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Sem produtos químicos, há bons rendimentos

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Por José Bonetto

A partir do inverno passado, o INTA Marcos Juárez começou a testar alternativas produtivas sem o uso de agroquímicos para os campos periurbanos, que são os limites das cidades.

Para isso implemento um módulo de produção agrícola restrito ao uso de produtos 100% de síntese química.

O objetivo deste módulo é buscar alternativas socioeconômicas, ecológicas e tecnologicamente viáveis ​​para esses ambientes produtivos.

No momento, foram realizadas as safras tradicionais da região: milho, soja, trigo, sorgo granífero e alfafa para rolos e fardos, com resultados aceitáveis ​​e, além disso, foram realizados testes com culturas alternativas, como ervilha.

Em um sistema sem uso de agroquímicos, o maior problema que surge é o controle de ervas daninhas, uma vez que não há herbicidas disponíveis para os controles. Em sua substituição, os controles mecânicos são feitos com grade de discos de dupla ação, roletes para remoção de torrões e grades rotativas para realização da capina precoce.

Outra prática cultural para competir com as ervas daninhas é o plantio de plantas de cobertura, neste caso implantou-se a Vicia villosa, espécie bastante competitiva com as ervas daninhas.

Com regime de chuvas de 900 milímetros, como o da área de Marcos Juárez, essa leguminosa pode produzir até 8.000 kg de matéria seca por hectare.

No inverno de 2013, primeiro dos experimentos, foi semeado um trigo, para isso não aplicaram fertilizantes químicos e as ervas daninhas foram controladas com grade de dupla ação. Com um bom desenvolvimento e sem problemas sanitários notáveis, foram colhidos 18 qq / ha, em média. Esse grão tem a vantagem de ser produzido sem agrotóxicos, podendo ser obtido com sobretaxa de 30% a 50%.

Também durante o inverno foram plantadas ervilhas. Nesse caso, a experiência não foi tão boa devido à forte pressão de ervas daninhas e pulgões, que foram controlados com sucesso pelos insetos benéficos.

Para o verão, a seqüência de cultivo continuou com alfafa, primeiro soja (um antes e outro depois) e um granífero de cultivo duplo de sorgo / Vicia villosa.

A cultura que melhor tem competido com as ervas daninhas do verão, até agora, é o sorgo em grão.

No caso do plantio precoce, um forte granizo, ao fechar a brecha, atrasou o ciclo e uma erva daninha de folhas finas invadiu a lavoura. Da mesma forma, 20 qq / ha foram colhidos.

No caso da soja tardia, semeada em dezembro, houve forte presença de todo o grupo de lagartas desfolhadoras, cortadeiras e também percevejos. Para seu controle, foi aplicada terra de diatomáceas e o produto foi muito eficaz no controle dos estágios iniciais. Neste caso, 27qq / ha foram colhidos. Assim como no trigo, a soja não transgênica é um produto com preço diferenciado tanto na qualidade do produto quanto na semente.

O milho plantado era um híbrido não modificado geneticamente, plantado tardiamente, na palha de Vicia villosa.

Devido a várias questões práticas, sua produção teve que ser estimada e rendeu aproximadamente 100 qq / ha, sem considerar as plantas caídas na contagem.

A título de conclusão, considero que as situações de conflito em ambientes periurbanos, no que diz respeito à produção agrícola, teriam uma solução possível com abordagens produtivas orgânicas e agroecológicas.

Nestes casos, o uso de microrganismos específicos do solo, inoculantes de sementes, cura biológica de sementes ou terra diatomácea, são algumas das ferramentas disponíveis e permitidas. Além disso, têm a vantagem de serem aplicados com equipamentos conhecidos do produtor. No entanto, deve-se prestar atenção ao momento da aplicação.

No caso de aplicação de microrganismos, como o Bt, por exemplo, deve-se pulverizar em horas de baixa intensidade luminosa por serem fotolábeis e também quando as larvas-alvo da aplicação estão em estágios primários.

Nota do Editor: José Bonetto, o autor, é agrônomo do INTA Marcos Juárez.

Campoamor Hnos.


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