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Arboricidas

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Por Mauricio Castaño H.

A civilização que nos foi imposta foi a do machado e do facão que derrubou a montanha para colonizar e dizer isso é meu e aquilo é seu. Selvagem, eles nos fazem acreditar, são aquelas palavras da mãe terra, da mãe natureza, dos equilíbrios cósmicos. Nada disso, o que vale são as máquinas barulhentas que fumam. El metro cuadrado del cemento es la unidad de medida que da el valor, soñadores y excéntricos los que están pensando que la tabla rasa debe darse según el espacio biodiverso que ofrezca condiciones salubres, libres de bocanadas de humo que terminan en tus pulmones y finalmente aceleran sua morte. Essas são questões de qualidade e condições favoráveis ​​à vida que esperamos que prevaleçam mais cedo ou mais tarde.

Não queremos parecer queixosos, muito menos saudades de mundos que já se foram, nem ansiamos pelos tempos dos únicos galos, dizemos, insistimos, os confortos tornam a vida mais fácil e agradável, mas gostamos de combinar a palavra responsabilidade com o planeta biodiverso, do qual dependemos para viver. Essa louca corrida de exploração, de tirar a última gota de óleo do planeta, de acender as últimas toras de madeira, de cozinhar o último rato vivo no chão, nos levará de volta àqueles tempos da humanidade nascente, mas com o diferença de um planeta esgotado. Aos urbanistas, aos construtores, aos dirigentes, todos agradeceremos por nos terem empurrado para o matadouro infernal.

Estamos a tempo de parar no caminho, de nos reconhecermos pelo que somos. A César o que pertence a César, e a Isabel e Fernando o genocídio dessas terras há 500 anos. Outros padrões de vida estão esperando para serem adotados que impediriam essa corrida louca de predação. Que essas redes de pequenos espaços verdes resfriem as cidades que são bastante grandes e abundantes.

Hoje em dia, diante daquela onda, daquela febre de derrubar ou derrubar árvores, eu quis chamar isso de Arboricidas, porque já parece um costume, um discurso justificativo, que deve haver extração de madeira, mas parece-nos uma armadilha discurso, e melhor ainda, perdoe o termo forte, hipócrita, porque eles afirmam doença generalizada de mais de oitenta por cento das árvores existentes, por exemplo, na cidade de Medellín. O malicioso é que tal epidemia não tem razão de estar em entidades ambientalistas, parece-nos antes que fazem o favor aos construtores e dirigentes, todos eles mesmos empresários que são, de derrubar florestas e vegetação, e por trás das máquinas ostentosas que vão limpar e cimentar, e no final, tudo se resume ao lucro de uns poucos à custa de foder este habitat aéreo cada vez mais poluído. Vale a pena o apelo ao bom senso, e melhor ainda, aos cidadãos pararem esta corrida maluca destes predadores inescrupulosos.

Alainet

http://www.alainet.org/


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