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A seca força o Canal do Panamá a restringir a passagem de navios

A seca força o Canal do Panamá a restringir a passagem de navios


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O Canal do Panamá aplica a partir de hoje uma restrição ao calado de navios, a primeira desde 1998, e mantém a previsão de estabelecer uma segunda nas próximas semanas, em função da seca que atinge o país em decorrência do fenômeno El Niño.

O administrador da Autoridade do Canal do Panamá (ACP), Jorge Quijano, informou que esta terça-feira o calado dos navios foi reduzido "de 39,5 para 39 pés", medida que estava inicialmente prevista para 18 de abril.

O ACP anunciou em março passado que, a partir de 18 de abril, o calado máximo permitido seria de 11,89 metros (39,0 pés) em água doce tropical.

Esta primeira restrição “conseguimos adiar por uma semana devido às poucas chuvas que tivemos, que resistiram ao declínio dos lagos” que alimentam a rota interoceânica, “mas já não o podemos fazer e temos que instalar a partir de hoje ”, explicou Quijano.

Próximas restrições

Ele reiterou que existe outra medida semelhante “marcada para o dia 29? deste mês, que "achamos que podemos atrasar um pouco mais, mas não muito", disse ele em declarações a jornalistas sem maiores esclarecimentos.

O próprio Quijano revelou no dia 8 que no dia 29 seria anunciada nova restrição, "de mais seis polegadas", ao calado dos navios que cruzam a rota interoceânica em funcionamento desde 1914.

“Prevemos que a restrição máxima de calado que teremos no atual Canal seria de 2 pés”, acrescentou Quijano na época.

O administrador explicou nesta terça-feira que “a cada 6 polegadas, que é o caso da primeira restrição (ao calado), o navio tem que vir com menos carga para não afundar tanto na água”.

"Em outras palavras, (o navio) perde sua capacidade de carga." Se a restrição de calado "é de 1 pé, há 2.000 toneladas que aquele navio não pode transportar", disse Quijano.

Lagos Gatún e Alhajuela abaixo da média

O projecto de restrição, que não era aplicado desde 1998, é “temporário e preventivo”, e deve-se ao facto dos lagos Gatún e Alhajuela, que alimentam a estrada, “estarem abaixo dos seus níveis médios para a época”, afirmou o ACP.

“O projeto de restrições será executado em 15 centímetros (seis polegadas) decrescentes com cada restrição anunciada com pelo menos quatro semanas de antecedência”, informou em março passado a administração do Canal do Panamá, por onde 6% do comércio mundial passa.

A pior seca em 100 anos

A seca que atinge o Panamá, a pior em 100 anos segundo as autoridades, obrigará a ampliação do Canal do Panamá a entrar em operação comercial com restrição de calado no final de junho.

“No dia 27 de junho estaríamos iniciando o que seria a operação normal” da expansão do Canal, e será possível “oferecer 41 pés de calado nas novas eclusas e nos novos canais, que é inferior a 50 (pés) que vamos poder oferecer quando tivermos os lagos em níveis normais ”, disse Quijano no último dia 8.

A ampliação do Canal do Panamá será inaugurada no dia 26 de junho com um grande ato protocolar que inclui a passagem de um primeiro navio e a presença de dezenas de chefes de Estado e de Governo de todo o mundo, além de representantes de empresas de navegação.

Foto: A seca obriga o Canal do Panamá a restringir o calado dos navios. EFE / ARTURO WONG

EFEverde


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