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FAO: povos indígenas são fundamentais para combater as mudanças climáticas

FAO: povos indígenas são fundamentais para combater as mudanças climáticas


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“A menos que ajudemos os povos indígenas a obterem posse da terra segura e melhor governança, será muito difícil chegar a soluções de longo prazo”, disse Castro Salazar. "Estamos ficando para trás e temos que nos esforçar mais", acrescentou.

As declarações foram feitas no âmbito da 23ª sessão do Comité Florestal, evento que decorreu de 18 a 22 de julho e no qual foram divulgadas as informações recolhidas durante o último ano por aquele comité.

Por sua vez, Victoria Tauli-Corpuz, Relatora Especial das Nações Unidas, argumentou que muito poucos países se comprometeram claramente com uma exigência do Acordo de Paris sobre mudanças climáticas: para combatê-la, os direitos dos povos indígenas devem ser garantidos.

“É uma situação grave, acrescentou ela em termos de respeito aos direitos dos povos indígenas”, disse a relatora.

A FAO acrescentou que os governos são de grande importância por sua capacidade de facilitar as condições que os povos indígenas, comunidades locais, pequenos produtores e suas organizações precisam para restaurar paisagens degradadas e para mitigar e se adaptar às mudanças climáticas.

Florestas como estoques de carbono

No evento, a FAO apresentou o relatório “The State of Forests 2016” no qual afirma que um terço das florestas do mundo são manejadas por famílias, pequenos agricultores, comunidades locais e povos indígenas. Além disso, essas florestas representam alguns dos estoques de carbono mais importantes do planeta.

Estima-se que as florestas comunitárias reconhecidas apenas pelo governo abriguem cerca de 37,7 bilhões de toneladas de estoques de carbono.

Isso sem contar que ainda existem muitos territórios pertencentes a povos indígenas que não têm título correto.

Tal situação reafirmaria o papel fundamental das comunidades locais e povos indígenas na preservação desses estoques de carbono.

Esse objetivo deve ser alcançado por meio da redução do desmatamento, do manejo sustentável das florestas e da restauração da cobertura vegetal no âmbito de economias rurais produtivas.

Maior abertura para a participação indígena

O evento também exortou os governos a criar as condições necessárias para que as comunidades locais e os povos indígenas gerenciem territórios maiores. Esse pedido deu ênfase especial às mulheres e aos jovens.

Os porta-vozes da FAO solicitaram que as iniciativas contra a mudança climática mudem e dêem maior participação às organizações indígenas que representam os povos indígenas por seu papel fundamental.

Assim, espera-se garantir e fazer cumprir os direitos de posse dos territórios, criar incentivos comerciais favoráveis ​​e oferecer serviços técnicos, financeiros e de expansão dos negócios.

Essa solicitação estaria alinhada com propostas de desenvolvimento sustentável feitas pelas mesmas populações indígenas, como no Peru, REDD + Indígena Amazónica (RIA).

Esta proposta, feita pela Associação Interétnica para o Desenvolvimento da Selva Peruana (AIDESEP), busca ver a floresta de forma integral ou holística e como um território integral que presta diversos serviços ecossistêmicos à humanidade.

Nesta perspectiva, propõe-se também valorizar os diferentes projetos de vida coletiva das comunidades que a habitam e protegem.

Servindi


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