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Senegal se torna um país sem sacolas plásticas

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Por Lluís TorrentLluís Torrent

O Senegal deu o último passo na proibição dos sacos de plástico descartáveis ​​na segunda-feira, 4 de janeiro, com a entrada em vigor de uma lei aprovada em abril de 2015 pelo Parlamento senegalês que visa a proteção do ambiente e da fauna do país.

A nova lei proíbe a produção, importação, comercialização e distribuição dessas sacolas em todo o território nacional, pois nos últimos anos elas se tornaram um grande problema devido à sua ampla utilização.

Em caso de incumprimento, a legislação prevê uma multa até 20 milhões de francos CFA (30.000 euros, $ 33.000) e uma pena de seis meses de prisão.

Segundo dados publicados pelo Ministério do Meio Ambiente, todos os dias cinco milhões de sacolas plásticas são colocadas em circulação no Senegal, que normalmente acabam jogadas no chão e sua degradação contamina o solo. Os sacos plásticos descartados causam a morte dos animais que os comem, além de colocar em risco a saúde do ser humano.

O primeiro país do mundo a proibir o uso de sacolas plásticas foi Bangladesh. Bangladesh proibiu os sacos plásticos finos depois de perceber que eles bloquearam os sistemas de drenagem de água durante inundações devastadoras. Desde então, outros governos como Gabão, Ruuanda, China, Taiwan e Macedônia seguiram o exemplo. Nos Estados Unidos, esse tipo de proibição ocorre em nível municipal e estadual, sendo a Califórnia o primeiro estado a proibir o uso de sacolas plásticas no país em 2014.

Além do Senegal, que já tentou aprovar legislação semelhante em 2002 e 2006, outros países da região também proíbem o uso de sacolas plásticas, como Mali, Mauritânia, Togo, Costa do Marfim, Burkina Faso, Guiné Bissau e Níger.

Outros países que concedem multas e impostos e proíbem a entrega de sacolas plásticas no comércio são Dinamarca, França, Suíça, Estados Unidos (San Francisco, San José, Long Beach, Califórnia, etc.), Austrália, Irlanda, Inglaterra, Canadá, Israel, Cingapura, entre outros.

EFEverde


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