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Críticas ao ambientalismo individualizado

Críticas ao ambientalismo individualizado


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Por Maritza Islas Vargas *

A ideia de progresso e crescimento ilimitados, instaurada pela modernidade - entendida como o avanço das forças produtivas, bem como o aumento dos fluxos de produção, circulação e consumo - presente na ciência, na política, na economia e até mesmo no imaginário cotidiano, está chegando ao seu limite, devido às contradições do modo de produção capitalista (2) em que está inserido.

Apesar das tentativas de negar a natureza insustentável do atual modo de produção (3); A aprovação científica de que a origem das mudanças climáticas e do aquecimento global é antropogênica é bastante geral (4).

O Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) (5) declarou em seu relatório de 2014:

As emissões antropogênicas de gases de efeito estufa (...) são mais altas do que nunca. Isso levou a concentrações atmosféricas de dióxido de carbono, metano e óxido nitroso sem precedentes nos últimos 800.000 anos. Seus efeitos, junto com os de outros fatores antropogênicos, foram detectados em todo o sistema climático e são altamente prováveis. tem sido a causa dominante do aquecimento observado desde meados do século 20 (6) (Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas, 2014

Considerando os riscos iminentes de um colapso ambiental, por que e quem promove o ambientalismo individualizado como solução-ficção; quais processos estão ocultos com essas posições; em que medida determinados atores podem influenciar o campo científico negando ou aceitando um fenômeno; como podem os interesses econômicos pesar ainda mais do que a própria ciência na compreensão da dinâmica social e natural?

Ocultação de publicidade

Apesar de as informações sobre os riscos das mudanças climáticas e do aquecimento global terem sido amplamente divulgadas, isso não produziu uma mudança no comportamento de indivíduos e empresas que se traduza em uma reversão da lógica capitalista, que estabelece relações sociais de produção ambientalmente insustentável e socialmente devastador.

E é que com a divulgação publicitária se dá a conhecer a informação sobre as alterações climáticas mas com um objectivo de marketing, o objectivo não é informar as pessoas mas sim vender uma ideia: que basta consumir este ou aquele produto para este ou aquele “ empresa ambientalmente e socialmente responsável ”para contribuir com o cuidado do meio ambiente ou para combater sua destruição. Ou seja, a “divulgação” que se tem feito sobre o assunto visa a construção de um ecologista individualizado cujo complemento é o consumidor verde. Isso implica, em primeiro lugar, que o ecologista emerge das interações que mantém com a sociedade em que vive e pela qual se realiza, e com a natureza da qual depende e supostamente defende; Essa dupla fratura entre o indivíduo com a sociedade e com a natureza traz consigo o argumento de que o sujeito atomizado pode mudar uma realidade macrossocial e complexa como a mudança climática com uma compra, ou seja, com uma decisão “livre” e individual entre adquirir uma mercadoria poluente e outra ambientalmente “limpa”.

Nesse sentido, a posição do ecologista individualizado e de seu complemento, o consumidor verde, esconde quatro processos:

Separe o consumo da produção. A “liberdade” que o consumidor tem de escolher entre uma ou outra mercadoria se reduz à escolha entre opções previamente definidas pelos produtores e nas quais o consumidor não tem impacto. Portanto, nos casos em que as pessoas buscam a transformação de seus padrões de consumo, as possibilidades de mudança em um modo de produção como o capitalista são tão limitadas que elas acabam se sentindo culpadas por cada produto que consomem.

Sob esse panorama nos questionamos então: é a contradição em nossa existência e o meio ambiente ou entre o sistema que impõe modos de consumir e produzir que acabam destruindo o meio ambiente; os países centrais reduziram seu consumo de energia e materiais; a quem se aplica a política de austeridade?

Essas questões nos levam ao segundo elemento que esconde a ideia de ambientalismo individualizado:

O caráter estrutural da catástrofe ambiental de nosso tempo. O que nos dizem é que todos somos responsáveis ​​pela destruição do planeta. São impostas campanhas de consumo verde, ações como reciclar, jogar o lixo em seu lugar, economizar água e energia elétrica, porém, nos questionamos: será que esse tipo de ação individualizada pode ser uma resposta eficaz, oportuna e pontual ao colapso? Vida ambiental frente à vida no planeta? Não procuro minimizar a importância da vida cotidiana, das ações cotidianas; Porém, as mudanças climáticas são um problema cuja origem está na organização social, econômica e política de um determinado modo de produção e, portanto, sua solução implicará na transformação dessas dimensões. O ambientalismo individualizado busca, com as mesmas, resolver a catástrofe ambiental lógica capitalista que causou isso em primeiro lugar.

No entanto, é necessário e urgente pesar a magnitude do problema com a magnitude da solução que se promove com o ambientalismo individualizado. Podemos parar o aumento da temperatura do planeta, reverter os danos causados ​​pela poluição do ar, parar a destruição ambiental levada a cabo por empresas (por exemplo, mineradoras e petroleiras) com nossa ação individual? Como David JC MacKay, consultor científico chefe do Departamento de Energia e Mudanças Climáticas do Reino Unido, aponta sobre a redução do uso de combustível fóssil: "Não se distraia com o mito de que 'tudo ajuda'. Um pouco, alcançaremos apenas um pouco . Devemos fazer muito "(Smedley, 2014).

O terceiro elemento coberto pela ideia do ecologista individualizado é:

A troca desigual entre economias dependentes e economias centrais, que pode ser explicado de três maneiras:

A subordinação dos países dependentes a um padrão de reprodução do capital, especializado na exportação de grandes quantidades de recursos naturais sem industrialização ou com industrialização muito limitada para venda a preços baratos aos mercados externos. De acordo com a Pesquisa Econômica da América Latina e Caribe 2014 no Chile, o cobre representa 57% de suas exportações totais, no Peru, 26%, e ouro 22% no Suriname. No caso dos países exportadores de hidrocarbonetos: 47% das exportações da Bolívia são hidrocarbonetos; na Colômbia 62%, Equador 57%, Trinidad e Tobago 61% e República Bolivariana da Venezuela 95%. Para exportadores de produtos agroindustriais: os produtos agrícolas representam 36% das exportações da Argentina; no Paraguai 48% e no Uruguai 30%. (CEPAL, 2014: 90).

A enorme transferência de valor das economias dependentes para as economias centrais, pelo fato de as manufaturas destas últimas serem vendidas a um preço superior aos recursos naturais exportados pelas economias dependentes - como os custos socioambientais de sua extração-, a situação que por sua vez obriga os países dependentes a compensar esta diferença de preços, aumentando a exploração da natureza para pagar os bens de consumo e de capital fornecidos pelas economias centrais. Segundo dados da CEPAL “Em média, para todas as matérias-primas, o preço em 2014 apresentou uma queda estimada em torno de 10,5%, ante uma queda de 5,2% em 2013 (…) os termos de troca da região como um todo se deterioraram 2,6 % durante 2014. " (Comissão Econômica para a América Latina, 2014: 11).

A desigualdade de troca também decorre do fato de que o tempo ecológico para produzir recursos naturais é muito maior do que o tempo necessário para produzir os bens manufaturados exportados pelos países industrializados (Martínez-Alier, 2004).

A desigualdade não está apenas na troca, mas também no consumo dos recursos extraídos ao redor do planeta. Embora seja verdade que, como consumidores, todos contribuímos para a degradação planetária, existem diferentes responsabilidades. A contribuição dos países industrializados, suas elites, suas instituições e corporações é muito grande.

Apenas para citar alguns exemplos: os Estados Unidos emitem em média entre 20 e 23 toneladas de CO2 por ano por habitante, o que representa mais de 9 vezes as emissões correspondentes a um habitante médio de países periféricos (Delgado, 2012). Da mesma forma, os 10% mais ricos da população mundial respondem por 40% da energia e 2% dos materiais (Delgado, 2015).

A difusão publicitária ignora e oculta as enormes desigualdades geradas pela atual divisão internacional do trabalho, bem como as diferenças de classe.

É verdade que os efeitos das mudanças climáticas acabarão afetando toda a humanidade independente da classe social a que pertença, porém, nem todos terão os mesmos recursos para enfrentá-los, nem a mesma capacidade de sobrevivência. O número de deslocados ambientais está aumentando e está vinculado a populações em condições de vulnerabilidade econômica e política. Nas últimas duas décadas, o número de desastres naturais [provocados social, econômica e politicamente] dobrou, passando de 200 para mais de 400 por ano e nove em cada dez desastres naturais estão relacionados ao clima atual. A Agência das Nações Unidas para os Refugiados assegura que mais de 30 milhões de pessoas foram forçadas a se deslocar durante 2012 como resultado de desastres naturais e essa tendência pode se intensificar à medida que os efeitos das mudanças climáticas se aprofundarem. As estimativas atuais do número de pessoas que serão deslocadas pela mudança climática e degradação ambiental até 2050 variam de 25 milhões a um bilhão (Agência para os Refugiados da ONU). As mudanças climáticas irão exacerbar as desigualdades sociais e econômicas existentes.

O ambientalismo individualizado tem permitido ocultar relações desiguais entre economias centrais e dependentes, entre classes sociais proprietárias e despossuídas (7), ao mesmo tempo em que tem permitido engolfar (8) críticas (Osorio, 2015) sobre os malefícios que o capitalista a lógica provoca no meio ambiente e, portanto, na sociedade que dela depende. As relações de dominação e exploração que geram a fratura ambiental e social de nosso tempo, concentram-se nas mercadorias, mas desaparecem na publicidade. Assim, vemos as manifestações de um capitalismo que em aparência se tornou verde, mas cujo funcionamento continua a mesma dinâmica de exploração e dominação.

Quarto elemento oculto por trás do ambientalismo individualizado:

A solução para as mudanças climáticas não é apenas técnicaÉ também e principalmente político. Interromper as principais fontes de poluição e destruição do planeta implicará na reversão dos interesses econômicos que dela se beneficiam e que hoje controlam a política global, portanto, mesmo que a resposta técnica ao problema das mudanças climáticas esteja disponível, sua aplicação implicará a Um conflito na esfera política que não incluirá apenas os especialistas, mas também os diversos atores que disputam a tomada de decisão neste campo, tome como exemplo o surgimento de movimentos ecoterritoriais em todo o mundo, a posição recente do Papa Francisco na chamada Encíclica Verde e na reação de grupos conservadores que se recusam a reconhecer o caráter antropogênico das mudanças climáticas.

Nesse sentido, o esforço das corporações é duplo, em primeiro lugar, negar / minimizar as mudanças climáticas para continuar com a lógica de extração de recursos até o seu esgotamento, para manter a legislação ambiental frouxa e continuar com o business as usual (business as usual) negando o danos irreversíveis e desconhecidos que estão causando nas nossas possibilidades de existência neste planeta e em segundo lugar, tentando convencer que somos todos o problema, encobrindo assim a sua própria responsabilidade.

O ambientalismo individualizado se constitui como uma ficção do capital que, ao ocultar os quatro processos mencionados acima, por sua vez oculta as contradições que o modo de produção capitalista carrega consigo. Em particular, a) a contradição capital-natureza que consiste na destruição do meio ambiente, condição indispensável para qualquer modo de produção e para a vida no planeta; b) a contradição capital-comunidade, ou seja, uma valorização do indivíduo que tem resultado na desarticulação dos laços comunitários que dão coesão, o que se traduz em maior conflito social, e por fim; c) a contradição capital-democracia, ou seja, o fato cada vez mais evidente de que a democracia levantada pelo capitalismo esconde o poder de uma classe minoritária que se apropria da maior parte da energia e dos fluxos materiais do mundo em face de uma grande maioria frequentemente despojada do bens comuns que os sustentam.

Em conclusão

A ideia de um ambientalismo individualizado, carrega em seu nome sua própria impossibilidade, um ecologista não pode ser se pensa que está alheio às relações de interdependência e interdefinição que mantém com os demais seres vivos que convivem com ele no planeta.

O ambientalismo individualizado é uma solução construída e alimentada pelas principais causas do problema, que pretendem resolvê-lo com a mesma lógica que a originou: a extração voraz de recursos renováveis ​​e não renováveis ​​até o seu esgotamento, com todos os prejuízos que Isso gera no meio ambiente e, portanto, na sociedade. Conforme refletido na declaração da petrolífera Chevron: “Demoramos 125 anos para consumir o primeiro bilhão de barris de petróleo. Consumiremos o próximo bilhão em 30 ”(Saxe-Fernández, 2006).

No que se refere à disputa político-científica que dá origem à questão das mudanças climáticas, deixa claro que as mudanças climáticas não são um fenômeno meramente físico, mas um processo com origens e consequências sociais, políticas e econômicas e, portanto, mitigação e / ou adaptação às envolverá medidas nessas várias dimensões. Naturalizar as mudanças climáticas implica em turvar as relações sociais que as geram.

Não estou dizendo que o consumo ecológico não ajude, nem que as ações individuais não sejam importantes, mas considero que não bastam, as ações devem transcender o indivíduo e passar a ser articuladas coletivamente localmente, nacionalmente e internacionalmente, principalmente em países politicamente dependentes. com um padrão de reprodução do capital baseado na exportação de recursos naturais.

Para concluir, quero adicionar duas dimensões extras

Embora o ambientalismo individualizado seja amplamente aceito pela dinâmica hegemônica da publicidade e dos negócios, por sua afinidade e utilidade com o modo de produção atual, essa não é a única solução que gerou a dinâmica antiecológica do capital. Indesejáveis ​​para o capital, as formas de desapropriação em que se expressa a reprodução capitalista têm gerado movimentos sociais de cunho ecológico-territorial que atualmente se constituem como freio à devastação ambiental corporativa e antípoda do ambientalismo individualizado.

Os movimentos ecoterritoriais, ao contrário do ambientalismo individualizado, são constituídos a partir da comunidade, do uso da democracia direta, do controle de seu território, da politização dos conflitos e do coletivo diverso.

As lutas ecológico-territoriais também mostram o antagonismo de projetos de diferentes classes sociais e a disputa pela definição da forma de organizar a vida em sociedade.

A questão das mudanças climáticas, a disputa de poder que ela acarreta, as desigualdades que gera, as soluções que se vislumbram, é uma preocupação global, mas no caso da América Latina adquire particular importância pela centralidade de seus recursos (água, petróleo, gás, minerais e biodiversidade) no processo de produção mundial e sobretudo num contexto de esgotamento de fontes facilmente acessíveis, bem como de avançada resistência social à expropriação capitalista. Segundo a CEPAL, a América Latina possui 25% das florestas mundiais, 40% da biodiversidade total do planeta e a própria América do Sul 28% dos recursos hídricos mundiais. O potencial energético utilizável é equivalente a 35% do potencial mundial, no qual as fontes de energia hídrica constituem 36%, o carvão 27%, o petróleo 24%, o gás natural 8% e o urânio 5%. (Ruíz-Caro, 2005: 9).

Nesse sentido, desmantelar as ficções geradas pelo ambientalismo individualizado para evitar a organização coletiva, adquire uma enorme centralidade diante da catástrofe ambiental de nosso tempo.

Notas

* Sociólogo pela Faculdade de Ciências Políticas e Sociais-UNAM; Especialista em Economia Ecológica e Economia Ambiental pela Faculdade de Economia-UNAM; docente no Programa de Pós-Graduação em Estudos Latino-Americanos da UNAM; Membro do projeto Conceitos Fundamentais e Fenômenos de Nosso Tempo, coordenado pelo Dr. Pablo González Casanova, disponível no site http://conceptos.sociales.unam.mx/

1 Dinâmica cujo objetivo é a sua própria reprodução, a partir da apropriação privada e da mercantilização do trabalho e da natureza (Marx, 1978; O'Connor, 2001).

2 Essas contradições são: a) A contradição capital-trabalho; b) a contradição da natureza do capital; c) a contradição capital-comunidade; d) a contradição capital-democracia. No presente trabalho iremos abordar os últimos três

3 Vale lembrar o Climate Gate, campanha difamatória lançada em 2009 contra a Unidade de Pesquisa Climática da Universidade de East Anglia, por céticos da origem antropogênica das mudanças climáticas. Veja (González Casanova, 2013).

4 Desmogblog (2012) apresentou um estudo onde, de uma amostra de 13.950 artigos científicos, apenas 24 rejeitaram as mudanças climáticas ou sugeriram uma causa diferente de emissão de CO2 para o aquecimento observado.

5 O IPCC é um grupo científico patrocinado pelas Nações Unidas, que analisa e avalia as mais recentes informações científicas, técnicas e socioeconômicas produzidas em todo o mundo, relevantes para a compreensão das mudanças climáticas.

6 Tradução própria.

7 Embora não seja o assunto deste artigo, seria importante investigar os motivos pelos quais o ambientalismo individualizado tem sido tão bem recebido no imaginário cotidiano, qual o motivo do conformismo social diante da crise ambiental.

8 Esse termo indica a capacidade do capital de absorver e incorporar ataques ao seu próprio funcionamento.

Referências bibliográficas

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Beck, Ulrich. "Clima para Mudança ou como Criar uma Modernidade Verde?". Em Theory, Culture & Society 27 (2-3), (2010), pp. 254-266.

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Vídeo: Niño ambientalista solicitó a los congresistas legislar para la vida - El Espectador (Julho 2022).


Comentários:

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