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Energia solar sustentável que não polui

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Por José Carlos García Fajardo *

Energia solar é aquela que utiliza o poder calórico dos raios solares como fonte de energia, para gerar energia elétrica, aquecer ambientes ou aquecer água. Para isso, utilizam-se painéis especiais denominados fotovoltaicos, que captam o calor fornecido pelo sol e o utilizam para os fins a que se destinam. A nível industrial, isto é feito através das chamadas centrais solares fotovoltaicas, que consistem em grandes instalações de painéis que estão ligadas a uma central onde se nuclea a produção de energia eléctrica e da qual é enviada aos seus canais de distribuição. Em novembro de 2010, várias usinas solares foram instaladas na Espanha: Parque fotovoltaico Olmedilla (60 MW), Puertollano (47,6 MW), La Magascona & La Magasquila (34,5 MW), Arnedo (34 MW) e a Central Solar Dulcinea (31,8 MW).

No nível doméstico, os painéis fotovoltaicos também são usados, mas em menor escala; O mais usual é colocar painéis nas casas de forma a fornecer-lhes uma quantidade de energia eléctrica que lhes permita cobrir as suas necessidades e ter água quente, embora durante a noite habitualmente se liguem à rede e utilizem a energia eléctrica de fontes convencionais.

Por meio de uma resolução ministerial em março de 2004, o governo espanhol eliminou as barreiras econômicas para conectar tecnologias de energia renovável à rede elétrica. Em 2004 correspondeu às condições de produção em larga escala de centrais solares térmicas e fotovoltaicas. Em 2008, o governo espanhol se comprometeu a atingir uma meta de cerca de 12% da energia primária gerada com este tipo de energia renovável até 2010 e em 2020 esperava-se que a capacidade instalada de geração de energia solar chegasse a 10.000 megawatts (MW). Na esteira da crise financeira e da pressão insuportável do oligopólio das empresas de energia, o governo reduziu drasticamente seus subsídios à energia solar e cortou aumentos futuros, para uma capacidade máxima de 500 MW por ano. A indústria solar em 2009 foi prejudicada pelo colapso da demanda devido à decisão da Espanha. Em 2010, eles cortaram retroativamente os subsídios para projetos solares existentes, com o objetivo de economizar vários bilhões de euros devidos. De acordo com a Photovoltaic Industry Association, isso resultou em várias empresas à beira da falência. E no plano interno, a grande maioria das expectativas que existiam desapareceram, com base na ajuda prometida e nos objetivos que acabaram sendo rejeitados. Os custos acabaram ficando por conta do usuário, com as consequências lógicas dessa mudança. Mas para os autoconsumidores (não para as grandes produtoras), em 2015 o governo impôs o Decreto Real sobre o Autoconsumo, com o qual mais uma vez limitou o avanço da energia solar.

Quando a Europa e o resto do mundo escolheram o caminho das energias renováveis, especialmente a solar e com ênfase no autoconsumo, a Espanha fez o caminho oposto e, para pior, quis mascará-lo como se estivessem de facto apoiando autoconsumidores. Aparentemente e depois de uma reunião dos partidos políticos que participaram nas últimas eleições (com a evidente ausência do PP) está a ser proposta uma mudança radical, que irá abolir os artigos mais nocivos para o autoconsumo do DR, como o pedágio, o Registro do Consumidor, as multas e vários outros pontos. A energia solar deve ser amparada por leis que a promovam e que ajudem os autoconsumidores a alcançar uma economia doméstica mais sustentável, objetivo perseguido pela União Europeia e pelos países industrializados. Se a mudança prometida ocorrer, a perspectiva de que a energia solar volte a ser a estrela das renováveis ​​na Espanha e se transforme em um recurso sustentável e economicamente rentável parece ser uma meta alcançável, mas sem dúvida exigirá uma série de políticas voltadas para o a mudança é real e tangível e vai depender da reversão da situação atual, independentemente de qual partido venha a governar.

* Professor Emérito da Universidade Complutense de Madrid (UCM). Diretor do Centro de Colaborações Solidárias (CCS) Twitter: @GarciaFajardoJC

Centro de Colaborações Solidárias



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