemplo da cidade de Nueva Palestina onde tiraram, do satélite, o pátio de uma casa podendo observar as panelas e uma senhora totalmente identificável). Eles também mostraram o avião que possuem (etiquetado com o logotipo da USAID), seu sistema de fotografia digital (também doado pela USAID) e as rotas de vôo para monitorar toda a Selva Lacandon (não apenas o RIBMA e os comuns do Caribe), observando em passando que, pelo menos, fazem um voo semanal sobre a área de acordo com as condições meteorológicas.

SETEMBRO.- No dia 12, com dados (mapas e fotografias) fornecidos pela Conservation International México (CIM) / USAID (obtidos da câmera digital fixa do avião que a CIM-USAID mantém na área), o comissário caribenho por sua vez denuncia novos assentamentos-clareiras na RIBMA e pede ao governador Pablo Salazar o despejo pelo Exército de todos os assentamentos irregulares dentro de seu ejido comunal, embora, por enquanto, ele diga que eles veriam como um ato de boa vontade do governador que desalojassem assentamentos na área de Lagunas (El Ocotal, El Suspiro e Ojos Azules, onde atua a Conservation International México).
A forma jurídica em que esta denúncia foi traduzida foi: o PGJ reativa as denúncias criminais fundadas em 1998 pelo então delegado da Semarnap no Estado, Pablo Muench (hoje chefe da área de ecologia do governo estadual) agregando-as aos novos fatos e aldeias apresentado pelo comissário caribenho;

SETEMBRO.- No final deste mês, pessoal norte-americano é reintroduzido na área de Las Lagunas (noroeste da RIBMA) carregando material e equipamentos para mergulho em reboques (pelo que se pôde observar). Eles extraem amostras de lama, pedras e organismos. Eles haviam deixado a área nas primeiras semanas de janeiro de 1994. O Exército mexicano, que mantém um acampamento ali, protege suas atividades;

OUTUBRO.- Uma delegação de diplomatas estadunidenses (composta pelo adido militar, o encarregado dos assuntos econômico-comerciais e o encarregado dos assuntos políticos da embaixada de seu país no México) viaja da Cidade do México aos Montes Azules e entrevista com Ignacio March (Diretor do Escritório de Conservação Internacional de Chiapas). Essa viagem se realiza justamente nos dias em que o presidente Vicente Fox viaja a Nova York e oferece ao President Bus, do México, quaisquer que sejam suas ordens e disposições de misericórdia;

OUTUBRO.- Da área de Las Lagunas, em Montes Azules, o responsável pela área econômico-comercial da embaixada dos Estados Unidos da América viaja a San Cristóbal de Las Casas para entrevistar o Compitch sobre o que March disse à delegação Esta organização se opôs à bioprospecção em Chiapas com base no sistema de patentes: "Venho em nome do meu governo e de nossas empresas, queremos fazer bioprospecção em La Selva Lacandona, mas também estamos interessados ​​em fazê-lo em Chiapas e em todo o mundo; nosso interesse em tudo isso é basicamente comercial, e para nós é de interesse estratégico: Alemanha e França têm a biotecnologia para aproveitar esse tesouro; aqui estão 15 mil das 30 mil variedades de plantas que existem e o mundo, porque precisa de remédios ";

NOVEMBRO.- No início deste mês, a delegação da embaixada dos Estados Unidos retorna a Chiapas para se reunir com altos funcionários do governo estadual e da delegação federal na área. Reuniões exaustivas, afirmam os informantes, onde o questionário sobre as atividades do EZLN e de La Selva foi particularmente insistente e pródigo. Medir a possibilidade de colocar um governador militar no lugar do atual (dados ao contrário) também foi algo que, aparentemente, estava em cima da mesa;

NOVEMBRO.- Com o impulso e promoção do governo dos Estados Unidos, o México consegue no segundo turno (contra a República Dominicana) uma cadeira no Conselho de Segurança das Nações Unidas.
"O órgão das Nações Unidas cuja responsabilidade principal é a manutenção da paz e da segurança é o Conselho de Segurança. De acordo com a Carta (fundação deste Conselho), todos os Membros das Nações Unidas concordam em aceitar e executar as decisões da Segurança Conselho. Este é o único órgão das Nações Unidas cujas decisões os Estados Membros, de acordo com a Carta, são obrigados a cumprir. Os outros órgãos das Nações Unidas apenas fazem recomendações. "Quando uma disputa leva a hostilidades, a principal preocupação do Conselho é para acabar com eles o mais rápido possível. Para evitar a escalada das hostilidades, o Conselho pode estabelecer diretrizes de cessar-fogo. Em apoio ao processo de paz, o Conselho pode enviar observadores militares ou uma força de manutenção da paz
em uma zona de conflito. "De acordo com a Carta, o Conselho de Segurança tem a responsabilidade
essencial para manter a paz e a segurança internacionais. ”Site do Conselho de Segurança;

NOVEMBRO.- No final deste mês, The Angeles Times e The Houston Chronicle publicam suplementos especiais sobre os Montes Azules relatando com grande alarme que a maior devastação da floresta do Alasca ao Panamá ocorre precisamente na reserva dos Montes Azules e a culpa é deles. assentamentos de camponeses na área, sendo a única solução despejá-los e realocá-los. O tratamento que se dá ao assunto é questão de segurança regional, mostrando imagens de mata caída sobre mata nua;

NOVEMBRO.- No final do mês, o Congresso da União reforma o LGEEPA para apresentar as propostas que Semarnat lhe apresentará em setembro:
1. Transferir a administração e gestão das ANP's para a iniciativa privada (ONGs conservacionistas com alto financiamento / receita);
2. Arrecadação / empresa privada pelos serviços ambientais prestados;
Entre os patrocinadores dessas "ricas" ONGs ambientais que são candidatas a "adotar" um ANP (e que provavelmente se encontraram apoiando esse projeto) estão: Bimbo (que também patrocina a feira anual de armas na Argentina), Ford, AHMSA, Nestlé e PEMEX. E essas ONGs mimadas de grande capital são chamadas por Semarnat eufemisticamente, mas intencionalmente de "sociedade civil".
Provavelmente, como foi dito na época, essa reforma será capitalizada pelas multinacionais financiadoras das ricas ONGs para fazer uma maquiagem de mídia verde, mas também, é claro, com recursos muito lucrativos no médio prazo.

DEZEMBRO.- No dia 10 é publicado no Diário Oficial da Federação o Decreto de reassentamento-indenização a todos os assentamentos irregulares localizados em Áreas Naturais Protegidas do país, com prioridade expressa sobre a Reserva Integral da Biosfera dos Montes Azules que , Nota-se que possui um pool gênico de alto valor potencial produtivo;

DEZEMBRO.- Após várias viagens pós-torres gêmeas a Washington para discutir, dizem, questões privadas da agenda bilateral em matéria de segurança e luta contra o terrorismo, o até então Coordenador de Segurança Nacional, Adolfo Aguilar Zinzer, retorna ao México, apenas dar uma entrevista coletiva na companhia do Procurador-Geral da República e do Secretário de Meio Ambiente Víctor Lichtinguer, na qual, usando o termo "terrorismo" como eixo de seu discurso, declarou que o desmatamento é uma atividade ainda mais grave e criminoso que o narcotráfico ou sequestro retire literalmente território da Nação, e que os autores desses crimes também se refugiem nas florestas do país onde só a lei dita, constituindo verdadeiras atividades terroristas para as quais, acrescenta, já têm 9 regiões foram identificados (que ele não quis citar) onde o estado em breve implantará sua força em escala militar (sic); de certa forma, ele disse, uma operação de guerra. Dias depois, é claro, ele voltou a Washington;

DEZEMBRO.- Em reportagem publicada dia 25 (jornal El Universal), o dono da PROFEPA (Ignacio Campillo), não guardando mais os formulários, descobre esses nove pontos de elevada ingovernabilidade e alerta:
“Em breve o exército entrará nas áreas naturais protegidas altamente ingovernáveis ​​para eliminar o crime organizado que aí se refugia e colocar ordem nessas áreas de imensa riqueza natural, permanecendo nessas áreas para evitar que sejam retomadas e assim também garantir a segurança. à iniciativa privada que deseja investir ". “Montes Azules, os Chimalapas (corredor transistmico) e o Vizcaíno
(Península da Baja Califórnia) foram escolhidas como as regiões com a maior prioridade para restaurar a ordem e o estado de direito nelas. "" É uma questão, disse ele, de fornecer segurança a investidores potenciais e não parecer mal ao presidente Fox que espera uma ação visível em favor do meio ambiente. "

DEZEMBRO.- A Semarnat empreenderá a partir de janeiro de 2002 em Chiapas a execução de um programa denominado vedação das fronteiras à extração de madeira, cujo objetivo é reduzir o desmatamento que, segundo dados do mesmo órgão, no Estado atinge um 60%;

DEZEMBRO.- O Exército instala um novo posto de controle em Chiapas: a poucos metros de Taniperla, na margem noroeste da Reserva, por aquelas lagoas de grande interesse;

DEZEMBRO.- Funcionários da USAID entram em Chajul, município de El Quiché, na Guatemala, para resolver o conflito intercomunitário na área (embora ninguém os tenha chamado), para coletar amostras de flora e fauna e fazer um diagnóstico geral da área, segundo aos aldeões diga que aqueles senhores lhes contaram.

2002

JANEIRO.- A ONU declara 2002 "o ano das montanhas";

JANEIRO.- A ex-secretária de Meio Ambiente Julia Carabias Lillo, com forte interesse na área de Chajul (Município Autônomo de Tierra y Libertad), canalizada por meio de sua ONG CEIBA, criada no início de 2001), alerta, no dia 2 (comunicado oficial da UNAM), sobre o alarmante desmatamento no país e a necessidade de aplicação irrestrita da lei, denunciando a prevalência de critérios sociais sobre critérios ambientais no momento de tramitação de agentes do ministério público de Chiapas na integração das investigações;

JANEIRO.- USAID e Conservation International entram em Petén para propor às comunidades da região um projeto ICBG (uso e conservação da biodiversidade);

JANEIRO.- O nome e conteúdo do projeto “Selva Lacandona” da Conservation International México / USAID são “atualizados” para se tornarem “Projeto Selva Maya”, já na lógica geoestratégica / pós-torres gêmeas operacional dos Planos Regionais;

JANEIRO.- O Exército ingressa na comunidade de base de apoio zapatista Laguna el Suspiro, na área das lagoas - porção noroeste da Reserva - acompanhando autoridades federais que intimidam a população a partir em troca de apoio. Os funcionários os avisam que retornarão, mas em breve e por via aérea, se não concordarem em partir;

JANEIRO.- Semarnat informa que apenas 10% do desmatamento corresponde a incêndios florestais sazonais e que 60% do desmatamento em Chiapas não se deve à extração de madeira para fins comerciais, mas à mudança no uso da terra que transportam nossas populações camponesas e que no caso da Selva Lacandona essa derrubada é causada por grupos de invasores. Por sua vez, na segunda-feira, 28 de janeiro, o levante Cuarto Poder (diário de Chiapas) anunciou um ponto importante na política de reassentamento dos grupos que chama de invasores: “Aos que se assentaram há 30 ou 40 anos será oferecida alternativa de manejo, mas todos aqueles que entraram para invadir após o decreto (de criação) da (Reserva Integral da Biosfera) da Floresta Lacandona (sic), serão realocados e esta realocação será no sentido oposto ao da entrada desses grupos, ou seja, se vêm de Guerrero, vão voltar para Guerrero, se vierem de Tila vão voltar para Tila ”. “Até o momento, 80% desses assentamentos já foram notificados (o que, segundo isso, incluiria os municípios autônomos).” "Até o momento, há 30 reclamações da comissão de propriedade comunal (Margarito Chan Kayún) que apoiará essas ações iminentes."
No entanto, acrescenta a nota, “a delegação estadual da Profepa denuncia que a Sepi e a Secretaria de Governo do Estado viciaram o processo na Mesa Ambiental, por reivindicarem os interesses desses grupos de invasores”;

JANEIRO.- Por decreto, desaparece o gabinete do Coordenador de Segurança Nacional (ou melhor, efetua-se a sua transferência geopolítica para Nova York, onde seu chefe, Adolfo Aguilar Zínzer, passará a representar o México perante o Conselho de Segurança com pretexto / eixo principal da agenda internacional do México / Washington a questão do meio ambiente / florestas / água);

JANEIRO.- Previamente à votação no plenário da Comissão Permanente do Congresso da União, no dia 17, data em que Adolfo Aguilar Zínzer foi ratificado como representante do México perante o Conselho de Segurança da ONU, a Comissão de Senadores que deliberou sobre a sua proposta de cargo, destacou: “É preocupação dos membros da Comissão que o documento (protocolo de exposição de motivos do candidato ao cargo) não inclua o princípio da não intervenção”.

JANEIRO.- O presidente e diretor geral da Conservação Internacional, Peter A. Seligmann, alertou em entrevista coletiva organizada pela Concamin que a deterioração geral da Floresta Lacandona é grave e propôs uma aliança entre governo e setor privado para enfrentá-la. Ele também anunciou que sua organização pretende instalar uma estação de monitoramento ambiental no local.
Disse, porém, que as comunidades indígenas deveriam ser reconhecidas como donas da riqueza biológica existente nas áreas naturais protegidas (ele se referia aos caribes, certamente).

FEVEREIRO.- O Diretor da Comissão Nacional de Áreas Naturais Protegidas, Ernesto Enkerlin, manifesta em diversos fóruns que está recebendo forte pressão de várias ONGs ambientais internacionais, como a Conservation International, que colocam em risco os fundos da ANP e estão em vias de ultrapassá-lo;

FEVEREIRO.- Na quinta-feira, 21 membros da ARIC-Independiente sequestram os membros do Grupo Operacional das Mesas Ambientais do ejido de Santa Elena e os libertam no sábado. Mas antes que a delegação do governo vá embora, Rubén Velásquez, secretário de Desenvolvimento Rural, se dirige a Francisco Mendoza "Chico", o comitê agrário, e o ameaça: "Chico: ele não está mais incomodando o povo"

FEVEREIRO.- No sábado, 23, as autoridades do Município Autônomo Ricardo Flores Magón denunciaram perante a opinião pública a história dos falsos Lacandones e a dotação do latifúndio que Echeverría - Velasco Suárez lhes deu maliciosamente, a tentativa de despejo e o comércio transnacional interesses que estão por trás desta ação. É publicado na terça-feira, 26;

MARÇO.- Na quarta-feira 6, ao saber que o comissário Luis H. Alvarez (em visita do Estado aos integrantes da Cocopa) da tentativa federal-ambiental de expulsar 17 aldeias da RIBMA, expressou seu desacordo, chamando-o absurdo e desestabilizando esta possibilidade ao agregar aos meios de comunicação, a propósito deste tema, que existem riscos de ações violentas (no que se refere a possíveis despejos) que poderiam reativar o conflito, colocando em risco o diálogo;

MARÇO.- Na sexta-feira 8 publicam-se as declarações (Diario de Chiapas) do delegado da Profepa em Chiapas, Hernán Alfonso León, onde "afirma" que a denúncia (denúncia) lançada pelo município autônomo Ricardo Flores Magón é falsa porque, ele diz: Não será sobre despejos, mas sobre a realocação de populações para suas aldeias de origem. Que as populações "invasoras" não são indígenas pobres, mas sim, têm terras e gado em seus locais de origem e têm sido apoiadas por programas governamentais. Mas oferece uma saída: as aldeias não serão realocadas que (antes das ações de despejo-realocação) demonstrem que têm direitos adquiridos há muito tempo e que não foram injustamente reconhecidos (e claro, na opinião da autoridade que já decidiu a sua transferência de despejo).
Os assentamentos irregulares têm sido, acrescenta, mal assessorados por grupos sociais e ambientais (sem indicar quais, isto é, atira a pedra mas esconde a mão).
Caso haja alguma dúvida sobre a área a intervir, ele lembra que todos os municípios da zona núcleo, cujo perímetro, diz ele, mede cerca de 600 mil hectares (quase o dobro da RIBMA), terão que ser submetidos a mecanismos ambientais de gestão de suas terras, mesmo que não estejam sob jurisdição federal como a RIBMA. Em suma, não orgulho, mas impunidade dá para declarar isso e muito mais.

MARÇO.- A Profepa afirma que a Diretoria de Meio Ambiente já concordou com as ações de despejo e realocação dos assentamentos na RIBMA, no que se lê como um aparente acordo e superação das divergências entre os membros daquela instância (talvez um sério tapa do governo o pulso pelas ações da ARIC uma semana antes) ou como um madrugador da ala dura (Semarnat, Profepa, RIBMA, Ministério do Desenvolvimento Rural) ainda a ser negado.

MARÇO.- Na quarta-feira 13, a Comissão de Florestas e Selva do Legislativo local (de Chiapas) apresentou ao Plenário para sua aprovação o parecer do projeto de lei apresentado dias atrás pelo governador Pablo Salazar que impõe severas sanções a quem derrubar ou queimar árvores no Estado;

MARÇO.- (transcrição do comunicado da Conafor, 1º de março, Zapopan, Jalisco) “De 12 a 15 de março acontecerá na cidade de Nova York o II Fórum das Nações Unidas sobre Florestas (UNFF). O Diretor Geral da Comissão Nacional de Florestas (CONAFOR), estarão presentes o Ing. Alberto Cárdenas Jiménez, e o Licenciado José Manuel Bulás, Chefe da Unidade de Cooperação e Financiamento da mesma organização, como parte da delegação que representará o México. “Este fórum visa promover a gestão, a conservação e desenvolvimento sustentável de todos os tipos de florestas; reforçar os compromissos políticos adquiridos nesta matéria.
(Quais? Quando? Com ​​quem?); .. "Neste encontro internacional, a CONAFOR apresentará suas principais estratégias e linhas de ação para alcançar o desenvolvimento florestal sustentável no México.
“Da mesma forma, tendo sido declarado pelo Presidente da República, Lic. Vicente Fox Quesada, a questão florestal como questão de segurança nacional pelos impactos, benefícios, bens e serviços que proporciona, o chefe da CONAFOR proporá neste cenário , perante representantes de 188 países das Nações Unidas, que as florestas são consideradas matéria de segurança internacional.
“O trabalho do II Fórum das Nações Unidas sobre Florestas terá como foco cinco temas fundamentais: Luta contra o desmatamento e degradação florestal; Conservação florestal; Proteção de tipos semelhantes de florestas e ecossistemas frágeis; Reabilitação e restauração de terras degradadas, bem como a Proteção da natureza e plantando árvores para as florestas.
“Da delegação mexicana que comparecerá ao UNFF também estão representantes do Ministério do Meio Ambiente e Recursos Naturais (SEMARNAT), do Ministério das Relações Exteriores e do Ministério da Economia.
“Cabe destacar que o UNFF foi instituído em 18 de outubro de 2000, pelo Conselho Econômico e Social (ECOSOC), um dos seis principais órgãos das Nações Unidas.
“O ECOSOC também coordena o trabalho das agências especializadas das Nações Unidas, todos os seus programas e fundos, entre outras ações”.
"2002, ANO INTERNACIONAL DAS MONTANHAS"

EVENTOS COLATERAIS INTERNACIONAIS

2001

AGOSTO.- Em Salta, norte da Argentina e em terreno semi-seco mas acidentado, 1.200 militares são 200 americanos, 60% argentinos e o restante com tropas dos países da região (Bolívia, Brasil, Chile, Equador, Paraguai, Peru e Uruguai) realizam exercícios militares conjuntos chamados Cabañas 2001. É impressionante, dizem os jornais-testemunhas locais, que os militares estejam usando uniformes adequados para se camuflar na selva. A luta, diz Stella Callón, do jornal argentino Le Monde diplomatique em sua edição de setembro, é planejada contra adversários ... que sobrevivem em ambientes montanhosos. Essas e outras manobras compõem um desenho estratégico da política externa de Washington com base na contra-insurgência e definida por uma ideia de segurança com fronteiras imprecisas. Fala-se da luta contra o narcotráfico e o terrorismo. A essência é garantir o controle regional, por zonas, independentemente das fronteiras nacionais. A ALCA é o que estaria na base de todo esse desdobramento.
Na Argentina, por exemplo, os Estados Unidos estão em processo de ocupação de três bases militares (já concedidas): na Antártica (Chubut), no litoral centro-atlântico (coração industrial-Delta do Paraná) e no norte (Jump). Nesse contexto, é claro, acrescenta Luis Bilbao, redator-chefe do mesmo jornal, que Washington está preparando um dispositivo bélico hemisférico.
Um documento oficial dos Estados Unidos (1997) especifica que, na esfera militar, entre seus principais interesses está: ..para evitar que potências hostis ganhem influência na região .. uma vez que os interesses dos EUA na região tornaram-se cada vez mais importantes para seus economia como resultado do fluxo crescente de capital e comércio.
O caminho, no caso de oposição social organizada a este comércio e entrega de recursos, será a Guerra de Baixa Intensidade, uma guerra constante, uma guerra de exaustão em que não se tratará de eliminar fisicamente o inimigo ou matá-lo em massa, mas sim miná-lo., deslegitimá-lo, isolá-lo.

DEZEMBRO.- O embaixador dos Estados Unidos no México, Jeffrey Davidow, é nomeado pelo presidente Bush como embaixador de carreira (só existem quatro no mundo e seu status é igual ao de um subsecretário de Estado que concorda diretamente com o presidente Bush);

DEZEMBRO.- A USAID, que chegará junto com as tropas americanas, inicia a distribuição de óculos e rádios (para contra-insurgência) no Afeganistão;

2002

JANEIRO.- CIDECA, ONG guatemalteca que desenvolve projeto de resolução de conflitos agrários no Município de San Gaspar Chajul, Departamento de El Quiché, onde algumas comunidades se instalaram em uma área declarada área protegida pela Comissão Nacional de Proteção Áreas que o CONAP mantém Em disputa pela gestão da área, informa que o Sr. Anthony Stocks se apresentou às ditas comunidades em dezembro de 2001, o qual disse ter sido contratado pela Agência de Desenvolvimento Internacional do Governo dos Estados Unidos -USAID-, informando que sua missão foi resolver o conflito sobre o uso da área protegida. Desde a sua chegada, acrescentam, o Sr. Stocks afirmou ter recursos financeiros suficientes para pagar a quem com ele colabora, além disso, está formando uma equipa de investigação, recrutando habitantes locais, para recolher amostras de flora e lama e serem eles os que falam nas comunidades para fazer um diagnóstico geral da área. El alcalde del municipio está preocupado porque no sabe si existe un convenio entre AID y una agencia gubernamental para hacer esta clase de trabajo y porque existen instancias como MINUGUA y MOVIMONDO que han trabajado en la resolución de dichos conflictos (no un gringo). Creemos que las verdaderas intenciones del Señor Stocks es realizar un inventario de especies de flora y fauna de la zona protegida, tomando en cuenta su experiencia anterior y su profesión y que el peligro fundamental es que puedan existir empresas norteamericanas que estén interesadas en los datos que el señor Stocks pueda generar con este tipo de investigaciones. Nosotros, afirman, creemos que puede ser un caso de biopiratería y que estaría aprovechando la buena volunta y desinformación de las personas de Chajul. El Alcalde de la comunidad ha solicitado la colaboración de CIDECA en dicho sentido para evitar que se pueda dar este tipo de actos en contra de los recursos de la población.

Sobre el señor Stocks. Trabaja en la Universidad IDAHO State University, y sobre el contrato de consultoría para la Agencia Internaciona de Desarrollo AID, misión Guatemala.

Anthony Stocks
PhD Anthropology and Latin American Studies, University of Florida, 1978
Dr. Stocks, a Professor of Anthropology, is a sociocultural, ecological, and applied anthropologist specializing in biodiversity conservation and resource management issues that involve Central and South American indigenous societies as well as indigenous land and resource tenure. His interests include: human ecology, resource management, biodiversity conservation, indigenous land rights, social forestry; Amazonia, Central America. Dr. Stocks is currently working on Miskito and Sumu land rights within tropical forest conservation areas in Northeast Nicaragua.
e-mail: [email protected]

ENERO.- El Centro de Investigación y Educación Popular (CIEP) de Guatemala pregunta (a quien corresponda) si alguien tiene información sobre un proyecto de investigación que unos especialistas están tratando de impulsar en unas comunidades en Petén. Se trata de las Comunidades Populares en Resistencia del Petén, en las cuales estos señores proponen hacer una investigación sobre Sistemas Silvopastoriles para la Restauración de Áreas degradadas en La Selva Maya en el marco del programa llamado Programa de apoyo a proyectos de Cooperación para la Conservación de la Biodiversidad en la Selva Maya financiado por Conservación Internacional y USAID.
Nos preocupa, dicen, no saber mayor cosa al respecto, y nos oponemos a prestarnos a estas iniciativas si respondieran a la lógica planteada de la explotación de la biodiversidad y los recursos naturales en el marco del Plan Puebla Panamá y de las políticas neoliberales.

ENERO.- El Gobierno de Paraguay decreta la privatización del agua;

MARZO.- La Cumbre de Monterrey y el Presidente guatemalteco Alfonso Portillo: "Dos líneas que trabajamos hoy (21 de marzo) es la interconexión eléctrica desde México hasta Panamá. Ya lo estamos El Salvador y Guatemala y
hoy se interconectan Nicaragua, Honduras y El Salvador. VAMOS A ACELERAR LA INTERCONEXIÓN MÉXICO- GUATEMALA. Después hay que continuar con Costa Rica y con México y con Panamá. Va a haber un gran mercado con un gran potencial, fundamental al PPP.
"Las vías de comunicación. La infraestructura vial, una carretera desde Puebla hasta Panamá de cuatro carriles.
"Hacia ambos efectos (interconexión/ejes viales) se acordó crear una Ley Centroamericana de Conceciones, de tal manera que los inversionistas extranjeros tengan certeza y confianza para impulsar proyectos regionales transfronterizos."
De los 4 mil millones de dólares dispuestos para estas metas de infraestructura eléctrica y vial del PPP, 75% fue puesto por el B.I.D. y 1,400 millones por el gobierno de México Y remató el Presidente guatemalteco Alfonso Portillo: "Los pobres podemos demostrar que tenemos capacidad de competir si no hay proteccionismo."

SUCESOS COLATERALES NACIONALES

2002

ENERO.- El BID aprueba un crédito al gobierno de México sólo para el este año por $1,000 millones de dólares, vía Banobras, para obras de desarrollo social, siendo el PROCEDE uno de esos proyectos de obra social.

ENERO.- En Baja California Sur (Loreto), inversión por mil millones de dólares en lo que será el proyecto de hidroponía más grande de Latinoamérica;

ENERO.- Informe de USAFD sobre agricultura mexicana señala que el sector agrícola mexicano es ineficiente porque los productores son muchos y sus unidades de producción pequeñas (idéntico al diagnóstico que Santiago Levy hace en El Sur también existe, p. 34, documento base del PPP);

FEBRERO.- En la primera semana una delegación del Banco Mundial visita a diversas organizaciones en Chiapas y advierte que su proyecto en el estado es el Corredor Biológico Mesoamericano y, calificando de románticos idealistas a los investigadores del Ecosur (¡), les recomienda que sus proyectos de producción de básicos los reorienten a cultivos rentables como, por ejemplo, plantas medicinales, que ya cuentan con un gran mercado internacional a través de las empresas farmacéuticas, ya no más producción de maíz o café, aclaran.

FEBRERO.- El gobierno de México celebra en Cancún, Quintana Roo, la Primer Reunión Ministerial de Países Megadiversos Afines, para impulsar leyes sobre el tema de acceso y protección a modo de la inversión privada megatrasnacional, so pretexto de frenar la biopiratería, contando con la asistencia del Canciller mexicano Jorge Castañeda, aunque, al final, varios gobiernos se rehusaron a convalidar este rumbo y al término de la reuinión lograron sacar por consenso una declaración digamos que decente, considerando las circunstancias, y las esperanzas.

SUCESOS COLATERALES LOCALES

2001

SEPTIEMBRE.- Ante la denuncia del comisariado Caribe en turno (el de Metzabok, distante 100 km. de la RIBMA), el Gobernador Salazar acuerda crear una mesa de negociación denominada Mesa Ambiental para dirimir la denuncia de despojo y daños ecológicos y la posible reubicación-indemnización convenida con los asentamientos. Esa Mesa Ambiental la integran: (dependencias estatales) Secretaría de Gobierno, Secretaría de Desarrollo Rural (Rubén Velásquez, Arturo Luna y Jaime Magdaleno Subsrio. De Desarrollo Forestal), Secretaría de Desarrollo Social, Secretaría de Pueblos Indios, Instituto de Historia Natural y Ecología (Pablo Muench), PGJ; (dependencias federales) Semarnat (Rubén Aguirre), RIBMA (Alejandro López Portillo), Conafor (Iván Azuara), Secretaría de la Reforma Agraria, Procuraduría Agraria, Sedesol, y la PGR, y lo primero que se acuerda es que todos sus acuerdos se obtendrán por consenso, lo que, según se desprende de la prensa, nunca se ha respetado;

SEPTIEMBRE.- Al parecer, los desmontes y nuevos asentamientos en la RIBMA denunciados por el comisariado Caribe, a decir de las comunidades cercanas a los lugares señalados que observaron como una delegación del gobierno se acercaba para comprobar esos hechos, no eran ciertos siendo entonces las pruebas aportadas (entregadas por Conservation International de México) pruebas amañadas.

NOVIEMBRE.- El día 30 se constituye en Chiapas la primer servidumbre ecológica en la reserva de El Ocote (109 mil has), con los habitantes del ejido Veinte Casas, quienes suscriben su programa de manejo (que les hizo la Comisión Nacional de Areas Naturales Protegidas). Se les otorga una certificación turística, concepto bajo el cual se pueden operar ya en el país corredores ecoturísticos. Participan: el delegado de la Secretaría de Turismo, el director de la Comisión Nacional de Áreas Naturales Protegidas, el delegado de la Semarnat, los directores de las ANP’s en el Estado, el Secretario de Ecología, el Secretario estatal de Turismo y la Sepi. Entre los propósitos de la servidumbre de marras se encuentran: restaurar el ecosistema, el desarrollo comunitario, monitoreo, educación y capacitación y un área de difusión;

DICIEMBRE.- A mediados del mes de diciembre, el delegado de la Semarnat en Chiapas, el director de la Comisión Nacional de Areas Naturales Protegidas, el director de la Reserva Integral de la Biosfera de Montes Azules y el Secretario de Ecología estatal dan a conocer en Tuxtla el programa de reubicación de los 23 (dicen) asentamientos irregulares en Montes Azules y anuncian la constitución de un fondo por $8,000,000.00 de pesos;

DICIEMBRE.- Al conocer este comunicado, la ARIC Independiente (cuya membresía en la selva de Montes Azules corresponde, aproximadamente, a un 40% de los asentamientos irregulares) denuncia la intentona de desalojo para posicionar al capital trasnacional y lanza su propuesta de que sean los propios comuneros de la zona quienes se encarguen del manejo y conservación del bosque;

DICIEMBRE.- El 13, el diputado local por el Verde Ecologista (nieto del ex gobernador Velasco Suárez, negociador con Echeverría, su compadre, del perímetro que abarcaría el ejido lacandón/caribe de tal manera que no tocara el latifundio Bulnes -por Miramar- y otro -por el Usumacinta-), hace suya la demanda del comisariado caribe de bienes comunales que exige el desalojo de los asentamientos irregulares comprometiéndose a llevar el caso hasta sus últimas consecuencias;

DICIEMBRE.- El 18, el diputado local priísta y conocido paramilitar en el municipio de Ocosingo Pedro Chulín Jiménez, habilitado por su fracción parlamentaria como su voz sobre este problema, reclama al Secretario de Sepi sumarse a la acción de desalojo de los asentamientos irregulares sobrevenidos a partir de 1994 (zapatistas) en Montes Azules conminándolo a que defina de qué lado está su organización (Aric Independiente);

DICIEMBRE.- El 19 la ARIC Independiente denuncia el latifundio caribe y, días después, el director de la Reserva de Montes Azules le responde que el argumento para deslegitimar la petición caribe de desalojo es improcedente, de cabo a rabo, porque se trata de una extensión de tierra que se encuentra al amparo de un título legal (de dotación presidencial);

DICIEMBRE.- Fundación Coca Cola México, I.A.P. presidida por la señora Marinela Servitje y constituida circunstancialmente hace tres años -en pleno avance electoral foxista y cuando diversos países de la región hacía años que contaban ya con la suya-, se la pasó todo el año 2001 prodigando manitas de gato a escuelas y canchas de básquetbol, incluso proveyendo con equipo de cómputo a ciertas comunidades chiapanecas (el paraje La Pila, en el municipio de Huixtán, por ejemplo, y más al nororiente hacia el Valle de Santo Domingo en la Selva). El requisito: zonas clave en escurrimiento de agua. San Cristóbal de Las Casas, La Pila-Huixtán, Salto del Agua-Palenque-Valle de Santo Domingo (el valle de Ocosingo, no, porque, suponemos, los veneros y afluentes principales del Jataté atraviesan zonas de clara influencia/presencia zapatista y su parte más cercana a la cabecera municipal -7 km.- deviene ya muy contaminada para su óptimo aprovechamiento). El 20 de diciembre el entonces Presidente Municipal de San Cristóbal de Las Casas (fiel contlapache de la refresquera), con la oposición del cabildo, le autorizó la perforación de un segundo pozo, la modificación del uso de suelo (para extracción, procesamiento y embotellamiento de agua) y licencia para ampliar sus instalaciones.
La Embotelladora se encuentra en las faldas del Huitepec (la cima más alta del valle, bosque de niebla y reserva ecológica administrada por Pronatura, ong conservacionista cuyos fondos provienen, en parte, de esa misma Coca-Cola México) y, sin duda, el acuífero más rico y con futuro del valle de Jovel. Parte del precio por este otorgamiento/posicionamiento de los mantos urbanos fue/es el silencio de Pronatura ante la porfiada devastación, en menos de tres años, de los cerros situados al oriente de la ciudad (minas de grava y arena propiedad de la familia del entonces presidente municipal Mariano Díaz) literalmente pedaceados en más del 70% de su masa original;
Es curioso ver, por decirlo de alguna manera, como se va extendiendo poco a poco por la geografía hídrica del Estado la publicidad rotulada de Coca Cola que ya cansa, vaya.

DICIEMBRE.- CEIBA, conocida ONG de conocido grupo oficial/ambientalista (Julia Carabias y Javier de la Maza), avanza en su despliegue sobre diversas comunidades de la Selva y zona norte proponiéndoles la elaboración de programas de manejo-administración de sus bosques/sitios arqueológicos, etc.;

DICIEMBRE.- La propuesta de reforma constitucional para incorporar un nuevo Estado a la Federación, el Estado del Soconusco, es finalmente consensuada ya por todas las fracciones parlamentarias en la Mesa de la Reforma del Estado en el Senado de la República;

2002

ENERO.- Se instalan en enero 11 puestos de control en cruceros estratégicos, de los cuales, dos en los límites de la RIBMA: uno en Chancalá y otro en Benemérito, frontera con Guatemala. La Semarnat comunica que la vocación natural de la mayoría del territorio chiapaneco es la producción de madera pues de las siete millones de hectáreas con que cuenta el Estado cinco son bosques aprovechables;

Documentando la paranoia:

* La página web de la representación de México ante el Consejo de Seguridad de las Naciones Unidas (y ante la propia ONU) enuncia en un recuadro, bajo coloridos íconos con los ecosistemas de cuatro ANP’s, un tema propio: las palabras "El Medio Ambiente"; aunque ya no se da más explicación así que, para quienes ignoran las admoniciones del representante Zinzer en diciembre y la historia reciente del caso Montes Azules, no se puede saber si se trata sólo de un slogan, una campaña turística, un bonito diseño o de la insinuación de un asunto que México impulsará como un nuevo eje en la agenda de la seguridad internacional.

* La página web de la S.R.E. Tres íconos, sólo, y corresponden a:
a) La Cumbre Mundial sobre el Desarrollo Sostenible, en Johannesburgo (para octubre, y que corresponde a la realizada en Río de Janeiro en 1992 sobre medio ambiente y donde se acordó que se reunirían de nuevo en diez años para analizar resultados, entre otros, los relacionados al calentamiento global, conservación de los bosques y cuencas);
b) La inminente Reunión de Monterrey; y
c) El (inoperante aunque viste a nuestro gobierno de bolivarismo y desalineación) grupo de los Tres (México-Colombia-Venezuela);

* Arturo Sarukhan (hijo del exrector de la UNAM José Sarukhán), Coordinador de Asesores del canciller mexicano Jorge Castañeda (experto en provocaciones), es:
a) licenciado en Relaciones Internacionales por El Colegio de México,
b) estudió una maestría en Política Exterior de Estados Unidos y
c) otra en Economía Internacional en la Universidad John’s Hopkins, en Washington;
Actividad laboral y académica
d) Estuvo adscrito a la embajada de México en Washington, donde entre otros cargos, ocupó el de secretario particular del embajador,
e) en la Cancillería se ha desempeñado como asesor del Secretario, director de Negociación Regional, asesor para América del Norte y Crimen Organizado,
f) así como director adjunto de Planeación Política y coordinador nacional del Mecanismo de Evaluación Multilateral contra las drogas de la OEA;
g) coordinador nacional de narcóticos de la Secretaría de Relaciones Exteriores (en el 2000);
h) Ha sido profesor del ITAM y
i) Ha impartido cursos en:
h.1) el Centro de Estudios Superiores Navales de la Secretaría de Marina,
h.2) en el Colegio Interamericano de Defensa y
h.3) en la Universidad de la Defensa Nacional en Estados Unidos;

* Colombia es el otro país latinoamericano con un asiento en el Consejo de Seguridad
(ingresa en el 2001, año en que el gobierno estadounidense le libera la mayor parte de los fondos para el Plan Colombia);

* Patrocinadores de Conservation Intenational: Enron, Kimberly Clark, Du Pont, Cemex, Pulsar-Aventis, Dow AgroSciences, USAID, Shell, British Petroleum, Texaco, Exxon, Standard Oil, Chevron, Ford, JP Morgan, Banco Mundial.

Algo sobre Conservation International de México, CEIBA, la U.G.A. y los Caribes

Conservation International México.-

Redefine a finales del año 2000 su proyecto "Selva Lacandona" para denominarle a partir de este "Selva Maya".
Entre sus proyectos en la Selva Lacandona (comunicados) se encuentran:
1. "Población y Medio Ambiente". El objetivo central, dicen sus funcionarios, es contener el "problema de sobrepoblación" mediante talleres de salud reproductiva y género. Es un proyecto en coparticipación con el IMSS y Mexfam en el que, además, agregan, estarían probando diversos anticonceptivos para "ver cual de todos ellos funciona mejor ". Este sería, a decir de sus funcionarios, uno de los ejes más importantes de la estrategia general de conservación (en pocas palabras, esterilizar a la población).
De este proyecto, sin embargo, estarían excluidos los Caribes porque "ya quedan muy pocos", aclararon los funcionarios de esa ong;
También, trabajan de manera conjunta con las Unidades Médicas Rurales (UMR) y los Hospitales Públicos de Ocosingo y Benemérito de las Américas en 20 comunidades de la periferia de la RIBMA, sobre este y otros proyectos relacionados;
2. Proyectos de Ecoturismo o (en este caso) la biopiratería con disfraz a través de su programa Red de Turismo Responsable (Y’axBé) desarrollado a partir de cursos en estándares, en técnicas educativas empresariales y en formación de personal para prestar los servicios, entre otros, de guías y primeros auxilios. Actualmente mantienen una "estación" (sic) de ecoturismo modelo -cuyo presidente es un biólogo- patrocinada fundamentalmente (qué casualidad) por el Grupo Biotecno-piratológico Pulsar y en menor proporción por esa ong, en el ejido Ixcán (Chajul).
Actualmente en Chiapas tienen presencia permanente en tres comunidades: Frontera Corozal (frontera con el Petén), Emiliano Zapata (lagunas de Miramar) y en el ejido Ixcán.
3. "Contribución" a la delimitación de perímetros en ejidos que mantienen controversia entre sí por sus linderos, mediante el auxilio de su sistema de información geográfico satelital (¿a favor de quién será que saldrán esos dictámenes satelitales de la NASA, de los ejidos rebeldes o de los ejidos amigos?;
3bis. Proyecto de "zonificación" con los Caribes de Metzabok y de Nahá sobre sus tierras. La intención sería realizar levantamientos topográficos con apoyo de el sistema de información geográfico satelital con el propósito de delimitar de manera precisa el perímetro de sus tierras (algo así como lo que hacían las compañías deslindadoras en la época de Porfiro Díaz, es decir, no es nuevo el instrumento, sólo más preciso en su abuso);
4. Proyecto de Reforestación, que está en proceso pues apenas lleva un año;
5. Proyecto de conservación de suelo con varias comunidades en la Reserva de la Cojolita (al norte de la RIBMA);
6. Programa de difusión para la prevención de incendios;

Por otra parte, dicen sus funcionarios que no tienen interés ni participan de las presiones para el desalojo y reubicación de los asentamientos irregulares en la zona porque, dicen, Conservation International México no se involucra en asuntos agrarios o políticos propios del país. Si esto es así, habría qué preguntarles quién le proporcionó a los Caribes entonces los mapas y las fotos, apócrifas, de los supuestos nuevos asentamientos y desmontes en la Selva en base a las cuales estos denunciaron desmontes y le pidieron al gobernador el desalojo de los "invasores" de zonas que ni conocen ni aprovechan; o, por qué el Dr. Ernesto Enkerlin de la Comisión Nacional de Areas Naturales Protegidas mencionó en Febrero que, entre las ong’s ambientalistas que los estaban presionado para que desalojaran a las comunidades de la RIBMA estaba precisamente Conservation International México. Además, su proyecto de auxilio a la delimitación de colindancias o el de control reproductivo de la "sobrepoblación", ¿no son aristas que necesariamente contribuyen a la estrategia de reubicación y disminución de las presiones demográficosociales sobre el área?
Sobre el fondeo: las principales fondeadoras de la ong son: Pulsar, la Fundación Ford, Packard y, claro, la USAID. Esa USAID -más o menos como en Afganistán- patrocina todo el tema de proyectos sociales, que son: comunitarios, de ecoturismo, salud "reproductiva", y uno muy curioso y de reciente aparición: infraestructura transfronteriza "para el enlace Regional del ecoturismo" dicen sus funcionarios.

Finalmente, la ong conservacionista y "apolítica", declara que Conservation International México no trabaja ni trabajará con asentamientos irregulares en la zona (y eso que no tienen ningún interés en el desalojo);

CEIBA, A. C.-

Julia Carabias Lillo, preside. La conforman sus allegados, entre otros: Javier de la Maza y su hermano Roberto, Arturo Warman (exdirector del INI y exSrio. de la Reforma Agraria) y su hermano José, Antonio Azuela (extitular de la Profepa), Enrique Provencio (extitular del INE) y Carlos Rojas (senador, gestor de Procampo y quien impulsó la contrarreforma indígena asistencial en el Congreso). Controlan la zona de Chajul, en el Municipio Autónomo de Tierra y Libertad y se han extendido a otras áreas del Estado.
Los guardas de la RIBMA, pagados con fondos GEF del Banco Mundial y elegidos por este grupo que incorpora entre sus filas a Alejandro López Portillo (director de la RIBMA desde tiempos de Zedillo-Carabias y rabioso impulsor del ingreso de la PFP en el 2000), jamás fueron seleccionados conforme a bases amplias y públicas de participación/definición social como lo manda (art. 140º del reglamento de la LGEEPA). El ubicar a indígenas desindianizados en altos puestos de dirección para guardar las formas internacionales en vez de transparentar y democratizar el ejercicio de los cargos queda en claro con la designación de un indígena tsotsil a la antesala del cuarto cielo (Ramón Pérez, subdirector de la RIBMA), individuo tan hostil a las comunidades y a su pensamiento como su jefe político-burocrático;
Se comenta que Héctor Ruiz, incondicional del grupo de la maestra (laboraba en Semarnat con Javier de la Maza en ANP’s), sería el enlace México del nuevo (segundo) Corredor Biológico Mesoamericano, ahora con sede en Managua y patrocinado por el PNUD.
"Espacios Naturales", ong de Roberto de la Maza y José Warman, para trabajos menores y asida políticamente a aquella otra mayor, coparticipa en proyectos con Conservation International México en el área de Chajul-Ixcán, entre otros, en un proyecto de ecoturismo en lo que fuera la estación biológica de la UNAM en Chajul. Tiene también a su cargo el proyecto de captura-tráfico de mariposas diurnas, opción "sustentable" que se paga a los pobladores a cincuenta centavos por pieza pero se revende en los mercados internacionales a, bueno, para que usted se dé una idea, más o menos como pasa en el caso del café con la relación productores-Nestlé, así, más o menos;

La U.G.A.-

A propósito de los rumores de que el ICBG Maya no se habría cancelado sino tan sólo reubicado en el Estado, concretamente en la Selva con los Caribes. Pues bien. El caso es que, en el Ecosur, trabaja
una señorita de la Universidad de Georgia -Stepanhie Paladino- que está haciendo su doctorado en Antropología en esa institución pero cuyo trabajo de campo lo realiza en el
poblado Nueva Palestina, en la RIBMA, muy cerca de la zona de las lagunas y de la comunidad Caribe de Chansayab. Y es el caso que el Dr. Brent Berlin, director del proyecto-ICBG Maya, es uno de los responsables del departamento de Antropología de la UGA.

Los Caribes.-

No se trata de establecer odiosas comparaciones de dolorosos antecedentes postcoloniales y más tarde embozados de populistas-nacionalistas con Echeverría-Velasco Suárez, pero sí de desmitificar el halo interesado con el que el capital y sus ramales conservacionistas han colmado/absuelto/propuesto a los Caribes y su organización productiva como el modo de vida ejemplar y sustentable en la zona.
Primero. Los Caribes son abastecidos de cuanto necesitan por el gobierno federal y por las ong’s conservacionistas desde hace más de treinta años. Por ejemplo, los vestidos que usan para cubrirse (ante los turistas) son suministradas periódicamente por el Estado.
Segundo. A consecuencia de esta tutoría desmovilizante, los Caribes ya no trabajan su tierra. Una que otra milpita insuficiente para su manutención pero, en general, ya no conocen cómo es que la tierra se trabaja y han olvidado sus plantas y su memoria como Pueblo. Es el único grupo Maya que, merced a esa historia de cooptación y asistencia interesada, es hostil a todos los demás Pueblos y no participa en foros ni encuentros convocados por indígenas o por sus organizaciones.
Tercero. El Pueblo Caribe, fue el único Pueblo indígena que, a conseja de sus tutores, pidió el aplastamiento del EZLN, rechazó los Acuerdos de San Andrés y aplaudió la contrarreforma Cevallos-Bartlett-Ortega.
Cuarto. Aunque en menor escala dado el exangüe número de su población, los Caribes sí cazan pero para traficar con la carne, piel, y otras partes de la fauna local. En el crucero de Tumbo (cuenca del Tulijá) es frecuente verlos vendiendo tepezcuintle de monte, o en Chansayab (el poblado Caribe más numeroso), venden ya de fijo colmillos de mico de noche o garras de jaguares integradas a collares. Si la garra es lo suficientemente grande la venden hasta en $100.00 pesos. También venden picos de tucanes.
Quinto. A su cargo tienen la administración de Bonampak y de Yaxchilán, aunque hayan sido choles sus fundadores, impidiéndoles a los pobladores de la zona, incluidos los choles, su ingreso, si no les pagan los $70.00 pesos que cuesta el boleto para visitar cada uno de esos lugares. Esta administración se las concedió, claro, el gobierno.

NOTA. La organización CEIBA, A.C. es el corporativo ambiental tras el cual se parapeta y avanza en Chiapas ofreciendo a las comunidades sus servicios el grupo institucional-ambientalista de Julia Carabias y Javier de la Maza cuya base se encuentra, desde tiempos del expresidente Zedillo, en el Chajul mexicano. No confundirla entonces con la proba y combativa ong guatemalteca de idénticas siglas que opera a escasos kilómetros, pero del lado guatemalteco, en la región de Chajul/Ixcán, y cuyas actividades, comprometidas con los procesos de resistencia, organización comunitarios y lucha global, son reconocidas internacional y regionalmente.


Video: TREINE SEU FREESTYLE #26 Palavras para rimar (Junho 2022).


Comentários:

  1. Kit

    Na minha opinião, erros são cometidos. Precisamos discutir. Escreva para mim no PM, ele fala com você.

  2. Azeem

    Não use

  3. Omawnakw

    Eu acho que você estava errado

  4. Crowell

    eu pego de qualquer jeito

  5. Erin

    Vou correr em um estilo de apresentação

  6. Milkree

    É uma pena que eu não possa falar agora - não há tempo livre. Mas estarei livre - com certeza escreverei o que penso sobre este assunto.



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