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O questionado negócio do petróleo

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Por José Carlos Díaz Zanelli

A verdade é que as acusações de cobrança de comissão para se beneficiar de certas concessões e desvio de recursos públicos para financiar campanhas políticas, em toda a Petrobras, constituiriam um dos enigmáticos casos de corrupção em torno das petroleiras da região. No entanto, a questão permanece: a corrupção afeta apenas as empresas estatais?

Por enquanto, no Brasil, junto com ex-dirigentes da Petrobras, já caíram vários executivos de construtoras privadas ligadas à estatal. Também vale a pena fazer uma revisão dos casos mais questionados de empresas de petróleo no Peru.

Passado de perupetro

Quando se fala em casos de corrupção em relação às petroleiras em nosso país, o primeiro que se destaca é o famoso Caso Petroaudios.

Essa situação, descoberta em 2008, envolveu a distribuição de uma série de lotes de óleo e gás em áreas como Pisco, Nazca e Madre de Dios, em troca de um monte de propinas que foram para o ex-ministro das Pescas, Rómulo León ; o oficial da Perupetro, Alberto Químper e o representante legal da petroleira norueguesa no Peru, a Discover Petroleum, Ernesto Arias Schreiber. O então presidente da Petroperú, César Gutiérrez, também estava envolvido.

O escândalo político, naquela época, foi enorme. A ponto que o governo de Alan García foi obrigado a renovar grande parte de seu Gabinete de Ministros.

O elo

Ressalta-se, nesse cenário, que a Petroperú e a Petrobras não atuaram nos últimos anos como duas empresas petrolíferas estatais distintas. Vale lembrar que em 2012 as duas empresas anunciaram a assinatura de um acordo de energia, o que acabou não se concretizando.

E não só não se concretizou, mas em novembro de 2014 a Petrobras acabou fechando sua saída do Peru com a venda de todos os seus ativos ao capital chinês. A essa altura, o escândalo de corrupção no Brasil já havia estourado.

Hoje os lotes dos quais a Petrobras já participou estão nas mãos da estatal chinesa CNPC. Apesar de a Petroperú a certa altura ter manifestado interesse em adquirir parte destes ativos, especialmente aqueles que eram partilhados com a Repsol. No final, o sindicato privado do petróleo pressionou e impediu que o sindicato estatal ganhasse maior destaque, situação semelhante à vivida recentemente com os Lotes III e IV de Talara.


Os privados

Nem todos os atos de corrupção e irregularidades relacionados às atividades petrolíferas vêm de entidades estatais. Aliás, no Peru, uma das empresas mais questionadas é justamente a privada Pluspetrol, que atua em diferentes lotes em todo o país.

Esta empresa está atualmente em litígio com o Estado peruano para não ter que pagar uma quantia superior a S /. 39 milhões para multas obtidas por infrações ambientais. Por isso está à frente das petrolíferas com maiores dívidas por ultrapassar os seus limites de poluição.

Hoje, a Pluspetrol, que atua na América do Sul e na África com capital argentino, tem em mãos 40% da produção nacional de petróleo e 95% da empresa de gás. Nada mais nada menos, apesar de suas práticas ambientais questionadas e de suas relações precárias com as comunidades da selva afetadas por seu trabalho de exploração.

Ecoportal.net
Servindi
http://servindi.org


Vídeo: CRISES DO PETRÓLEO - AS MELHORES DICAS (Julho 2022).


Comentários:

  1. Mu'adh

    Qual é a frase correta ... super, ótima ideia

  2. Tojaramar

    Peço desculpas por interferir ... mas esse tópico está muito próximo de mim. Eu posso ajudar com a resposta. Escreva para PM.

  3. Cristos

    Na minha opinião, você está enganado. Vamos discutir. Escreva para mim em PM, vamos conversar.

  4. Agoston

    É você ciência.



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