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Mulheres e grupos indígenas, chaves para a adaptação às mudanças climáticas nos Andes tropicais

Mulheres e grupos indígenas, chaves para a adaptação às mudanças climáticas nos Andes tropicais


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A inclusão de mulheres e grupos indígenas pode ser a chave para a implementação de uma estratégia regional que permita a adaptação às mudanças climáticas nos Andes tropicais, de acordo com um novo relatório divulgado na capital peruana.

A publicação Perspectivas de adaptação às mudanças climáticas nos Andes tropicais (ver versão em espanhol) analisa a situação das montanhas da Colômbia, Equador, Peru, Bolívia e Venezuela e alerta que até o final do século a região pode sofrer altas temperaturas, as quais os seres humanos nunca enfrentaram.

Os Andes tropicais são o lar de muitas comunidades diversas, de vilas agrícolas remotas a grandes centros urbanos e capitais, como Mérida, Bogotá, Quito, Cusco, El Alto e La Paz. Cerca de 60 milhões de pessoas vivem na área entre 1.000 e 4.500 metros de altura.

O relatório, publicado pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), GRID-Arendal e o Consórcio para o Desenvolvimento Sustentável da Ecorregião Andina (CONDESAN), indica que incluir os conhecimentos tradicionais na formulação e implementação de Políticas de adaptação às mudanças climáticas em áreas montanhosas provaram ser um sucesso.

As comunidades andinas passam por mudanças ambientais há 10 mil anos, seus habitantes têm experiências que complementam as pesquisas e que podem ser utilizadas para ações de adaptação local, afirma o relatório.

Da mesma forma, o documento afirma que as mulheres têm um conhecimento profundo do meio ambiente e estão mais diretamente envolvidas do que os homens na gestão dos recursos naturais.

A publicação foi apresentada durante uma reunião de especialistas de sete países andinos, que discutiram os riscos das mudanças climáticas nos Andes em Lima.

O documento pede a adoção de uma perspectiva de longo prazo que inclua a proteção dos serviços ecossistêmicos que as montanhas fornecem. Recomenda abordar as ameaças que as mudanças climáticas representam para a água, solo, biodiversidade, segurança alimentar e gestão da saúde. Os governos também devem expandir suas medidas de prevenção de desastres associados às mudanças climáticas, bem como compartilhar dados e melhorar os sistemas de monitoramento do clima, observa o relatório.

Esta publicação faz parte de uma série que inclui informações sobre o Sul do Cáucaso e os Balcãs Ocidentais, a África Oriental, a Ásia Central, os Cárpatos, o Hindu Kush, Himalaia e os Andes tropicais. Os relatórios aplicam a mesma metodologia para todas as regiões, o que facilita a comparação e troca de conhecimento entre os países interessados ​​nas cadeias de montanhas do mundo.

UNEP


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