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Latas sem o bisfenol-A tóxico são possíveis

Latas sem o bisfenol-A tóxico são possíveis


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O estudo, realizado por 6 ONGs americanas, dá uma ideia da ampla exposição da população ao poluente hormonal BPA, encontrando-o em dois terços das 200 latas de diferentes produtos analisados, como sopas, vegetais, frutas ou leite analisado.

Esta pesquisa traz as cores de marcas famosas como a Campbell's, que continua usando BPA em 100% de suas latas, apesar de anunciar a intenção de retirá-lo de seus produtos em 2012 (a empresa voltou a anunciar que vai retirar BPA para o ano de 2017, após a apresentação deste relatório, embora apenas no mercado dos EUA). Também fornece informações aos consumidores sobre outras marcas, como ConAgra, que removeram completamente o Bisfenol-A de suas embalagens.

Lembre-se que o Bisfenol-A (BPA) é um poluente hormonal ou desregulador endócrino, ou seja, afeta o sistema hormonal. Numerosos estudos associam o BPA a efeitos graves como câncer de mama e de próstata, infertilidade, diabetes tipo 2, obesidade, asma e distúrbio de déficit de atenção. Esses efeitos ocorrem em concentrações muito baixas e são particularmente preocupantes nos estágios de desenvolvimento uterino e nos primeiros anos de vida.

O BPA tem sido usado por mais de 50 anos em revestimentos de resina epóxi para latas de latas, para proteger o metal da corrosão e como conservante. Mas começou a ser substituído desde que vários estudos mostraram como o BPA é liberado dessa camada e passa para os alimentos e, de lá, para os humanos.

E quanto às alternativas?

O estudo mostra que muitas empresas removeram o BPA de suas latas de conservas, embora isso não signifique que a embalagem seja saudável.

Algumas empresas estão usando materiais alternativos ao BPA, como resinas acrílicas e oleorresinas que podem ser alternativas seguras, mas ainda requerem mais pesquisas. Outras empresas analisadas estão usando materiais não seguros como substitutos do BPA. É o caso dos novos revestimentos de PVC, que contêm o cancerígeno cloreto de vinila e ftalatos, ou os revestimentos de poliestireno e acrílico, que preocupam porque o estireno também é um possível cancerígeno.

O que nós, consumidores, podemos fazer?

Exija informações sobre os produtos. Os consumidores têm o direito de saber não apenas quais produtos ingerimos, sua origem, tratamento ou se contêm transgênicos. Também temos o direito de ser informados sobre os tipos de materiais utilizados nas embalagens e se podem gerar algum risco para a saúde.

A recomendação do estudo é clara: compre produtos frescos ou congelados. Na hora de escolher um tipo de recipiente, dada a falta de informações atualizadas, recomenda recipientes de vidro em vez de latas. E só compre alimentos enlatados nos casos em que os produtores divulguem totalmente o tipo e a segurança do revestimento utilizado.


O que a Europa está fazendo em relação ao Bisfenol-A?

O Bisfenol-A é um dos poluentes hormonais mais conhecidos pela população europeia, após a preocupação provocada pela sua presença em mamadeiras e brinquedos, proibida em 2011.

Atualmente, a possibilidade de eliminação desse desregulador endócrino dos materiais em contato com alimentos está sendo discutida em nível europeu (ver notícias), imitando o que a França já fez em 2015.

Se a proibição do BPA continuar na Europa, os consumidores evitarão sua exposição nos alimentos, mas teremos que continuar a exigir que alternativas seguras sejam usadas.

Livre de contaminantes hormonais


Vídeo: Bisfenol A, presente em produtos de plástico, pode desregular hormônios da tireoide, diz pesquisa (Pode 2022).